A informação genética de uma célula é o conjunto de instruções, transmitidas de uma célula às células-filhas dela e dos pais aos descendentes, que determina as características do organismo e as proteínas que as células dele conseguem fabricar. Em todo ser vivo ela é carregada por moléculas de DNA (ácido desoxirribonucleico), empacotadas com proteínas nos cromossomos — no núcleo de uma célula eucariótica, livres no citoplasma de uma bactéria.
Exemplos
Exemplo 3.3 (Onde está o DNA)
Um corante específico para o DNA tinge o núcleo de uma célula de bochecha e nada mais no citoplasma; numa célula em divisão ele tinge os cromossomos compactos. Uma bactéria capta o corante numa região central sem envelope. Nos dois casos, a quantidade de DNA dobra antes de cada divisão e é dividida pela metade entre as duas células-filhas — o comportamento esperado de uma informação que precisa ser copiada e repartida.
Exemplo 3.6 (A regra de Chargaff em números)
DNA humano: A 30.9%, T 29.4%, G 19.9%, C 19.8% — AT e GC dentro da precisão da medida, e A+T . E. coli: A 24.7%, T 23.6%, G 26.0%, C 25.7%, A+T . Levedura: A+T . Se uma amostra de DNA contém 32% de A, a complementaridade prevê 32% de T e de G e de C.
Exemplo 3.10 (Números)
O genoma humano — um conjunto completo de cromossomos — carrega pares de bases e cerca de genes; os genes ocupam apenas alguns por cento da sequência. Uma célula de E. coli carrega uma única molécula circular de DNA de pares de bases e cerca de 4300 genes. Dois seres humanos sem parentesco diferem em aproximadamente uma base em mil: uns três milhões de posições, a maioria fora dos genes e sem consequência, algumas delas alelos que mudam uma característica.