Biologia · Glossário

O que é Embrionárias, induzidas e cultivadas?

Definição 24.3 Biologia universitária — 3.º ano · Capítulo 24 — Células-Tronco, Regeneração e Envelhecimento

As células-tronco embrionárias (Evans, Kaufman, Martin, 1981, em camundongo; Thomson, 1998, em humanos) são células da massa celular interna mantidas em divisão em cultura sem se diferenciar, por sinais (LIF, ou FGF e activina) que mantêm um núcleo de fatores de transcrição — Oct4, Sox2, Nanog — que se ativam mutuamente e reprimem os genes de toda linhagem. Injetadas num blastocisto, elas se juntam ao embrião e contribuem para todos os seus tecidos, inclusive a linhagem germinativa, que é como se faz o camundongo nocaute: altere um gene nas células e faça um camundongo a partir delas. A transferência nuclear do volume do Ano 2 mostrou que um núcleo diferenciado pode ser reiniciado pelo citoplasma do ovo; Takahashi e Yamanaka (2006) descobriram o que faz esse reinício. De vinte e quatro genes candidatos, quatro — Oct4, Sox2, Klf4, c-Myc —, introduzidos juntos por vírus em fibroblastos de pele, converteram cerca de uma célula em mil, ao longo de três semanas, numa célula-tronco pluripotente induzida indistinguível de uma embrionária, capaz de formar todos os tecidos e um camundongo inteiro. A reprogramação é lenta e ineficiente porque os fatores precisam abrir a cromatina fechada por anos de diferenciação, e as células passam por uma fase estocástica em que a maioria empaca; ela é também, em princípio, uma rota das próprias células de um paciente até qualquer tecido. Acrescente os sinais certos na ordem certa e células pluripotentes numa placa recapitulam o desenvolvimento: músculo cardíaco que bate, neurônios dopaminérgicos para transplante num encéfalo parkinsoniano, células retinianas, e organoides — tecidos tridimensionais auto-organizados de alguns milímetros, de intestino, rim, fígado e cérebro, com a arquitetura e os tipos celulares do órgão, nos quais o desenvolvimento e as doenças humanas podem ser observados e fármacos testados.

À esquerda: um organoide cerebral cultivado a partir de células pluripotentes humanas — alguns milímetros de tecido auto-organizado semelhante ao córtex, com cavidades semelhantes a ventrículos e neurônios em camadas. À direita: um esfregaço de medula óssea, a hierarquia da primeira figura vista de uma só vez: blastos, granulócitos em maturação, precursores de hemácias e um megacariócito. À esquerda: um organoide cerebral cultivado a partir de células pluripotentes humanas — alguns milímetros de tecido auto-organizado semelhante ao córtex, com cavidades semelhantes a ventrículos e neurônios em camadas. À direita: um esfregaço de medula óssea, a hierarquia da primeira figura vista de uma só vez: blastos, granulócitos em maturação, precursores de hemácias e um megacariócito.
À esquerda: um organoide cerebral cultivado a partir de células pluripotentes humanas — alguns milímetros de tecido auto-organizado semelhante ao córtex, com cavidades semelhantes a ventrículos e neurônios em camadas. À direita: um esfregaço de medula óssea, a hierarquia da primeira figura vista de uma só vez: blastos, granulócitos em maturação, precursores de hemácias e um megacariócito.
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