Biologia · Glossário

O que é As ferramentas?

Definição 27.6 Biologia universitária — 3.º ano · Capítulo 27 — Biologia da Conservação

A Lista Vermelha da IUCN classifica as espécies por critérios quantitativos: um declínio de 30%30\,\%, 50%50\,\% ou 80%80\,\% em dez anos ou três gerações, uma área de distribuição abaixo de 2000020\,000\,, 50005000\, ou 100km2100\,\mathrm{km}^{2}, uma população abaixo de 1000010\,000\,, 25002500\, ou 250250\, indivíduos maduros, ou uma probabilidade de extinção modelada, colocam uma espécie como Vulnerável, Em Perigo ou Criticamente em Perigo; um quarto dos mamíferos e um oitavo das aves se enquadram. As causas são, primeiro, a perda de hábitat; depois, a sobre-exploração, as espécies invasoras (predadores e competidores levados a ilhas cujas espécies nunca os haviam encontrado: ratos, gatos e arminhos levaram a maior parte das aves da Nova Zelândia, e uma única espécie de cobra-arborícola-marrom, a maior parte das de Guam), a poluição e a mudança climática. As respostas: áreas protegidas cobrindo um sexto das terras; o controle ou a erradicação dos invasores (cento e cinquenta ilhas limpas de ratos); a conservação ex situ — bancos de sementes guardando um milhão de acessos num cofre no permafrost do Ártico, embriões congelados, e a reprodução em cativeiro com pedigrees manejados para minimizar o parentesco, que trouxe o condor-da-califórnia de volta de vinte e duas aves em 1987 e o furão-de-patas-pretas de dezoito; a reintrodução, que dá certo cerca de um terço das vezes e mais frequentemente quando a causa da perda original foi removida; e o reflorestamento faunístico, o retorno dos animais grandes e dos processos que eles impulsionam — os lobos de Yellowstone, cuja predação e cujo medo tiraram os wapitis das margens dos rios e deixaram voltar o salgueiro, o álamo, o castor e as aves canoras, uma cascata trófica que vai de um carnívoro à forma de um rio.

À esquerda: Sirocco, um kakapo — um dos cinquenta e um sobreviventes de 1995, hoje um de uns duzentos e cinquenta, cada um nomeado e monitorado em ilhas livres de predadores (fotografia: Department of Conservation, Nova Zelândia, CC BY 2.0). À direita: lobos em Yellowstone em 1996, o primeiro inverno após sua reintrodução (fotografia: National Park Service, domínio público). À esquerda: Sirocco, um kakapo — um dos cinquenta e um sobreviventes de 1995, hoje um de uns duzentos e cinquenta, cada um nomeado e monitorado em ilhas livres de predadores (fotografia: Department of Conservation, Nova Zelândia, CC BY 2.0). À direita: lobos em Yellowstone em 1996, o primeiro inverno após sua reintrodução (fotografia: National Park Service, domínio público).
À esquerda: Sirocco, um kakapo — um dos cinquenta e um sobreviventes de 1995, hoje um de uns duzentos e cinquenta, cada um nomeado e monitorado em ilhas livres de predadores (fotografia: Department of Conservation, Nova Zelândia, CC BY 2.0). À direita: lobos em Yellowstone em 1996, o primeiro inverno após sua reintrodução (fotografia: National Park Service, domínio público).
Um cofre de sementes no permafrost: duplicatas de um milhão de acessos de plantas cultivadas e silvestres, mantidas a -18\, C contra a perda das coleções de onde vieram — a conservação como seguro, na escala do genoma de uma espécie.
Um cofre de sementes no permafrost: duplicatas de um milhão de acessos de plantas cultivadas e silvestres, mantidas a 18C-18\,{}^{\circ}\mathrm{C} contra a perda das coleções de onde vieram — a conservação como seguro, na escala do genoma de uma espécie.

Exemplos

Exemplo 27.7 (Três recuperações)

O kakapo: cinquenta e uma aves em 1995, todas levadas para ilhas limpas de predadores; cada ave carrega um transmissor, cada ninho é vigiado por câmera, os filhotes são criados à mão quando uma mãe falha, os machos são alimentados para entrarem em condição reprodutiva nos anos em que as árvores de rimu frutificam, e o pedigree é manejado para manter na população os genes raros do último macho de Fiordland; o genoma de cada kakapo foi sequenciado. São duzentos e cinquenta agora, e um NeN_{e} que os genomas põem perto de cem. O grou-americano: quinze aves em 1941, um único bando migratório, criado em cativeiro a partir de ovos retirados de ninhos silvestres, ensinado a novas rotas de migração atrás de aviões ultraleves, e hoje uns oitocentos. A baleia-jubarte: caçada até uns poucos milhares, protegida em 1966, e hoje além de cem mil, um aumento perto de 8%8\,\% ao ano que mostra o que um animal longevo faz quando a única causa de seu declínio é removida. Cada recuperação custou dezenas de milhões e décadas; a aritmética do capítulo diz por que o esforço teve de ser gasto antes que os números chegassem ao vórtice, e por que ele saiu mais barato que qualquer resgate posterior.

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