Para e : . Para , , o logaritmo na base é , a inversa de .
Exemplos
Exemplo 4.3 (Resolvendo equações exponenciais)
Resolva em . Os dois lados são positivos, então tome logaritmos — um passo reversível:
Em seguida, resolva para : eleve à potência (isto é, aplique a bijeção recíproca): . A ideia: toda equação que mistura potências se desenrola por meio de e , porque a definição reduz toda manipulação de potências à aritmética dos expoentes — mas apenas no domínio em que essa definição vive.
Exemplo 4.4 (Tempos de duplicação)
Uma grandeza cresce a cada passo: após passos ela fica multiplicada por . Quando ela dobra? Resolva :
de modo que a primeira duplicação ocorre no passo . (A “regra dos ” dos financistas, que estima o tempo de duplicação como dividido pela taxa em porcentagem, é este cálculo com a aproximação , quantificada no Capítulo 16.) Os processos exponenciais são mais bem tratados através dos seus logaritmos: nessa escala, o crescimento é linear e as perguntas se tornam divisões.
Exemplo 4.5 (Qual é o tamanho de ?)
O número de algarismos decimais de um inteiro é (com efeito, tem algarismos exatamente quando , isto é, ). Para :
de modo que tem algarismos. A parte fracionária traz um bônus: , de modo que o número começa por . Uma multiplicação respondeu a uma pergunta sobre um número que ninguém jamais escreverá por extenso — os logaritmos comprimem tamanho multiplicativo em tamanho aditivo, o que é toda a sua razão histórica de ser (Exemplo 7.12 torna essa frase precisa).