Um alternador é a indução tornada incansável: um ímã girado de modo constante ao lado de uma bobina fixa (ou uma bobina girada dentro de um campo magnético). Cada meia volta traz um polo na direção da bobina e depois o leva embora — mudança, renovada sem parar — e assim a tensão induzida oscila positiva, negativa, positiva: alternada, por construção, traçando exatamente a senoide suave do capítulo do osciloscópio. Gire a cinquenta voltas por segundo e a saída alterna a : a frequência da rede é uma velocidade de rotação, mantida em passo por todas as usinas da rede.
Exemplos
Exemplo 69.4 (O dínamo da sua roda)
O dínamo de bicicleta é um alternador de bolso: a roda gira um ímãzinho dentro de uma bobina fixa, e a lâmpada acende — mais forte e com frequência mais alta conforme você pedala com mais vontade, exatamente como as regras da bancada prometem (e piscando na lentidão, como o capítulo da corrente alternada observou). O preço dele também é honesto: o dínamo arrasta — acender a lâmpada custa esforço de verdade às suas pernas. A indução não dá energia; ela converte movimento em eletricidade, joule por joule, menos o imposto do atrito.