A descrição lagrangiana segue cada partícula de fluido: sua posição e sua velocidade como funções do tempo e da posição inicial. A descrição euleriana dá, em cada ponto fixo e em cada instante , a velocidade da partícula que passa por nesse instante. Uma trajetória é o caminho percorrido por uma partícula; uma linha de corrente no instante é uma curva tangente em cada ponto a ; um tubo de corrente é a superfície formada pelas linhas de corrente que passam por uma curva fechada. Um escoamento é estacionário (permanente) quando os campos eulerianos não dependem do tempo, ; então as linhas de corrente e as trajetórias coincidem e são fixas.
Exemplos
Exemplo 2.3 (Duas descrições de um mesmo escoamento)
A água numa mangueira de jardim de seção com vazão anda a em toda parte: o campo euleriano é uniforme e o movimento lagrangiano de cada partícula é uniforme. No bico que se estreita o campo euleriano continua permanente, mas cresce ao longo do eixo: cada partícula acelera ao atravessá-lo, embora nada mude com o tempo em nenhum ponto fixo. É a primeira coisa que a descrição euleriana precisa aprender a exprimir.
Exemplo 2.15 (Três escoamentos planos)
(i) Escoamento de estagnação : , , ; linhas de corrente const., hipérboles — um jato batendo numa parede, perto do eixo. (ii) Vórtice pontual (coordenadas polares planas): incompressível e irrotacional em toda parte exceto em , (multivalente), e a circulação sobre qualquer círculo em torno do centro vale — a vorticidade está concentrada no eixo. (iii) Vórtice de Rankine: um núcleo em rotação sólida (vorticidade ) casado com o vórtice pontual do lado de fora: o modelo de um tornado, do redemoinho de uma banheira ou do vórtice atrás do pilar da ponte — a velocidade é máxima na borda do núcleo.