Um ponto de checagem é um controle que detém o ciclo numa transição até que uma condição seja satisfeita, agindo sobre o motor — inibindo uma CDK ou uma ubiquitina-ligase. Três importam mais. O ponto de restrição no fim de G1 (o Start na levedura): a célula só prossegue se fatores de crescimento, nutrientes e tamanho o permitirem; passado ele, o ciclo se completa sem eles. O ponto de checagem G2/M: DNA danificado ou não replicado, sinalizado pelas cinases ATM/ATR do Capítulo 3, mantém a Cdc25 inibida e, com isso, mantém a Cdk1 fosforilada e inativa. O ponto de checagem da montagem do fuso: um único cinetócoro não ligado a microtúbulos produz um inibidor difusível (a Mad2 ligada à Cdc20) que mantém o APC/C desligado, de modo que a anáfase espera pelo último cromossomo. Um quarto controle não tem etapa de espera, mas é igualmente estrito: o licenciamento da replicação. As origens são carregadas com a helicase MCM somente em G1, quando a atividade das CDKs está baixa, e os fatores de carregamento são destruídos ou inibidos assim que a fase S começa, de modo que cada origem dispara uma única vez por ciclo — a razão pela qual um núcleo em G2, nas fusões de Rao e Johnson, não podia ser levado a replicar.
Exemplos
Exemplo 10.3 (Por que o óvulo de rã é um relógio)
Um óvulo de rã fecundado se divide doze vezes em seis horas, sem crescimento, sem transcrição e sem pontos de checagem, a intervalos de : é o oscilador do teorema funcionando nu, e um extrato de seu citoplasma num tubo de ensaio continua a ciclar, com a ciclina subindo e descendo, sem nada a dividir. Acrescentar uma ciclina B não degradável trava o extrato em mitose, já que nunca pode cair abaixo de ; bloquear a síntese de ciclina o trava em interfase. Numa célula somática o mesmo motor vem embrulhado nos controles da seção seguinte, que o seguram nos limiares até que as condições sejam cumpridas, de modo que o período passa a ser um dia em vez de meia hora, e pode ser indefinidamente longo.