T∈L(H) é autoadjunto se T=T∗ (Exercício 13.8), isto é, se ⟨Tx,y⟩=⟨x,Ty⟩ para todos x,y. Então ⟨x,Tx⟩∈R para todo x (por ser igual a seu conjugado).
Exemplos
Exemplo 15.9
Em L2([0,1]), seja Tf(x)=∫01min(x,y)f(y)dy: um operador de Hilbert–Schmidt de núcleo real e simétrico, portanto compacto e autoadjunto. Resolvendo Tf=λf: a relação (Tf)(x)=∫0xyf(y)dy+x∫x1f(y)dy mostra que u=Tf satisfaz u′′=−f (duas derivações, legítimas para f contínua, e Tf é contínua para f∈L2: convergência dominada), com u(0)=0 e u′(1)=0. Assim, as autofunções resolvem λu′′=−u, u(0)=0, u′(1)=0:
un(x)=sin((n+21)πx),λn=(n+21)2π21(n≥0),
e o teorema espectral afirma — sem nenhuma teoria de Fourier — que esses senos formam, após normalização, uma base ortonormal de L2([0,1]) (o núcleo de T é 0: Tf=0 força, pelas duas derivações, f=0 q.t.p.). O problema de fim de semana percorre o mesmo círculo de ideias para a corda vibrante e extrai ζ(2) do traço.