a irmã hiperbólica da fórmula de adição da tangente — com um + onde a trigonometria tem um −. Um dividendo: como ∣tanh∣<1, o lado direito é uma regra de “adição de velocidades” que nunca sai de (−1,1): se u,v∈(−1,1), então 1+uvu+v∈(−1,1) também (escreva u=tanha, v=tanhb, o que é possível pela bijetividade, e leia a fórmula ao contrário). Verificar isso algebricamente, sem funções hiperbólicas, é um exercício ligeiramente penoso; parametrizar por tanh o torna uma linha — a mesma estratégia que as funções circulares oferecem para o círculo unitário.
Exemplo 4.22(Formas fechadas em ação)
A solução de cosht=2 com t≥0 é, pela forma fechada, t=arcosh2=ln(2+3)≈1.317; a outra solução é −t, pela paridade — e, de fato, ln(2−3)=ln2+31=−ln(2+3): as duas raízes u=et da equação do segundo grau u2−4u+1=0 são recíprocas, como o seu produto 1 (Girard) exige. Esse cálculo minúsculo exibe o padrão geral: equações hiperbólicas convertem-se em equações do segundo grau em et, e a simetria t↦−t aparece como a simetria u↦1/u da equação quadrática — vale lembrar disso ao resolver o Exercício 4.7.