O ATP (trifosfato de adenosina) é um nucleotídeo que carrega três grupos fosfato em fila. Retirar o último libera cerca de por mol nas condições da célula, e todo processo da célula que exige energia — a contração, o transporte, a síntese, a luz de um vaga-lume — é impulsionado por essa retirada. O produto, o ADP, é recarregado em ATP pelas reações deste capítulo. Uma célula guarda ATP para alguns segundos e o renova sem parar; um ser humano em repouso recicla cerca da própria massa corporal em ATP num dia.
Exemplos
Exemplo 31.5 (Ler um traçado de oxigênio)
Mitocôndrias isoladas na câmara: o oxigênio fica em ; glicose é acrescentada, nada; piruvato é acrescentado, o oxigênio cai a por minuto; ADP é acrescentado, a queda se acentua para por minuto por um tempo, depois volta a ; cianeto é acrescentado, a queda para. Quatro fatos num traçado só: a mitocôndria precisa de piruvato, não de glicose; o uso de oxigênio está acoplado à síntese de ATP; o acoplamento se dá pela cadeia que o cianeto bloqueia; e uma mitocôndria sem trabalho a fazer fica em marcha lenta.
Exemplo 31.7 (A escolha do músculo)
A fibra muscular de um velocista precisa de ATP mais rápido do que as mitocôndrias dela e o suprimento de oxigênio conseguem produzir; a glicólise com fermentação láctica entrega ATP três vezes mais rápido, ao custo de quinze vezes mais glicose, e o lactato se acumula até a dor interromper o esforço. As fibras de uma maratonista rodam com respiração, devagar e quase indefinidamente, queimando gordura além de glicose; as mitocôndrias dela são maiores e mais numerosas, os capilares dela mais densos, e o lactato dela fica baixo. Os tipos de fibra do Capítulo 9 são essas duas estratégias embutidas em células.