Biologia universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1
23Nutrição hídrica e mineral das plantas
Uma planta de milho em julho retira um litro de água por dia de um solo que ao tato parece seco, e com ela os trinta miligramas de nitrogênio, sob a forma de nitrato, de que precisa para construir o crescimento de um dia. Não tem bomba nenhuma. A água entra porque a raiz está mais seca do que o solo, no sentido preciso do Capítulo 7; o nitrato entra porque as células da raiz gastam ATP para fazê-lo entrar; e ambos têm de atravessar uma única camada de células cujas paredes estão seladas com cera antes de chegar ao xilema. Este capítulo descreve a raiz como órgão absorvente, os potenciais hídricos que impelem a água do solo ao xilema, os elementos minerais de que uma planta precisa e como os capta, o caso particular do nitrogênio, e os fungos e as bactérias que a maioria das raízes emprega para fazer parte do trabalho.
23.1 A raiz como órgão absorvente
Definição 23.1 (Apoplasto, simplasto, endoderme)
A água e os solutos atravessam o córtex da raiz por duas vias: o apoplasto, o sistema contínuo de paredes celulares e espaços intercelulares, pelo qual se movem sem atravessar membrana nenhuma; e o simplasto, o citoplasma contínuo das células ligadas por plasmodesmos (Capítulo 6), no qual se entra atravessando uma membrana plasmática. No limite interno do córtex, a endoderme (Capítulo 3) bloqueia o apoplasto: uma faixa de suberina e lignina, a estria de Caspary, impregna suas paredes radiais, de modo que tudo o que entra no cilindro vascular tem de passar pela membrana de uma célula endodérmica. Os transportadores dessa membrana decidem assim o que chega ao xilema, e impedem que o que foi carregado no xilema vaze de volta.
Proposição 23.2 (Pressão radicular)
A endoderme e as células no interior dela bombeiam íons para o xilema, o que baixa o potencial hídrico do xilema e faz a água entrar por osmose a partir do córtex; quando a parte aérea transpira pouco (de noite, em ar úmido), a água se acumula e a seiva do xilema é empurrada para cima sob uma pressão radicular positiva de algumas décimas de megapascal — suficiente para forçar gotículas para fora das pontas das folhas de plantas pequenas (gutação) e para reencher vasos bloqueados por ar, mas não para elevar a seiva ao topo de uma árvore. De dia a tração da transpiração (Capítulo 24) assume o comando e a pressão radicular desaparece.
Evidências. Um caule cortado rente ao chão exsuda seiva durante horas a partir do toco, e um manômetro ligado ao toco registra uma pressão de ; o exsudato é mais rico em íons do que a solução do solo, e seu fluxo cessa quando as raízes são resfriadas ou envenenadas com um inibidor da respiração: o fluxo é impelido pelo carregamento ativo de íons, e não por qualquer bombeamento de água. ∎
23.2 A água: do solo ao xilema
Proposição 23.3 (A escada de potenciais hídricos)
A água move-se do solo para o xilema porque o potencial hídrico (Capítulo 7) cai a cada etapa:
| compartimento | () |
|---|---|
| solo úmido | a |
| solo no ponto de murcha | |
| célula do córtex da raiz | a |
| xilema da raiz | a |
| células da folha | a |
| ar a de umidade relativa |
O potencial do solo é fixado sobretudo pela tensão com que seus poros retêm a água (capilaridade); o das células, por seus solutos e seu turgor; o do xilema, pela tensão da coluna que transpira; o do ar, por sua umidade, , que é enorme mesmo em ar úmido. A etapa de longe mais íngreme é a última, da folha para o ar: é aí que quase toda a força motriz é gasta, e é por isso que as plantas a controlam com os estômatos.
Método 23.4 (Ler um perfil de potencial hídrico)
- Liste os compartimentos em ordem e seus ; a água só flui do mais alto para o mais baixo, de modo que a sequência tem de decrescer ao longo do percurso, ou o fluxo se inverte.
- Separe o de cada célula em (solutos, negativo) e (turgor, positivo); uma célula da raiz a com tem . A água do xilema tem e negativo: está sob tensão.
- O fluxo através de uma etapa é a diferença de vezes a condutância hidráulica da barreira; a endoderme e os estômatos são as duas etapas de baixa condutância onde a planta regula.
- Seque o solo e seu cai; quando alcança o da folha, o fluxo para e a planta murcha; quando o das células da folha chega a zero, a folha pende. A recuperação exige que mude o solo, não a planta.
Exemplo 23.5 (Um litro por dia)
As raízes finas de uma planta de milho oferecem cerca de de superfície com uma condutância hidráulica de cerca de ; entre um solo a e um xilema da raiz a o fluxo é — um litro e meio por dia, tudo perdido pelas folhas. A raiz não realiza trabalho nenhum para movê-lo: a transpiração da folha impõe a tensão, e o solo fornece a água enquanto seu potencial se mantiver acima do da raiz.
23.3 Nutrição mineral
Definição 23.6 (Elementos essenciais)
Um elemento é essencial para uma planta se a planta não consegue completar seu ciclo de vida sem ele e nenhum outro elemento pode substituí-lo. São dezessete: carbono, hidrogênio e oxigênio, do ar e da água; os macronutrientes, retirados do solo em gramas por quilograma de massa seca — nitrogênio (como nitrato ou amônio), fósforo (fosfato), potássio, cálcio, magnésio, enxofre (sulfato); e os micronutrientes, necessários em miligramas ou menos — ferro, manganês, zinco, cobre, boro, molibdênio, cloro, níquel. O nitrogênio constrói proteínas e ácidos nucleicos; o fósforo, nucleotídeos e membranas; o potássio é o principal cátion da célula e o agente osmótico dos estômatos; o magnésio ocupa o centro da clorofila; o ferro, os citocromos e a ferredoxina; o molibdênio, a nitrato-redutase e a nitrogenase.
Proposição 23.7 (Como a lista foi feita)
Os elementos essenciais foram identificados cultivando plantas em água contendo apenas sais conhecidos.
Evidências. Sachs e Knop (década de 1860) cultivaram plantas até a maturidade em soluções de alguns sais minerais, sem solo nenhum, provando que o solo não fornece senão minerais e sustentação; deixar de fora um sal de cada vez produzia uma doença característica para cada elemento, e repô-lo curava-a. Os micronutrientes foram descobertos mais tarde, à medida que os químicos aprenderam a purificar os sais: uma planta privada de molibdênio, necessário a uma parte em dez milhões, não consegue reduzir o nitrato. A técnica, a hidroponia, alimenta hoje estufas inteiras. ∎
Método 23.8 (Ler uma deficiência)
- Pergunte onde aparece o sintoma. Os elementos que a planta consegue mover no floema (N, P, K, Mg) são retirados das folhas velhas para alimentar as jovens: as folhas velhas mostram a deficiência primeiro. Os que ela não consegue mover (Ca, Fe, B) ficam presos onde foram depositados: são as folhas jovens e os ápices em crescimento que a mostram.
- Pergunte o que o elemento faz: sem nitrogênio, pouca clorofila e pouca proteína — planta pálida e atrofiada; sem magnésio ou ferro, a clorofila falha — folhas amarelas com nervuras verdes; sem potássio, as margens das folhas queimam; sem cálcio, os ápices em crescimento morrem.
- Confirme fornecendo apenas o elemento suspeito e observando o crescimento novo.
Proposição 23.9 (Captação ativa de íons)
A solução do solo contém íons a micromoles ou a alguns milimoles por litro; as células da raiz contêm potássio a , fosfato a e nitrato a vários. A captação é, portanto, quase toda contra o gradiente e é paga com ATP, mas de modo indireto: uma bomba de prótons da membrana plasmática (Capítulo 7) exporta , tornando o exterior ácido e o interior negativo em ; cátions como o entram então por canais a favor do gradiente elétrico, e os ânions (, , ) por simportadores que trazem os prótons de volta. Os transportadores são seletivos: o potássio é captado cem vezes mais facilmente do que o sódio, de mesma carga e de tamanho quase igual, e a planta mantém o sódio de fora mesmo em solo salgado. As raízes gastam um terço da respiração da planta nesse transporte.
23.4 O nitrogênio
Proposição 23.10 (Do nitrato ao aminoácido)
A maioria das plantas capta o nitrogênio como nitrato. No citosol a nitrato-redutase, uma enzima de molibdênio, o reduz a nitrito com elétrons do NADH; no plastídio a nitrito-redutase reduz o nitrito a amônio com elétrons da ferredoxina; e o amônio é fixado imediatamente em glutamina e glutamato (Capítulo 16) — o próprio amônio é tóxico e nunca se acumula. A redução inteira custa oito elétrons por nitrogênio, um décimo do fluxo de elétrons fotossintético de uma folha num solo rico em nitrato, e a folha faz boa parte dela na luz, diretamente a partir da ferredoxina do cloroplasto. O amônio, onde o solo o oferece, é captado diretamente e dispensa esse custo.
Definição 23.11 (Fixação de nitrogênio e nódulos)
Nenhum eucarioto consegue usar o do ar. Algumas bactérias conseguem: a nitrogenase rompe a ligação tripla do e o reduz a duas amônias, ao custo de dezesseis ATP e oito elétrons por molécula, e apenas onde o oxigênio é excluído. As leguminosas (ervilhas, feijões, trevo) alojam tais bactérias (Rhizobium) em nódulos radiculares: a planta constrói uma câmara, alimenta as bactérias com açúcar e mantém o oxigênio baixo com uma proteína vermelha, a leg-hemoglobina, que o entrega à respiração das bactérias numa concentração baixa demais para prejudicar a enzima; as bactérias devolvem amônio, que a planta converte em aminoácidos. Um campo de trevo fixa cem quilogramas de nitrogênio por hectare por ano, pelos quais a planta paga um décimo da sua fotossíntese. O ciclo do nitrogênio como um todo pertence ao volume do 2.o ano.
Exemplo 23.12 (O preço do nitrogênio)
Uma planta de milho precisa de cerca de de nitrogênio por dia; de um nitrato a ela os obtém no litro de água que transpira, e gasta algumas centenas de milimoles de elétrons para reduzi-lo. Um trevo que fixa a mesma quantidade paga ATP por mais o redutor — grosso modo de açúcar por grama de nitrogênio, uns por dia, um décimo da sua produção — e pode crescer em solo sem nitrato nenhum. Os agricultores alternam leguminosas com cereais há dois mil anos para levar esse nitrogênio de um campo para o seguinte.
23.5 Parceiros no solo
Definição 23.13 (Micorriza)
Uma micorriza é uma associação entre uma raiz e um fungo, encontrada em nove plantas em cada dez. Na forma mais comum as hifas do fungo crescem para dentro das células do córtex e se ramificam dentro delas em arbúsculos, a superfície de troca, enquanto fora da raiz uma rede de hifas de alguns micrômetros de espessura explora o solo por metros. O fungo entrega fosfato e outros íons pouco móveis, e água, que os próprios pelos da raiz não alcançariam; a planta entrega açúcar, um décimo ou mais da sua fotossíntese. As árvores das florestas temperadas têm uma segunda forma, na qual o fungo envolve as pontas das raízes como uma bainha e se insinua entre as células; seus corpos de frutificação são os cogumelos do chão da floresta.
Evidências. Plântulas cultivadas em solo esterilizado crescem mal e captam pouco fosfato; inoculadas com esporos do fungo, crescem várias vezes mais. Fosfato radioativo colocado no solo fora do alcance das raízes só aparece na planta se houver hifas ligando os dois, e carbono marcado fornecido às folhas aparece nas hifas em um dia. Cortar as hifas com uma malha fina que deixa passar solutos mas não fungos suprime o ganho. ∎
Exemplo 23.14 (Por que o fosfato precisa de um fungo)
O fosfato liga-se às partículas do solo e difunde-se um milímetro por dia; um pelo radicular capta em horas todo o fosfato ao seu alcance e depois espera. Hifas dez vezes mais finas do que um pelo radicular alcançam dez vezes mais longe por grama de tecido, e um metro de hifa custa à planta um milésimo do que lhe custa um metro de raiz. Para o nitrato, que se move livremente com a água do solo, os próprios pelos da raiz bastam, e as plantas em solos ricos em nitrato reduzem seu fungo; para o fosfato, o fungo é a extensão da raiz.
23.6 Exercícios
Exercício 23.1 ★
Defina apoplasto e simplasto, e diga o que faz a estria de Caspary.
Solução
Solução de Exercício 23.1.
Apoplasto: as paredes e os espaços contínuos, atravessados sem passar por membrana nenhuma. Simplasto: o citoplasma conectado das células, no qual se entra por uma membrana e que continua pelos plasmodesmos. A estria de Caspary bloqueia o apoplasto na endoderme, obrigando tudo a passar por uma membrana e impedindo o vazamento de volta a partir do xilema.
Exercício 23.2 ★
Liste os seis macronutrientes que uma planta retira do solo e um papel de cada um.
Solução
Solução de Exercício 23.2.
N (proteínas, ácidos nucleicos), P (nucleotídeos, membranas), K (agente osmótico, estômatos), Ca (paredes, sinalização), Mg (clorofila), S (os aminoácidos cisteína e metionina).
Exercício 23.3 ★
A partir da figura dos potenciais hídricos, leia no solo, no xilema da raiz e na célula da folha, e indique o sentido do fluxo em cada etapa.
Exercício 23.4 ★
Por que a deficiência de nitrogênio e a de ferro se manifestam em folhas diferentes?
Exercício 23.5 ★★
Uma célula do córtex da raiz tem e ; o solo está a e o xilema a . Mostre que a água flui do solo para a célula e da célula para o xilema, e calcule o da célula para o qual ela deixaria de captar água deste solo.
Exercício 23.6 ★★
Calcule o potencial hídrico do ar a , e de umidade relativa a (). Compare com o solo no ponto de murcha e comente.
Solução
Solução de Exercício 23.6.
: , , . Mesmo o ar úmido é dez vezes mais seco, neste sentido, do que o solo no ponto de murcha: uma folha sempre perde água para o ar; a única questão é a que velocidade.
Exercício 23.7 ★★
Uma célula da raiz a capta de para . Calcule o potencial de Nernst para essa razão a e diga se canais sozinhos dão conta. Repita para o nitrato, com fora e dentro.
Solução
Solução de Exercício 23.7.
: a a célula está um pouco menos negativa do que seria preciso, de modo que uma acumulação de mil vezes exige um pouco mais do que canais — mas uma razão de 100 estaria em equilíbrio: os canais fazem quase tudo. Nitrato: ; a célula está a , de distância e no sentido errado: um ânion tem de ser bombeado para dentro, por simporte com prótons.
Exercício 23.8 ★★
Explique por que a gutação é vista ao amanhecer na relva mas nunca numa árvore alta, e o que acontece à pressão radicular quando a transpiração começa.
Solução
Solução de Exercício 23.8.
De noite, sem transpiração, o carregamento de íons no xilema faz a água entrar e uma pressão radicular de algumas décimas de megapascal empurra a seiva alguns metros para cima, no máximo — o bastante para alcançar as pontas das folhas de relva e forçar gotículas para fora, não para alcançar o topo de uma árvore. Quando os estômatos abrem, a transpiração põe o xilema sob tensão e a pressão radicular desaparece.
Exercício 23.9 ★★
Uma planta é transferida para uma solução sem molibdênio. Preveja seu crescimento em nitrato e em amônio, e explique a diferença.
Solução
Solução de Exercício 23.9.
Sem molibdênio a nitrato-redutase não funciona: em nitrato a planta não consegue fabricar aminoácidos e mostra deficiência de nitrogênio embora o nitrato seja abundante. Em amônio cresce normalmente, já que o amônio entra nos aminoácidos sem redução. A diferença localiza o elemento numa única enzima.
Exercício 23.10 ★★★
Calcule os elétrons necessários para reduzir de nitrogênio nítrico a amônio por dia, e os equivalentes de NADPH; compare com os elétrons que uma folha de milho de move pelos seus fotossistemas num dia a de por metro quadrado por segundo (4 elétrons por , ).
Solução
Solução de Exercício 23.10.
de N ; de elétrons, de equivalentes de NADPH. Folha: de , de elétrons: a redução do nitrato consome metade dos elétrons da fixação de carbono nesta conta — uma fração grande, e é por isso que as plantas a fazem na luz e que folhas de crescimento rápido são grandes consumidoras de redutor.
Exercício 23.11 ★★★
Um trevo fixa de nitrogênio por dia a ATP e elétrons por , e de açúcar por grama de nitrogênio no total. Calcule o ATP gasto só pela nitrogenase, o açúcar que isso custaria (30 ATP por glicose) e a fração dos que isso representa. Para onde vai o resto?
Solução
Solução de Exercício 23.11.
de N de : ATP , isto é, de glicose, ; mais 8 elétrons por (outros de glicose). A regra de dá por dia: a própria nitrogenase é a maior parte, e o resto é construir e manter os nódulos, sua leg-hemoglobina, e a respiração das próprias bactérias para manter o oxigênio baixo.
Exercício 23.12 ★★★
“Uma raiz é uma operação de mineração que contrata terceiros.” Discuta num parágrafo: o que a raiz faz por si mesma (água, íons móveis), o que ela terceiriza (fosfato, nitrogênio fixado), o que paga, e quando deixa de pagar.
Solução
Solução de Exercício 23.12.
A própria raiz capta a água e os íons móveis (nitrato, potássio) que a água do solo traz até seus pelos, gastando ATP apenas na bomba de prótons. Para o fosfato, que não vem até ela, paga a um fungo em açúcar para estender seu alcance; para o nitrogênio num solo sem nitrato, paga a bactérias em açúcar para fixá-lo. A taxa é um décimo ou mais da sua fotossíntese, e a planta deixa de pagar quando o serviço não é necessário: em solo rico em fosfato as micorrizas são reduzidas, em solo rico em nitrato as leguminosas fazem menos nódulos — os terceirizados só são mantidos enquanto saem mais baratos do que fazer o trabalho sozinha.
23.7 Problema: A escada de potenciais hídricos de uma raiz de milho
Problema 23.1
Problema de fim de semana — água e nitrato de um solo de julho para uma planta de milho: os potenciais em cada etapa, o fluxo através das raízes, o nitrogênio que ele transporta e o custo de reduzi-lo, terminando no fluxo diário de água para dentro da raiz
Uma planta de milho em julho: superfície de raízes finas , condutância hidráulica da raiz ; área foliar . Potencial hídrico do solo ; células do córtex da raiz com e ; xilema da raiz ; células da folha ; ar a de umidade relativa (). Nitrato do solo ; a planta precisa de de nitrogênio por dia. A redução do nitrato a amônio usa 8 elétrons por nitrogênio; a fotossíntese move 4 elétrons por e a folha fixa de por metro quadrado por segundo durante .
Parte I — A escada.
- Calcule o potencial hídrico das células do córtex da raiz.
- Escreva a sequência solo, córtex, xilema, folha, e verifique que a água flui para dentro e para cima em cada etapa.
- Calcule o potencial hídrico do ar.
- Calcule a queda do solo à folha e a queda da folha ao ar; que fração do total é a última etapa?
- O solo seca até . O que acontece ao fluxo para dentro das células do córtex, e ao turgor delas?
- O solo seca até . O que acontece às folhas, e por que a rega as restabelece?
Parte II — O fluxo.
- Calcule o fluxo de água para dentro das raízes (condutância superfície a diferença entre o solo e o xilema da raiz).
- Converta-o em litros por dia.
- Tudo isso é perdido por transpiração. Calcule a transpiração por metro quadrado de folha por hora, em gramas.
- Exprima a transpiração por metro quadrado de folha por segundo em milimoles de água ().
- Os estômatos fecham ao meio-dia e o da folha sobe para , enquanto o do xilema sobe para . Recalcule o fluxo. O que a planta fez, e por quê?
- Por que a raiz capta água sem gastar energia, ao passo que tem de gastar energia para captar nitrato?
Parte III — O nitrogênio.
- Calcule o nitrato levado para dentro da raiz pelo fluxo de água da questão 8, em milimoles e em miligramas de nitrogênio.
- Isso cobre a necessidade da planta? O que acontece ao saldo?
- A raiz acumula nitrato a nas suas células. Calcule a energia livre de mover um mol de fora para dentro, contra um potencial de membrana de (; um ânion que entra numa célula negativa).
- A captação é um simporte com dois prótons. Calcule a energia livre que dois prótons liberam ao entrar numa célula a de pH 5,5 para pH 7,5, e verifique que basta.
- Calcule os elétrons necessários por dia para reduzir os de nitrogênio a amônio.
- Calcule os elétrons que a folha move pelos seus fotossistemas por dia, e a fração desviada para o nitrato.
Parte IV — Alternativas.
- Se o solo oferecesse amônio em vez de nitrato, o que a planta pouparia, e que problema a captação de amônio criaria para o seu equilíbrio de pH?
- Um trevo fixa os mesmos de nitrogênio por dia. Com ATP e elétrons por , calcule o ATP gasto pela nitrogenase por dia.
- A de açúcar por grama de nitrogênio fixado no total, calcule o custo diário do trevo em açúcar e compare-o com uma produção de de açúcar por dia. O negócio compensa num solo com de nitrato? E num solo sem nenhum?
- O fosfato está a na solução do solo. Calcule o fosfato que o fluxo de água da questão 8 traz, e compare com uma necessidade de de fósforo por dia (). Em que a planta tem de se apoiar?
- Explique em duas frases como a estria de Caspary permite à raiz manter o nitrato a no seu xilema enquanto o solo está a .
- Um mutante não tem estria de Caspary. Preveja a composição da seiva do seu xilema e seu comportamento em solo salgado.
- Enuncie o resultado: o fluxo de água para dentro da raiz de milho por dia, o nitrogênio que ele entrega, e a fração dos elétrons da folha gasta para reduzi-lo.
Solução
Solução de Problema 23.1.
1. . 2. : cada etapa mais baixa, a água vai solo córtex xilema folha. 3. . 4. Do solo à folha ; da folha ao ar : do total é a última etapa. 5. O solo a está abaixo dos das células do córtex: a água sai das células até que elas caiam a , isto é, seu turgor cai a zero; a captação para até que as células baixem seu acumulando solutos. 6. O solo está agora abaixo dos das folhas: a água sai da planta; as folhas perdem turgor e murcham. A rega eleva o do solo acima do da raiz e o fluxo recomeça; as folhas, cujas paredes ficaram intactas, voltam a encher. 7. . 8. por dia. 9. sobre e de luz do dia (a maior parte): cerca de por metro quadrado por hora. 10. por metro quadrado por hora, por metro quadrado por segundo — mil moléculas de água por cada fixado a . 11. Diferença : fluxo reduzido à metade, por dia. Fechar os estômatos cortou a perda, a tensão relaxou e toda a escada subiu: a planta troca ganho de carbono por água quando o ar está mais seco. 12. A água move-se a favor do seu próprio gradiente de potencial, criado pela evaporação na folha, de modo que a raiz é passiva; o nitrato tem de ser concentrado contra um gradiente de concentração e um gradiente elétrico, o que só o acoplamento à bomba de prótons pode pagar. 13. , de nitrogênio. 14. Sim, com um terço de sobra; o excedente é armazenado nos vacúolos como nitrato ou excluído na endoderme. 15. . 16. Por próton: ; dois prótons: , três vezes o necessário. 17. de elétrons. 18. de , de elétrons: para o nitrato. 19. Pouparia os 8 elétrons por nitrogênio; mas captar um cátion e liberar um próton por cada um acidifica o solo em torno da raiz e obriga a célula a exportar ácido, e o amônio é tóxico se se acumula, de modo que tem de ser assimilado de imediato na raiz. 20. de de ATP. 21. de açúcar, de . Com de nitrato disponível pelo custo da sua redução ( dos elétrons), a fixação é um mau negócio e uma leguminosa faz poucos nódulos; sem nitrato nenhum ela é o único caminho, e da produção é barato por toda a proteína da planta. 22. , de fósforo — um quadragésimo da necessidade; a planta tem de se apoiar na difusão até seus pelos radiculares, que logo esgotam o que os rodeia, e sobretudo no seu fungo micorrízico. 23. A estria bloqueia o apoplasto, de modo que o nitrato só pode entrar no xilema através de membranas endodérmicas que o bombeiam para dentro; e impede que a seiva concentrada do xilema vaze de volta ao longo das paredes, de modo que o gradiente se mantém. 24. A seiva do seu xilema pareceria a solução do solo — diluída, sem seleção, com sódio e outros íons indesejados — e não poderia ser mantida concentrada; em solo salgado o sódio alcançaria as folhas livremente e a planta seria envenenada, ao passo que uma planta normal o exclui na endoderme. 25. Cerca de de água por dia através de de raiz, transportando de nitrogênio contra uma necessidade de , cuja redução consome cerca de dos elétrons fotossintéticos da folha.