Uma curva polar é dada por : o ponto de parâmetro é
Com , a velocidade é
Consequências: onde , o ponto é regular, e a tangente faz com o raio o ângulo dado por (ângulo entre e ); onde , a curva passa pela origem com tangente o raio (direção , lida em , ou a partir da corda limite: a corda de a é carregada pelo próprio , que tende a — de modo que a regra vale mesmo quando e o ponto é singular, razão pela qual as cúspides polares na origem, como a da cardioide, ganham a sua tangente de graça).
Exemplos
Exemplo 24.7 (A cardioide)
. Simetria: : reflexão no eixo ; estude . decresce de a ; em , : a curva atinge a origem tangencialmente ao raio (o eixo ), formando ali uma cúspide — a ponta do coração. Tangente em : , logo : perpendicular ao eixo.
O ângulo merece mais uma leitura. Em : e , logo : a tangente faz três quartos de um ângulo reto com o raio que sai — a curva já está dobrando de volta rumo à sua cúspide. A fórmula entrega direções tangentes ao longo de toda a curva sem calcular coisa alguma: é o análogo polar de ler um coeficiente angular.
Exemplo 24.8 (De polar a cartesiana: um círculo escondido)
O que é a curva polar ? Multiplique por : , isto é, , isto é,
o círculo de centro e raio , que passa pela origem. A contabilidade importa: quando percorre , o círculo inteiro é varrido exatamente uma vez ( anula-se nas duas extremidades), e em a regra “tangente na origem ao longo do raio ” dá ali uma tangente vertical — coerente com a geometria, já que o eixo vertical é de fato tangente a este círculo em . Para além desse intervalo, percorre de novo o mesmo círculo: um lembrete de que uma curva polar é um objeto parametrizado, autorizado a passar por cima de si mesmo.