Seja F=Vect((1,2,1),(1,0,−1))⊆R3. Uma forma φ=ae1∗+be2∗+ce3∗ anula F se e somente se
a+2b+c=0ea−c=0,
isto é, c=a e b=−a: F∘=R(e1∗−e2∗+e3∗), de dimensão 3−2=1 como exige o Teorema 2.6. Lendo no sentido inverso: F={(x,y,z):x−y+z=0} — o plano recuperado como núcleo da única forma que gera F∘. Passar de uma família geradora a equações é calcular um anulador; passar de equações a uma parametrização é calcular um pré-anulador. (Verificação: os dois vetores geradores satisfazem x−y+z=0.)
Exemplo 2.11(O posto lido dos dois lados)
Seja
A=101213011112.
Posto por colunas: a terceira linha é a soma das duas primeiras, logo rkA≤2; as colunas 1 e 2 são livres: rkA=2. O núcleo da transposta: resolvendo ATy=0 obtém-se y∈R(1,1,−1), de modo que kerAT tem dimensão 1=3−2: exatamente (imA)∘ sob a identificação de (R3)∗ com os vetores linha, como afirma a Proposição 2.10 — a única relação “linha3 = linha1 + linha2” é o anulador do espaço das colunas. O posto por linhas (2 linhas livres) e o posto por colunas coincidem não por acaso, mas porque ambos valem rkA=rkAT.
Exemplo 2.24(O emparelhamento traço reparte o espaço de matrizes)
Em M2(R) com o emparelhamento ⟨A,B⟩=tr(AB) do Exercício 2.9: decomponha M=(1243) em parte simétrica e parte antissimétrica,
M=S+A,S=21(M+MT)=(1333),A=21(M−MT)=(0−110).
Então tr(SA)=tr(−3−313)=0: as duas partes são “ortogonais” para o emparelhamento traço — um caso do fato geral (demonstrado no problema de fim de semana deste capítulo) de que as matrizes antissimétricas formam exatamente o anulador das simétricas. A dualidade enxerga a decomposição Mn=Sn⊕An antes que qualquer produto interno seja escolhido.