O glicogênio é a forma animal de carboidrato armazenado: uma cadeia ramificada de unidades de glicose, mantida como grânulos nas células musculares (cerca de num adulto) e no fígado (cerca de ). O glicogênio muscular abastece o músculo que o armazena; o glicogênio do fígado é degradado em glicose liberada no sangue, mantendo a glicose sanguínea perto de para o cérebro e os demais tecidos. A gordura, armazenada nas células adiposas, é a reserva bem maior (Capítulo 1), mas só pode ser queimada devagar e só com oxigênio.
Exemplos
Exemplo 7.9 (O muro da maratona)
Correr consome cerca de por quilograma de massa corporal por quilômetro; um corredor de gasta , e uma maratona custa . As reservas de glicogênio guardam cerca de . Se o corredor queimar glicogênio depressa demais, as reservas acabam por volta do trigésimo quilômetro; os músculos precisam então contar com a gordura, que fornece energia a pouco mais da metade da taxa, e o ritmo desaba — é “bater no muro”. Corredores treinados queimam uma parcela maior de gordura desde o início, e comem carboidrato durante a prova.
Exemplo 7.11 (Uma hora de bicicleta)
Uma hora a nos pedais: potência metabólica de cerca de , energia ; oxigênio , ou seja — coerente com a curva. Se metade vier do carboidrato: de glicose ou de glicogênio, e de gordura.