O volume de uma coisa é a quantidade de espaço que ela ocupa. Sólidos, líquidos e gases têm volume: o tijolo ocupa o espaço dele, a limonada ocupa o interior da garrafa, o ar ocupa o resto. O volume é medido em centímetros cúbicos () — o espaço de um cubinho de um centímetro de aresta — e em litros ().
Exemplos
Exemplo 38.3 (Volumes para saber de cor)
Uma colher de chá leva cerca de ; um copo de beber, cerca de , um quarto de litro; a caixa de leite, ; uma banheira, uns ; um cubinho de açúcar ocupa cerca de ; um dado, cerca de . Âncoras como essas tornam possível o passo do julgamento em toda medida.
Exemplo 38.7 (A coroa na banheira)
A velha história: um rei desconfiou que o ourives dele tinha misturado prata ao ouro da coroa real e pediu ao cientista Arquimedes que descobrisse a verdade sem danificar a coroa. Ao entrar numa banheira cheia, Arquimedes viu a água transbordar pela borda — e percebeu num relâmpago que o transbordamento media o volume do próprio corpo dele, saliências e tudo. A lenda diz que ele saiu correndo pelas ruas gritando “Eureca!” — achei! Como o volume da coroa desmascarou a fraude ainda precisa de mais uma ideia, dois capítulos adiante; a banheira lhe deu o volume de qualquer coisa.
Exemplo 38.8 (Mesmo volume, massas diferentes)
Encha dois copos iguais de , um com água e outro com mel, e pese os dois (descontando os copos): o copo de mel guarda nitidamente mais gramas no mesmíssimo espaço. Mesmo volume, massas diferentes. E um litro de ar pesa pouco mais que um grama, no mesmo espaço em que um litro de água pesa um quilograma inteiro. Espaço e material são mesmo dois contadores diferentes — segure firme essa ideia: ela vira uma lei, com nome e tudo, no último capítulo deste ano.