Os protistas são os eucariotos que não são nem animais, nem plantas terrestres, nem fungos — em sua maioria unicelulares, alguns coloniais, uns poucos (as laminárias) multicelulares. Compartilham a célula eucariótica do volume do Ano 1 (núcleo, mitocôndrias, endomembranas, citoesqueleto, cílios ) e nada mais em particular: as linhagens que os contêm são tão distantes umas das outras quanto os animais o são das plantas. As algas verdes pertencem ao ramo das plantas terrestres; as diatomáceas e as algas pardas formam uma linhagem própria; os ciliados, os dinoflagelados e o parasita da malária formam outra; as amebas e os mixomicetos estão mais próximos dos animais e dos fungos do que de qualquer um desses. A palavra designa um nível de organização — a célula eucariótica vivendo sozinha — e não um ramo da árvore.
Exemplos
Exemplo 1.13 (Quatro maneiras de ser uma célula eucariótica sozinha)
Chlamydomonas: uma alga verde ovoide com uma parede de glicoproteína sem celulose, um cloroplasto em forma de taça, um estigma alaranjado que sombreia um sensor de luz, de modo que a célula sabe de que lado vem a luz enquanto gira, e dois flagelos anteriores que batem como num nado de peito; é fototrófica. Paramecium: um ciliado, com toda a superfície batendo cílios em ondas coordenadas, um sulco oral semelhante a uma boca que varre bactérias para vacúolos digestivos, dois vacúolos contráteis e dois tipos de núcleo — um pequeno micronúcleo germinativo e um grande macronúcleo funcional, com centenas de cópias de cada gene; é fagotrófico. Amoeba: sem parede, sem forma fixa, move-se e se alimenta por pseudópodes projetados pela polimerização da actina. A diatomácea: uma célula fotossintética encerrada em duas valvas de sílica sobrepostas como uma caixa e sua tampa, tão ornamentadas de poros que as carapaças já serviram para testar lentes de microscópio; quando ela se divide, cada filha conserva uma valva e fabrica uma nova valva interna, menor.