Biologia · Glossário

O que é O testículo e a espermatogênese?

Definição 8.1 Biologia universitária — 2.º ano · Capítulo 8 — Reprodução sexuada dos mamíferos

O testículo é uma massa de túbulos seminíferos, com várias centenas de metros no total, cujas paredes produzem os espermatozoides; entre os túbulos ficam as células de Leydig, que produzem testosterona. Na parede do túbulo, as espermatogônias da borda externa se dividem por mitose, mantendo uma população de células-tronco e enviando células para o interior; estas crescem em espermatócitos primários, que passam pela meiose I (dando dois espermatócitos secundários) e pela meiose II (dando quatro espermátides haploides); as espermátides perdem a maior parte do citoplasma, condensam o núcleo, desenvolvem um flagelo e cobrem o núcleo com o acrossomo, uma vesícula de enzimas, tornando-se espermatozoides, que são liberados na luz do túbulo. Grandes células de Sertoli atravessam a parede, nutrem as células germinativas e formam, por junções oclusivas entre si, uma barreira hematotesticular que mantém o sistema imune afastado de células que só aparecem na puberdade. A sequência inteira leva cerca de 6464 dias no homem e produz uns 10810^{8} espermatozoides por dia, da puberdade à velhice. Os espermatozoides saem do testículo imóveis e amadurecem no epidídimo durante duas semanas.

Um túbulo seminífero em corte transversal. As células germinativas amadurecem da parede externa (espermatogônias) para o interior (espermatócitos, espermátides, espermatozoides na luz), sustentadas pelas células de Sertoli; as células de Leydig, entre os túbulos, produzem testosterona.
Um túbulo seminífero em corte transversal. As células germinativas amadurecem da parede externa (espermatogônias) para o interior (espermatócitos, espermátides, espermatozoides na luz), sustentadas pelas células de Sertoli; as células de Leydig, entre os túbulos, produzem testosterona.
À esquerda: túbulos seminíferos em corte, com as células germinativas dispostas em camadas da parede até a luz. À direita: espermatozoides ao microscópio eletrônico de varredura, com o capuz acrossômico visível nas cabeças. À esquerda: túbulos seminíferos em corte, com as células germinativas dispostas em camadas da parede até a luz. À direita: espermatozoides ao microscópio eletrônico de varredura, com o capuz acrossômico visível nas cabeças.
À esquerda: túbulos seminíferos em corte, com as células germinativas dispostas em camadas da parede até a luz. À direita: espermatozoides ao microscópio eletrônico de varredura, com o capuz acrossômico visível nas cabeças.
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