Uma representação de G é um morfismo ρ:G→GL(V) para um C-espaço vetorial V; dimV é seu grau. Um subespaço W⊆V é invariante se ρ(g)W⊆W para todo g; a restrição faz de W uma subrepresentação. ρ é irredutível se V=0 e seus únicos subespaços invariantes são 0 e V. Um morfismo entre (ρ,V) e (σ,W) é uma aplicação linear f:V→W com fρ(g)=σ(g)f para todo g (equivariância); os f bijetores são isomorfismos.
Exemplos
Exemplo 5.2
(a) Grau 1: morfismos G→C×. (b) A representação regular: V=CG com base (eh)h∈G, ρ(g)eh=egh; de grau ∣G∣. (c) Uma ação por permutações de G sobre um conjunto finito X dá a representação de permutação em CX: ρ(g)ex=eg⋅x. (d) Sn age em Cn permutando as coordenadas; o hiperplano {∑xi=0} é invariante: é a representação padrão, de grau n−1.
Exemplo 5.15 (A tabela de S3)
Classes: e (tamanho 1), transposições (3), 3-ciclos (2); logo r=3 irredutíveis, de graus ni com ∑ni2=6: 1,1,2. Grau 1: a trivial 1 e a assinatura ε. A última linha decorre da ortogonalidade das colunas (ou de χstd=χperm−1):
S31εχstde112(12) [3]1−10(123) [2]11−1
Verificação: ⟨χstd,χstd⟩=61(4+0+2)=1: é irredutível.
Exemplo 5.16 (A tabela de S4)
Classes: e [1], transposições [6], transposições duplas [3], 3-ciclos [8], 4-ciclos [6]: cinco irredutíveis, ∑ni2=24 com duas de grau 1 (1,ε; [S4:D(S4)]=[S4:A4]=2): graus 1,1,2,3,3. A de grau 2 se levanta de S4/V≅S3 (Proposição 5.13(b), com V o grupo de Klein); as de grau 3: a representação padrão e sua torção por ε:
S41εχ2χstdεχstde[1]11233(12)[6]1−101−1(12)(34)[3]112−1−1(123)[8]11−100(1234)[6]1−10−11
(χstd(g)=fix(g)−1; χ2 avalia a tabela de S3 na imagem de cada classe módulo V.) Todas as verificações de ortogonalidade de linhas e colunas passam — fazer duas delas é o aquecimento do Exercício 5.3.