Biologia · Glossário

O que é Plasticidade fenotípica e norma de reação?

Definição 15.1 Biologia universitária — 2.º ano · Capítulo 15 — Adaptações das plantas e plasticidade fenotípica

A plasticidade fenotípica é a capacidade de um genótipo de produzir fenótipos diferentes em ambientes diferentes. A norma de reação de um genótipo é a curva de seu fenótipo em função de uma variável ambiental — a espessura da folha em função da luz, o comprimento do caule em função da temperatura; os genótipos diferem em suas normas, e as diferenças são hereditárias mesmo quando a própria plasticidade não o é. A aclimatação é a forma reversível, fisiológica: uma folha que espessa a cutícula numa semana seca, uma célula que produz anticongelante no outono. A adaptação, no sentido evolutivo, é o ajuste hereditário de uma linhagem a seu hábitat, selecionado ao longo das gerações; um cacto está adaptado à seca, um feijoeiro se aclimata a um período seco. As plantas são mais plásticas que os animais porque são modulares e de crescimento indeterminado (Capítulo 13): a próxima folha pode ser construída de modo diferente da anterior, e a vida séssil faz da plasticidade a única maneira de se mover.

Duas normas de reação. Cada genótipo forma folhas mais espessas com mais luz; a inclinação da curva — a plasticidade — é ela mesma um caráter hereditário, e os dois genótipos diferem nele.
Duas normas de reação. Cada genótipo forma folhas mais espessas com mais luz; a inclinação da curva — a plasticidade — é ela mesma um caráter hereditário, e os dois genótipos diferem nele.

Exemplos

Exemplo 15.11 (Sinais que mentem)

A plasticidade só é tão boa quanto o sinal. Uma plântula sob a sombra de vermelho extremo de uma vizinha se alonga — corretamente, se a vizinha for uma plântula que ela possa ultrapassar; fatalmente, se for uma árvore, pois as reservas gastas no caule se perdem para a raiz e a folha. As culturas plantadas densamente se sombreiam, se alongam e acamam; os melhoristas selecionaram trigos e arrozes que ignoram o sinal de vermelho extremo. Uma semana quente em fevereiro faz brotar folhas que uma geada de março mata; as plantas que sobrevivem são as que também contam o frio (Capítulo 14). Toda resposta plástica é uma aposta na honestidade do sinal, e a norma de reação é moldada pela frequência com que, no passado da linhagem, o sinal disse a verdade.

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