Cada rim humano abriga cerca de um milhão de néfrons. O sangue entra num glomérulo, um tufo de capilares dentro da cápsula de Bowman, cujas paredes — endotélio fenestrado, membrana basal e os diafragmas em fenda entre os pés dos podócitos — deixam passar água e todo soluto abaixo de cerca de , mas retêm as proteínas e as células. O filtrado corre pelo túbulo proximal, que reabsorve dois terços da água e do sal e toda a glicose e os aminoácidos; desce e sobe a alça de Henle, que penetra na medula e constrói o gradiente de concentração da próxima seção; atravessa o túbulo distal, onde o sal é ajustado; e entra no ducto coletor, onde o conteúdo final de água é fixado pela vasopressina enquanto o ducto atravessa a medula até a pelve. O sangue que sai do glomérulo entra num segundo leito capilar em volta dos túbulos, que capta o que eles reabsorvem.
Exemplos
Exemplo 20.9 (Dois dias)
Um dia sem água: a osmolaridade plasmática sobe de para perto de , a vasopressina sobe em minutos, os ductos coletores se abrem à água, a urina concentra a e cai para meio litro; a pessoa tem sede; o volume perdido vem sobretudo das células, cuja água segue o sal extracelular. Um litro de água bebido de uma vez: a osmolaridade cai , a vasopressina cai a nada em vinte minutos, os ductos se fecham, e ao longo das duas horas seguintes o rim elimina um litro de urina a . Uma hemorragia de um litro: a pressão cai, a renina e a vasopressina sobem as duas (o volume se sobrepõe à osmolaridade), as arteríolas se contraem, sódio e água são retidos, e ao longo de um dia o volume plasmático é reposto — com líquido puxado do interstício e depois bebido. O diabetes insípido, a ausência de vasopressina ou de seu receptor, produz de urina diluída por dia e uma sede à altura; a insuficiência renal, a ausência de filtração, deixa um corpo que precisa ser filtrado por uma máquina três vezes por semana, através de uma membrana cujo clearance é uma fração do de dois rins.