O coração é formado por duas bombas lado a lado, cada uma com um átrio, que recebe o sangue das veias, e um ventrículo, que o ejeta numa artéria. O coração direito recebe o sangue das veias cavas e o envia aos pulmões pela artéria pulmonar; o coração esquerdo o recebe de volta das veias pulmonares e o envia ao corpo pela aorta. Quatro valvas tornam o fluxo unidirecional: as valvas atrioventriculares (tricúspide à direita, mitral à esquerda), válvulas presas por cordas aos músculos papilares, de modo que não possam ser empurradas de volta para o átrio; e as valvas semilunares (pulmonar e aórtica), três bolsas que se enchem e se fecham quando a pressão arterial supera a do ventrículo. As valvas são passivas: abrem-se e fecham-se apenas por diferenças de pressão. A parede ventricular é o miocárdio, músculo estriado de células ramificadas unidas pelas extremidades por discos intercalares repletos de junções comunicantes, de modo que o ventrículo inteiro é eletricamente uma única célula e se contrai como uma só; a parede do ventrículo esquerdo é três vezes mais espessa que a do direito porque bombeia contra uma pressão cinco vezes maior. O músculo cardíaco é nutrido por suas próprias artérias coronárias, que se enchem na diástole, e funciona quase inteiramente por metabolismo aeróbio — ele não pode contrair dívidas.