é derivável em quando o quociente de diferenças tem limite (finito) quando ; o limite é escrito . Equivalentemente:
admitindo então o gráfico a reta tangente . A derivabilidade em implica a continuidade em (leia a expressão). é derivável em quando o é em todo ponto; é de classe quando, além disso, é contínua, e de classe quando pode ser derivada vezes com contínua.
Exemplos
Exemplo 14.2
A recíproca de “derivável contínua” falha: em . Mais surpreendentemente, derivável não implica : a função () é derivável em toda parte, com , mas não tem limite em (Exercício 14.2).
Exemplo 14.3 (Derivável em exatamente um ponto)
Sejam para e para . Em : , de modo que é derivável em , com . Em qualquer , nem sequer é contínua: sequências racionais e irracionais que convergem a mandam a e a , respectivamente (densidade, Teorema 10.14). Assim, a derivabilidade é uma noção genuinamente pontual: ela pode valer num ponto de e em nenhum outro. A moral para a prática: enunciados como o critério de monotonicidade ou Rolle exigem a derivada num intervalo — possuir em pontos isolados, por mais numerosos que sejam, não sustenta conclusão global alguma.
Exemplo 14.6 (Derivadas de inversas, duas vezes)
O teorema recalcula as derivadas clássicas sem nenhum trabalho com limites. Para : em ,
válido para todo , pois nunca se anula. Para : em ,
usando . A ideia de fechamento: a fórmula converte conhecimento sobre uma função em conhecimento sobre a sua inversa ao preço de uma substituição — e a substituição (, ) é exatamente a afirmação de que as duas variáveis vivem em lados opostos da bijeção.