Um polissacarídeo é uma cadeia de centenas a dezenas de milhares de monossacarídeos unidos por ligações glicosídicas, linear ou ramificada. Polissacarídeos de reserva: o amido nas plantas — a amilose, glicose não ramificada, , e a amilopectina, com ramificações a cada resíduos, — guardados em grãos; o glicogênio nos animais e nos fungos, como a amilopectina mas ramificado a cada resíduos, em grânulos citosólicos do fígado e dos músculos. Polissacarídeos estruturais: a celulose, glicose não ramificada, de resíduos, nas paredes vegetais; a quitina, N-acetilglicosamina , nas paredes dos fungos e nas cutículas dos artrópodes; o peptidoglicano, N-acetilglicosamina e ácido N-acetilmurâmico alternados e ligados transversalmente por peptídeos curtos, a malha de uma só molécula que é a parede bacteriana.


Exemplos
Exemplo 10.9 (Por que o glicogênio é ramificado)
O glicogênio é degradado a partir das extremidades não redutoras dele, uma glicose de cada vez, pela glicogênio-fosforilase. Uma cadeia não ramificada de glicoses teria uma única extremidade dessas e liberaria uma glicose por ciclo da enzima; uma partícula de glicogênio do mesmo tamanho, ramificada a cada doze resíduos, tem cerca de extremidades e libera duas mil de uma vez. A ramificação também mantém a partícula compacta e solúvel. Os cem gramas de glicogênio do fígado podem ser mobilizados a dez gramas por hora; a mesma glicose armazenada como uma única cadeia longa levaria anos para se desenrolar.
Exemplo 10.10 (Por que não armazenar a própria glicose)
Cem gramas de glicose () dissolvidos no de água das células de um fígado acrescentariam a um citosol de : as células inchariam até três vezes o volume delas e estourariam. Como glicogênio, essa mesma glicose são partículas, , osmoticamente invisíveis. Um polímero é uma maneira de armazenar muitíssimas moléculas como uma só.
Exemplo 10.4 (Açúcares que não são )
A desoxirribose não tem a hidroxila do C2 (Capítulo 11); a glicosamina e a N-acetilglicosamina carregam uma amina no lugar da hidroxila do C2 (quitina, peptidoglicano); o ácido glicurônico tem uma carboxila no C6 (os polissacarídeos da matriz); os açúcares fosfatados (glicose-6-fosfato, ribose-5-fosfato) são as formas em que os açúcares entram no metabolismo; os álcoois de açúcar (glicerol, sorbitol) não têm carbonila. O núcleo é o mesmo: uma pequena cadeia de carbono poli-hidroxilada de que a água gosta.