Os nucleotídeos são unidos num polinucleotídeo por ligações fosfodiéster: o fosfato do carbono de um nucleotídeo é ligado à hidroxila do seguinte. A cadeia tem, portanto, um esqueleto de açúcar e fosfato, uniforme e carregado negativamente (uma carga por fosfato), do qual as bases se projetam como uma sequência; e ela tem um sentido: uma extremidade com um fosfato livre e uma extremidade com uma hidroxila livre. As sequências são escritas e lidas de , o sentido em que as cadeias são sintetizadas. O DNA (ácido desoxirribonucleico) usa desoxirribose e as bases A, G, C, T; o RNA (ácido ribonucleico) usa ribose e A, G, C, U.
Exemplos
Exemplo 11.4 (O RNA é frágil, o DNA é durável)
A hidroxila da ribose pode atacar a ligação fosfodiéster vizinha: em álcali brando o RNA é hidrolisado a nucleotídeos em poucas horas, ao passo que o DNA, que não tem essa hidroxila, sobrevive à fervura em álcali e já foi recuperado intacto de ossos com dezenas de milhares de anos. A uracila do RNA é a timina sem o grupo metila; o DNA usa timina para que a citosina, que lentamente perde o grupo amino e vira uracila, possa ser reconhecida como danificada e reparada — uma uracila no DNA é sempre um erro.
Exemplo 11.11 (Uma sonda encontra um gene)
Uma sonda de vinte nucleotídeos complementar a um gene, a abaixo do dela, liga-se à complementar exata dela e a mais nada em três bilhões de pares de bases: um único descasamento em vinte baixa o em vários graus e o híbrido descasado funde. A especificidade do pareamento de bases, multiplicada por vinte posições, é aquilo em que se apoia todo teste de DNA, do exame de paternidade à detecção de patógenos.