A Lua é uma bola enorme de rocha cinzenta que viaja em volta da Terra, a nossa fiel companheira no espaço. Ela é muito menor que a Terra e fica muito longe — mais longe do que qualquer avião voa, tão longe que os astronautas que a visitaram viajaram três dias para chegar lá.
Exemplos
Exemplo 11.2 (Olhando de perto)
A olho nu a Lua mostra manchas pálidas e regiões brilhantes — algumas pessoas veem um rosto ali. Com um binóculo (uma coisa maravilhosa de experimentar numa noite de lua cheia), as manchas se transformam em planícies e em crateras redondas, cicatrizes em forma de tigela deixadas por rochas do espaço que caíram lá há muito tempo. A Lua guarda as suas cicatrizes para sempre: ela não tem vento nem chuva para apagá-las — na verdade, ela não tem ar nenhum. Não ter ar quer dizer também um mundo silencioso: na Lua, nem um grito faz som.
Exemplo 11.3 (A Lua que segue você)
Caminhe pela rua numa noite de luar: as casas e as árvores passam para trás, mas a Lua parece seguir você, sempre ao seu lado. Ela não está mesmo perseguindo você — ela está tão longe que atravessar uma rua inteira não muda nada na sua vista dela, enquanto as casas de perto mudam o tempo todo. As coisas muito distantes parecem seguir todo viajante; a Lua faz isso melhor do que ninguém porque é a campeã da distância.
Exemplo 11.4 (O luar é luz do Sol refletida)
A Lua é uma fonte de luz? Lembre do teste do ano passado: ela fabrica a própria luz? Não fabrica — a Lua é uma bola de rocha escura, como um seixo gigante no céu. Aquilo que chamamos de luar é luz do Sol refletida por essa rocha — devolvida na nossa direção, do mesmo jeito que uma parede branca ilumina um cômodo sem ser uma lâmpada. O Sol ilumina um lado da Lua; nós vemos a parte desse lado iluminado que estiver voltada para nós.