O zigoto se divide a cada doze a vinte horas sem crescer (clivagem) enquanto desce pela tuba uterina: duas células, quatro, oito, uma esfera compacta de dezesseis (a mórula) e, no quinto dia, um blastocisto de cerca de cem células: uma camada externa, o trofoblasto, em torno de uma cavidade, com um aglomerado de células de um lado, a massa celular interna. O trofoblasto construirá a placenta e os anexos; a massa celular interna se tornará o embrião — e, retirada nesse estágio, dá as células-tronco embrionárias. No sexto dia, o blastocisto eclode de sua zona, adere ao revestimento do útero, e o trofoblasto o invade: células se fundem numa frente multinucleada que digere o tecido materno e abre os capilares maternos, de modo que, no décimo segundo dia, o embrião está enterrado na parede e banhado em sangue materno. É a implantação. Ela só dá certo num útero preparado pela progesterona, numa janela de poucos dias; cerca de metade de todas as concepções humanas fracassa antes dessa etapa ou nela, geralmente por erros cromossômicos do óvulo.