A água viaja nas traqueídes e nos vasos do xilema (Capítulo 3): células mortas esvaziadas do seu conteúdo, com paredes lignificadas espessadas em anéis e espirais que as impedem de colapsar sob a tensão interna, unidas topo a topo por perfurações (vasos) ou por pontoações nas paredes laterais (traqueídes). Um vaso pode ter de de largura e de centímetros a metros de comprimento: tubos largos transportam muito mais (o escoamento por um tubo cresce com a quarta potência do raio) mas são mais vulneráveis à cavitação — a formação súbita de uma bolha de gás na água sob tensão, que esvazia o conduto e o põe fora de serviço. As pontoações entre condutos impedem que as bolhas se espalhem; o congelamento e a seca causam ambos cavitação, e os vasos de uma árvore são em parte reenchidos pela pressão radicular na primavera ou substituídos por lenho novo a cada ano.
Exemplos
Exemplo 24.5 (O topo da árvore)
A , só o peso da coluna exige de tensão; o atrito nos vasos acrescenta outro tanto de dia, de modo que o xilema da copa fica perto de e as células da folha, para dele retirar água, ainda mais baixas: seus estômatos têm de fechar mais cedo no dia e sua fotossíntese é mais lenta do que a de um ramo baixo, e as folhas do topo são pequenas e espessas. A altura das árvores mais altas, uns , é provavelmente fixada por isso: acima disso, as folhas não conseguiriam manter a tensão sem cavitar numa tarde seca.