Matemática universitária — Graduação 3 · Bachelor Year 3
5Representações de grupos finitos
Para compreender um grupo abstrato, faça-o agir sobre um espaço vetorial e aplique álgebra linear — autovalores, traços, produtos internos — à ação. Esse programa, a teoria de representações, é espantosamente eficaz para grupos finitos sobre : toda representação se decompõe em irredutíveis (Maschke), as irredutíveis ficam determinadas por seus caracteres (traços), e os caracteres satisfazem relações de ortogonalidade que tornam mecânicos os cálculos. O capítulo constrói esse cálculo e suas primeiras obras-primas — as tabelas de caracteres dos grupos pequenos —, e o problema de fim de semana colhe um teorema muito além do alcance da teoria de grupos nua: o teorema de Burnside. Ao longo de todo o capítulo, é um grupo finito e todos os espaços vetoriais têm dimensão finita sobre .
5.1 Representações, Maschke, Schur
Definição 5.1
Uma representação de é um morfismo para um -espaço vetorial ; é seu grau. Um subespaço é invariante se para todo ; a restrição faz de uma subrepresentação. é irredutível se e seus únicos subespaços invariantes são e . Um morfismo entre e é uma aplicação linear com para todo (equivariância); os bijetores são isomorfismos.
Exemplo 5.2
(a) Grau : morfismos . (b) A representação regular: com base , ; de grau . (c) Uma ação por permutações de sobre um conjunto finito dá a representação de permutação em : . (d) age em permutando as coordenadas; o hiperplano é invariante: é a representação padrão, de grau .
Teorema 5.3 (Maschke)
Todo subespaço invariante de uma representação admite um complemento invariante. Consequentemente, toda representação é uma soma direta de irredutíveis (semissimplicidade).
Demonstração. Seja uma projeção qualquer de imagem (escolha um complemento qualquer). Faça a média sobre o grupo:
Cada parcela leva em ( é invariante) e fixa ponto a ponto: para , , o fixa, e o traz de volta — de modo que é novamente uma projeção sobre . Ela é equivariante: para , apenas reindexa a mesma soma. Logo é um complemento invariante de . Iterando nas parcelas (dimensão finita), decompõe-se em irredutíveis. ∎
Teorema 5.4 (Lema de Schur)
Seja um morfismo de representações irredutíveis. Então ou é um isomorfismo; e, se , então para algum . Logo vale se e caso contrário.
Demonstração. e são invariantes (equivariância), de modo que cada um é ou o espaço todo: ou , ou é injetora com imagem total. Se : tem um autovalor ( é algebricamente fechado); é um morfismo não injetor, logo é . Quanto à contagem de dimensão quando : fixando um isomorfismo , todo morfismo dá o endomorfismo : . ∎
5.2 Caracteres e ortogonalidade
Definição 5.5
O caráter de é . Ele satisfaz , (os traços são invariantes por conjugação): os caracteres são funções de classe — elementos do espaço das funções constantes nas classes de conjugação, munido do produto interno hermitiano
Proposição 5.6
é diagonalizável com autovalores raízes da unidade; , e com igualdade se, e somente se, é escalar. Os caracteres se somam nas somas diretas: .
Demonstração. para (Lagrange): aniquila e se decompõe com raízes simples, de modo que o operador é diagonalizável com autovalores . Então , e , com igualdade na desigualdade triangular se, e somente se, todos os são iguais, isto é, . A aditividade nas somas diretas: traços por blocos. ∎
Lema 5.7
Sejam , representações. O operador de média em ,
é uma projeção sobre e, para a aplicação , tem-se .
Demonstração. é equivariante (reindexe a soma como em Maschke), e fixa as aplicações equivariantes (cada parcela vale ): é uma projeção de imagem . Traço: em bases, com , ; na base das matrizes, , de modo que o coeficiente de em é : e . ∎
Teorema 5.8 (Primeiras relações de ortogonalidade)
Sejam irredutíveis. Então
os caracteres irredutíveis formam uma família ortonormal em .
Demonstração. O traço de uma projeção é a dimensão de sua imagem:
e o lema de Schur avalia o membro esquerdo em . ∎
Corolário 5.9
Decomponha em irredutíveis distintas (). Então : as multiplicidades — e portanto a representação a menos de isomorfismo — ficam determinadas pelo caráter. Além disso, ; em particular, é irredutível se, e somente se, .
Demonstração. (Proposição 5.6); tome produtos internos com cada e use a ortonormalidade. Duas representações de caracteres iguais têm multiplicidades iguais e, portanto, são isomorfas. ∎
Teorema 5.10 (A representação regular)
Sejam os caracteres irredutíveis distintos, de graus . A representação regular se decompõe com multiplicidades ; consequentemente,
Demonstração. O caráter regular: , que vale para e caso contrário. Logo . Avaliando em e em obtêm-se as duas identidades exibidas. ∎
Teorema 5.11
Os caracteres irredutíveis formam uma base ortonormal de : o número de representações irredutíveis é igual ao número de classes de conjugação de .
Demonstração. Falta apenas a completude: seja ortogonal a todo ; mostremos que . Para uma representação , ponha . Ela é equivariante: para ,
( é função de classe). Se é irredutível de grau , Schur dá com
Logo em toda irredutível e, portanto (somas diretas), em toda representação — em particular na regular. Aplique-a ao vetor da base : , o que força todo . Assim, a família ortonormal gera , cuja dimensão é o número de classes de conjugação. ∎
Corolário 5.12 (Ortogonalidade das colunas)
Para :
Demonstração. Sejam representantes das classes e os tamanhos das classes. A matriz de tamanho tem linhas ortonormais (Teorema 5.8 escrito por classes: ), isto é, ; uma matriz quadrada com satisfaz também : as colunas são ortonormais, o que se desdobra na identidade exibida (, a relação órbita–estabilizador para a conjugação). ∎
Proposição 5.13 (Caracteres unidimensionais; levantamento)
(a) é abeliano se, e somente se, todas as suas representações irredutíveis têm grau ; o número de caracteres de grau de um qualquer é (eles são os caracteres da abelianização). (b) Se , as representações irredutíveis de se levantam (compondo com ) exatamente às representações irredutíveis de cujo núcleo contém .
Demonstração. (a) Se é abeliano, cada classe é unitária: , e força todos os ; reciprocamente, se todos os , a representação regular é uma soma de representações unidimensionais, de modo que é simultaneamente diagonalizável, logo comutativa, e é fiel: é abeliano. As representações de grau são morfismos com alvo abeliano: elas se fatoram por (Exercício 1.9), e os caracteres distintos do grupo abeliano são em número de (ele tem essa quantidade de classes, todas de grau ). (b) A composição com a projeção preserva a irredutibilidade (os subespaços invariantes se correspondem), e uma representação trivial em se fatora pelo quociente (Teorema 1.3). ∎
5.3 Tabelas de caracteres
Definição 5.14
A tabela de caracteres de é a matriz de tamanho : linhas indexadas pelos caracteres irredutíveis, colunas pelas classes de conjugação (com seus tamanhos indicados). As linhas são ortonormais para o produto ponderado e as colunas são ortogonais (Corolário 5.12): a tabela é fortemente sobredeterminada, e é isso que a torna calculável.
Exemplo 5.15 (A tabela de )
Classes: (tamanho 1), transposições (3), -ciclos (2); logo irredutíveis, de graus com : . Grau : a trivial e a assinatura . A última linha decorre da ortogonalidade das colunas (ou de ):
Verificação: : é irredutível.
Exemplo 5.16 (A tabela de )
Classes: [1], transposições [6], transposições duplas [3], -ciclos [8], -ciclos [6]: cinco irredutíveis, com duas de grau (; ): graus . A de grau se levanta de (Proposição 5.13(b), com o grupo de Klein); as de grau : a representação padrão e sua torção por :
(; avalia a tabela de na imagem de cada classe módulo .) Todas as verificações de ortogonalidade de linhas e colunas passam — fazer duas delas é o aquecimento do Exercício 5.3.
Método 5.17
Para construir uma tabela de caracteres: (1) liste as classes de conjugação e seus tamanhos; (2) conte os caracteres de grau por meio de e escreva-os; (3) encontre os graus restantes a partir de (combinatória de inteiros pequenos); (4) obtenha irredutíveis baratas: levante de quocientes, subtraia dos caracteres de permutação (verifique ), multiplique caracteres já conhecidos por caracteres de grau ; (5) termine as linhas desconhecidas pela ortogonalidade das colunas — cada coluna é ortogonal às colunas já completas, e a coluna de carrega os graus. Confira tudo com uma varredura completa de ortogonalidade.
5.4 Exercícios
Exercício 5.1 ★
(a) Mostre que os caracteres irredutíveis de são os , , e escreva a tabela de caracteres de . (b) Verifique nela as duas relações de ortogonalidade — e reconheça a matriz: onde este livro já a encontrou?
Solução
Solução de Exercício 5.1.
(a) é abeliano: todos os irredutíveis têm grau (Proposição 5.13), isto é, são morfismos , determinados por com : os caracteres . Para (classes elementos ):
(b) Linhas: (soma geométrica); colunas do mesmo modo. A matriz é a matriz da transformada de Fourier discreta — o mesmo filtro de raízes da unidade usado no capítulo de funções geradoras do volume do segundo ano; a ortogonalidade dos caracteres generaliza a fórmula de inversão da TFD.
Exercício 5.2 ★
Sejam agindo sobre um conjunto finito e o caráter da representação de permutação . (a) Mostre que e que — o lema de contagem de Burnside (Exercício 1.5) é um cálculo de caracteres. (b) Suponha a ação transitiva, de modo que . Mostre que é irredutível se, e somente se, a ação é -transitiva (transitiva nos pares ordenados de pontos distintos). (Calcule como o número de órbitas em .) (c) Conclua que a representação padrão de () é irredutível.
Solução
Solução de Exercício 5.2.
(a) A matriz de na base é uma matriz de permutação, de traço igual ao número de com . Então
pelo lema de contagem de Burnside (Exercício 1.5) — equivalentemente, isso calcula a multiplicidade da representação trivial, cujo espaço isotípico é o espaço dos vetores -invariantes, de dimensão igual ao número de órbitas (um indicador por órbita).
(b) Como , a parte (a) aplicada a dá ( é real). Escrevendo : (transitividade), de modo que . A ação sobre tem a diagonal como uma órbita; há exatamente uma outra órbita se, e somente se, é transitivo sobre os pares distintos: se, e somente se, -transitivo (Corolário 5.9).
(c) é -transitivo sobre (leve qualquer par distinto a qualquer outro): é irredutível.
Exercício 5.3 ★
Reconstrua do zero a tabela de seguindo o Método 5.17 e verifique em seguida duas relações de ortogonalidade de linhas e duas de colunas na tabela de do Exemplo 5.16. Decomponha em irredutíveis o caráter de permutação de agindo sobre e o caráter (quadrado ponto a ponto).
Solução
Solução de Exercício 5.3.
: três classes, ; os dois caracteres de grau são (); a terceira linha decorre da ortogonalidade de colunas com a coluna de : e : , — a tabela do Exemplo 5.15.
, verificações (linhas): ; . Colunas: contra : ; contra si mesma: .
Caráter de permutação sobre pontos: (contagens de pontos fixos; subtraia a primeira linha). Para :
(dimensões: ).
Exercício 5.4 ★★
Calcule as tabelas de caracteres de e de . Conclua que dois grupos não isomorfos podem ter tabelas de caracteres idênticas — que dados de teoria de grupos a tabela ainda assim captura nesse par (ordens dos centros, abelianizações, número de involuções)? Quais deles ela deixa de capturar?
Solução
Solução de Exercício 5.4.
Ambos os grupos têm cinco classes e padrão de graus (quatro de grau vindos da abelianização , e então ). Ordenando as classes , (a involução central: , resp. ) e as três classes de dois elementos:
(a última linha vem da ortogonalidade de colunas). Tabelas idênticas para e , que não são isomorfos (Problema 1.1). A tabela de fato captura: , os tamanhos das classes, o centro (: ordem em ambos), a abelianização, todo o reticulado dos subgrupos normais (núcleos e interseções, Exercício 5.6). Ela deixa escapar as ordens dos elementos: tem cinco involuções, tem uma — de modo que o tipo de isomorfismo é genuinamente mais fino que a tabela de caracteres.
Exercício 5.5 ★★
Tabela de caracteres de : classes [1], transposições duplas [3] e duas classes de -ciclos [4], [4]. (a) Explique a cisão dos -ciclos (compare os centralizadores em e em , como no Exercício 1.11). (b) Encontre os três caracteres de grau (via ) e o caráter de grau (restrinja de ), e monte a tabela. (c) Leia na tabela os subgrupos normais de (núcleos e suas interseções).
Solução
Solução de Exercício 5.5.
(a) Em , o centralizador de tem ordem : é . Logo tem ordem e a -classe tem elementos: os oito -ciclos se repartem em duas -classes (representadas por e seu inverso).
(b) dá três caracteres de grau (; as classes de -ciclos vão para ); a restrição de permanece irredutível ():
(c) Núcleos: ; (nenhuma outra entrada tem módulo ). Os subgrupos normais são as interseções de núcleos (Exercício 5.6): , , — em particular, não tem subgrupo normal de ordem nem de índice .
Exercício 5.6 ★★
(a) Mostre que é o núcleo da representação subjacente (Proposição 5.6, caso de igualdade). (b) Mostre que todo subgrupo normal de é uma interseção de núcleos de caracteres irredutíveis. (Represente fielmente: sua representação regular.) (c) Deduza: é simples se, e somente se, para todo irredutível não trivial — a simplicidade é legível na tabela de caracteres.
Solução
Solução de Exercício 5.6.
(a) Se : a igualdade em força (Proposição 5.6) com : . A recíproca é clara.
(b) Seja . A representação regular de é fiel; decomponha-a em irredutíveis de e levante-os a (Proposição 5.13(b)): caracteres irredutíveis de cujos núcleos contêm e cujo núcleo comum é exatamente a pré-imagem de , isto é, (fidelidade no quociente). Logo .
(c) Se é simples: para um irredutível não trivial , não é (uma representação irredutível trivial em todo é o caráter trivial), de modo que . Reciprocamente, suponha que todos os núcleos não triviais sejam triviais, e seja com . Na expressão de como interseção de núcleos em (b), algum caráter envolvido é não trivial (se todos fossem triviais, a interseção seria ), e seu núcleo é : . Logo os únicos subgrupos normais são e .
Exercício 5.7 ★★
Graus de : mostre que um grupo não abeliano de ordem tem padrão de graus e que sua representação de grau é fiel. Mais geralmente, mostre que um grupo não abeliano de ordem tem padrão , com uns e caracteres de grau . (Use e ; aqui tem ordem .)
Solução
Solução de Exercício 5.7.
Ordem não abeliano: o número de caracteres de grau é , um divisor próprio de (não abeliano: ), e . Com deles iguais a um e os graus restantes : com quadrados , e , . : um grau — coerente. : sobram , que não é soma de quadrados . : impossível, pois — é um -grupo abeliano não trivial, já que é um -grupo com pela solubilidade dos -grupos (Exemplo 1.30). Logo o padrão é . Fidelidade de : os quatro caracteres de grau contêm todos em seus núcleos; se para algum normal minimal ( ou não — tome não trivial), então estaria em todos os cinco núcleos, cuja interseção é trivial (a representação regular é fiel): contradição. Ordem não abeliano: tem ordem (ordem tornaria cíclico e abeliano), , de ordem , é abeliano, de modo que , e : , dando caracteres de grau . Os graus restantes satisfazem com cada dividindo (Problema 5.1, questão 8), logo ( ultrapassaria: ): exatamente caracteres de grau .
Exercício 5.8 ★★★
Para grupos finitos : mostre que as funções de classe em , com caracteres irredutíveis de , são exatamente os caracteres irredutíveis de . (A ortonormalidade é um cálculo direto; a completude, uma contagem de classes.) Deduza a tabela de caracteres de e redemonstre a Proposição 5.13(a) para grupos abelianos finitos via o teorema de estrutura.
Solução
Solução de Exercício 5.8.
Defina, para representações de em , a representação de sobre — concretamente, sobre matrizes: é o produto de Kronecker , cujo traço é (o produto de Kronecker de matrizes tem traço : sua diagonal é ). Logo é um caráter, e
Em particular : cada é irredutível (Corolário 5.9). Esses são caracteres irredutíveis distintos; as classes de são os produtos de classes ( componente a componente), de modo que há delas: a lista está completa (Teorema 5.11). Para : os quatro caracteres de sinal — a tabela do bloco superior esquerdo do Exercício 5.4. Um grupo abeliano finito é um produto de grupos cíclicos (Corolário 3.13); seus caracteres irredutíveis são produtos dos cíclicos (Exercício 5.1): todos de grau .
Exercício 5.9 ★★★
A tabela de caracteres de (classes de tamanhos , do Exercício 1.11): (a) Mostre que os graus são (a única solução de com e, usando o Exercício 5.6(c) com a simplicidade, nenhum outro ). (b) Construa o caráter de grau (ação por permutação em pontos) e o de grau (a ação sobre os seis -subgrupos de Sylow dá grau ; verifique a irredutibilidade), e complete as duas linhas de grau pela ortogonalidade das colunas: entradas com a razão áurea aparecem nas classes dos -ciclos. (c) Verifique, a partir da tabela pronta, que é simples (Exercício 5.6(c)).
Solução
Solução de Exercício 5.9.
(a) (simples não abeliano), de modo que o único caráter de grau é (Proposição 5.13). Precisamos de com cada ; testando os quadrados : o único multiconjunto que funciona é : com maior quadrado , o resto não é soma de três quadrados ; com , o resto também não é (, ); com maior , verifica-se que funciona e que as variantes , , falham; com maior : . Graus: .
(b) Permutação sobre pontos: pontos fixos , de modo que com : irredutível. Ação sobre os seis -subgrupos de Sylow: uma involução fixa exatamente (os normalizadores são diedrais de ordem , cada um contendo involuções: incidências para involuções), um elemento de ordem fixa (não há ordem em ), um elemento de ordem fixa exatamente (ele está num único Sylow): caráter de permutação , e com norma : irredutível. Restam duas linhas , . Normas de colunas (Corolário 5.12): na classe de , : ; coluna contra : : , : . Nos -ciclos, : : . Em cada -classe, : a coluna contra dá , de modo que ; e : — a razão áurea e sua conjugada; a segunda -classe carrega os valores trocados (as duas linhas devem ser ortogonais).
(c) Na tabela terminada, nenhuma entrada de uma linha não trivial iguala seu grau fora da primeira coluna: todo núcleo é trivial. Pelo Exercício 5.6(c), é simples.
Exercício 5.10 ★★
Sejam uma representação irredutível de grau e . Mostre que com um morfismo (o caráter central) e deduza para central. Aplicação: se tem uma representação irredutível fiel, então é cíclico.
Solução
Solução de Exercício 5.10.
comuta com todo ( é central), isto é, (Schur): , e é multiplicativa: um morfismo . Então com (raiz da unidade): . Se é fiel, é injetiva em (), de modo que mergulha em ; um subgrupo finito do grupo multiplicativo de um corpo é cíclico (Teorema 4.12).
Exercício 5.11 ★★
(Projeções isotípicas) Sejam uma representação de e um caráter irredutível de grau . Defina
(a) Mostre que é -equivariante e calcule sua restrição a uma subrepresentação irredutível de caráter : ela é (Schur; tome traços para identificar o escalar). (b) Deduza que é uma projeção sobre a soma de todas as subrepresentações irredutíveis de caráter (a componente isotípica), que , e que a decomposição é canônica — ao contrário da divisão mais fina de cada em irredutíveis. (c) Para a representação regular de e o caráter assinatura , escreva explicitamente como elemento da álgebra do grupo e verifique à mão.
Solução
Solução de Exercício 5.11.
(a) Equivariância: reindexa a soma (, e é uma função de classe): comuta com a ação. Sobre um irredutível de caráter , Schur torna a restrição um escalar ; tomando traços,
(primeira relação de ortogonalidade): .
(b) Decomponha em irredutíveis (Maschke): age como a identidade nas parcelas de caráter e como em todas as outras, de modo que é a projeção sobre a soma delas, , ao longo da soma das restantes; a imagem não depende da decomposição escolhida (é o conjunto dos vetores fixados por , definido sem escolhas). age como a identidade em toda parcela irredutível: é . O desmembramento mais fino de envolve escolher uma base de : canônico ele não é.
(c) Para (grau ): , isto é, na álgebra do grupo
Elevando ao quadrado: o coeficiente de em é : . (Sua imagem na representação regular é a reta gerada por : a representação sinal aparece com multiplicidade , como a teoria geral exige.)
Exercício 5.12 ★★
(Lendo uma tabela) A tabela de caracteres de um certo grupo de ordem é parcialmente conhecida: ele tem classes, de tamanhos , e graus . (a) Recupere a tabela completa: os dois caracteres lineares (um trivial; o outro assume o valor exatamente nas classes de tamanhos e ), depois o caráter de grau pela ortogonalidade com a coluna da identidade e, do mesmo modo, os dois caracteres de grau (um deles é ). (b) Identifique (: compare as classes com os tipos de ciclo) e extraia da tabela os subgrupos normais via o Exercício 5.6: os núcleos de (índice : ) e de (o grupo de Klein ), e nada mais além de . (c) Explique como a tabela mostra que (quais caracteres se fatoram pelo quociente?).
Solução
Solução de Exercício 5.12.
(a) Ordene as classes [1], transposições [6], -ciclos [8], -ciclos [6], transposições duplas [3]. O segundo caráter linear é , com valores . Para o caráter de grau , a ortogonalidade de cada coluna com a coluna da identidade ( para ) dá, nas transposições: ; o truque do sinal (um caráter de grau vezes um linear é de novo irredutível — mesma norma) faz se anular nas classes ímpares: ali. Nos -ciclos: com nas classes pares; a coluna de consigo mesma dá informação sobre ; resolvendo o pequeno sistema (use também a ortogonalidade de linhas de com e ): , e então e . A tabela completa:
(Todas as linhas têm norma ; todas as colunas são ortogonais: as verificações passam.)
(b) Os dados de classes com esses graus são os de (tipos de ciclo , , , , ). Núcleos: (classes : , índice ); = classes : o grupo de Klein , de ordem , normal. são fiéis ( só em ). Interseções de núcleos: , , , — pelo Exercício 5.6(b), esses são todos os subgrupos normais de .
(c) Os caracteres com são : eles se fatoram através de , um grupo de ordem que possui graus irredutíveis — a tabela de . Como a tabela do quociente é um invariante completo entre os dois grupos de ordem ( teria seis caracteres lineares), : o quociente é visível dentro da tabela como o bloco de linhas que contêm em seu núcleo.
5.5 Problema: o teorema de Burnside
Problema 5.1
Problema de fim de semana — solubilidade dos grupos de ordem
Burnside demonstrou em 1904 que todo grupo cuja ordem tem no máximo dois fatores primos é solúvel — uma afirmação sobre grupos abstratos cujas únicas demonstrações conhecidas durante meio século passavam pela teoria de caracteres. Este problema constrói a demonstração por inteiro, reunindo o Capítulo 1 (solubilidade), o Capítulo 3 (-módulos finitamente gerados) e este capítulo. Ao longo de todo o problema, são os caracteres irredutíveis de , .
Parte I — Inteiros algébricos. Um inteiro algébrico é uma raiz de um polinômio mônico de .
- Mostre que é um inteiro algébrico se, e somente se, o anel é um -módulo finitamente gerado.
- Deduza que os inteiros algébricos formam um subanel de . (Se são finitamente gerados, também é, e os submódulos de -módulos finitamente gerados são finitamente gerados, pelo Teorema 3.5 e por um argumento de apresentação — ou diretamente: um submódulo de é livre de posto .)
- Mostre que um inteiro algébrico racional é um inteiro. (Teorema da raiz racional.)
- Mostre que todo valor de caráter é um inteiro algébrico.
Parte II — As relações das somas de classe. Fixe uma representação irredutível de grau e caráter . Para uma classe de conjugação , ponha .
Mostre que é equivariante, logo com
- Mostre que , em que conta, para um fixado, os pares com . Deduza que os satisfazem .
- Conclua que cada é um inteiro algébrico. (O -módulo gerado por e pelos é um anel finitamente gerado; aplique o critério da questão 1 — mais precisamente, mostre que satisfaz e use um truque de determinante/Cayley–Hamilton, ou o argumento de subanel da questão 2.)
- Deduza a divisibilidade de Frobenius: divide para todo grau irredutível. (Calcule : um inteiro algébrico que é racional.)
Parte III — O critério de simplicidade de Burnside.
- Sejam irredutível de grau e uma classe com . Usando Bézout e as questões 4–7, mostre que é um inteiro algébrico.
- Suponha, além disso, . Mostre que isso é impossível: o inteiro algébrico tem todos os seus conjugados — os números para , cada um uma média de raízes da unidade — de módulo , de modo que o produto é um inteiro algébrico racional com — justifique cada afirmação, citando o Teorema 4.23 para o grupo de Galois e o fato de que permuta raízes da unidade. Conclua: ou , ou é escalar (Proposição 5.6).
- (Critério de Burnside) Seja uma classe de conjugação de tamanho potência de primo , e suponha simples não abeliano. A ortogonalidade da coluna de contra a coluna de dá . Mostre que algum não trivial com satisfaz (do contrário, seria um inteiro algébrico); pela questão 10, é escalar; obtenha uma contradição com a simplicidade (o conjunto dos com escalar é um subgrupo normal; use a fidelidade, do Exercício 5.6). Conclua: nenhum grupo simples não abeliano tem uma classe de conjugação de tamanho potência de primo .
Parte IV — O teorema.
- Seja com . Se é simples, mostre que ele é abeliano: escolha no centro de um -subgrupo de Sylow (Teorema 1.12) e considere o tamanho de sua classe de conjugação , uma potência de (por quê?); aplique a questão 11.
- Conclua por indução sobre : todo grupo de ordem é solúvel (Burnside). Por que o argumento se quebra para três primos — e por que ele tem de se quebrar, dado que ?
Parte V — A tabela de caracteres de . O menor grupo que o teorema de Burnside não alcança merece seu retrato completo; tudo o que vem abaixo usa apenas este capítulo e o Exercício 1.11.
- Recorde do Exercício 1.11 as cinco classes de conjugação de : , as transposições duplas, os ciclos de comprimento três e duas classes de ciclos de comprimento cinco cada, representadas por e . Explique por que os ciclos de comprimento cinco se cindem em duas -classes, embora formem uma única -classe.
- Mostre que os graus irredutíveis de são exatamente : use com classes e o fato de que é perfeito (), de modo que o caráter trivial é seu único caráter linear; depois elimine todo outro multiconjunto (escreva como soma de quatro quadrados de inteiros : verifique que isso ocorre de um único modo com todas as parcelas sendo graus plausíveis).
- Seja o caráter de permutação de em : , de valores nas cinco classes. Calcule e , e deduza que é irredutível de grau , de valores .
- Mesmo jogo nos pares não ordenados : as contagens de pontos fixos são . Calcule , e , deduza a decomposição e obtenha o caráter irredutível de grau , de valores .
- As duas irredutíveis restantes têm grau . A ortogonalidade das colunas (cada coluna não identidade contra a coluna da identidade, e cada coluna consigo mesma) determina seus valores fora dos ciclos de comprimento cinco: mostre que nas transposições duplas e nos ciclos de comprimento três.
Nas classes dos ciclos de comprimento cinco, ponha e ; a simetria permite tomar , . Da coluna de emparelhada com a coluna da identidade e com a coluna de , deduza e (e confira o valor dado pela coluna de consigo mesma), donde
a razão áurea e sua conjugada. Monte a tabela de caracteres completa de .
- Faça as verificações: a norma da linha de é (use ), , e a divisibilidade de Frobenius (questão 8) para os cinco graus. Onde, na tabela, você vê uma diferença em relação a , cujos valores de caráter são todos inteiros racionais?
- Deduza apenas da tabela que é simples: um subgrupo normal é uma reunião de classes de conjugação que contém e cuja cardinalidade divide — verifique que nenhuma subsoma própria de contendo a parcela divide . Confronte com o critério da questão 11: verifique que nenhuma classe de tem tamanho potência de primo .
- (Coda icosaédrica) é o grupo de rotações do icosaedro, e as representações de grau são as duas ações geométricas em . Verifique a identidade dos traços: uma rotação de ângulo tem traço , e . Explique sem nenhum cálculo por que o outro caráter de grau tem de carregar o valor conjugado: o grupo de Galois de age sobre a tabela de caracteres inteira (entrada a entrada), permutando os caracteres irredutíveis.
Parte VI — Complementos: uma cota central e o quadrado tensorial.
(Mais fino do que uma divisibilidade) Seja irredutível de grau . Mostre que para todo (lema de Schur: é escalar, de ordem finita) e deduza de a cota
Mostre que os grupos não abelianos de ordem têm graus irredutíveis (cinco classes de conjugação; escreva como soma de cinco quadrados) e atingem a igualdade ; verifique a cota em , cujo centro é trivial.
(Quadrado tensorial de ) Para de ordem finita, é diagonalizável com autovalores raízes da unidade; deduza as fórmulas de caráter
Aplique-as a de (note que percorre a classe de quando percorre a de , e reciprocamente): mostre que e , donde
Interprete geometricamente por meio do produto vetorial em .
- (Auditoria final da tabela) Verifique numericamente: a ortogonalidade entre as duas colunas dos ciclos de comprimento cinco (), o valor para a coluna de consigo mesma, e o anulamento do caráter regular em cada uma das quatro colunas não identidade da tabela.
Solução
Solução de Problema 5.1.
1. Se (), então , e, indutivamente, toda potência o é: é gerado por . Reciprocamente, seja . Escreva com : o vetor satisfaz ; multiplicando pela matriz adjunta, para todo , e, como é uma -combinação dos , : é raiz do mônico .
2. Se é gerado pelas potências de até e pelas de até , então é gerado pelos produtos (reduza qualquer monômio). Os subanéis e são -submódulos do -módulo finitamente gerado , logo finitamente gerados (, gerado por elementos, é imagem de ; um submódulo se levanta a um submódulo de , livre de posto pelo Teorema 3.5, e sua imagem gera). Pela questão 1, e são inteiros algébricos.
3. Se (fração irredutível) é raiz de um polinômio mônico com coeficientes inteiros de grau , o teorema das raízes racionais (elimine os denominadores: ) dá , de modo que .
4. é uma soma de raízes da unidade (Proposição 5.6), cada uma um inteiro algébrico (raiz de ); conclua pela questão 2.
5. Para : ( é uma classe). Por Schur, ; tomando traços, .
6. com . A conjugação por estabelece uma bijeção entre as soluções para e as para : é uma função de classe com valores em , de modo que . Substituindo em toda parte e identificando os escalares: .
7. Seja o -módulo gerado por e por todos os produtos ; pela questão 6, todo tal produto se reduz a uma -combinação de e dos : é finitamente gerado, e para cada . Em particular, é finitamente gerado (submódulo, como na questão 2), e a questão 1 torna um inteiro algébrico.
8. Para um irredutível de grau :
Cada é um inteiro algébrico (questão 4), de modo que o membro direito é um (questões 2 e 7); ele é racional, logo inteiro (questão 3): .
9. Bézout: com . Então
um inteiro algébrico.
10. Suponha e seja . Todos os valores estão em , (somas de raízes -ésimas da unidade). Para : leva raízes da unidade em raízes da unidade (, Teorema 4.23), de modo que é de novo uma soma de raízes da unidade: ; além disso, é um inteiro algébrico (tem o mesmo polinômio minimal que ). O produto é fixado por todo o grupo de Galois, logo é racional (Teorema 4.21(1)), e é um inteiro algébrico com
(nenhum fator se anula: forçaria ). Isso contradiz a questão 3. Logo ou , e neste último caso é escalar (Proposição 5.6).
11. Ortogonalidade de colunas (): , isto é, . Se todo não trivial com se anulasse em , então, agrupando os demais por seu fator :
um inteiro algébrico — contradizendo a questão 3. Logo algum não trivial tem e ; como , , e a questão 10 torna escalar. Agora, simples não abeliano: é fiel (Exercício 5.6(c)), e é um subgrupo normal (a pré-imagem por dos escalares, que formam um subgrupo normal — de fato central — da imagem) que contém : . Então é abeliana e fiel, tornando abeliano: contradição. Nenhum grupo simples não abeliano tem classe de conjugação de tamanho potência de primo .
12. Seja simples de ordem . Se ( um -grupo): (Teorema 1.12) é normal, logo : abeliano. Caso contrário, tome um -subgrupo de Sylow e (Teorema 1.12 de novo). Então , de modo que a classe de tem tamanho dividindo : uma potência de . Se o tamanho é , : o centro é um subgrupo normal não trivial, logo , abeliano. Se o tamanho é : a questão 11 o proíbe para simples não abeliano. De um jeito ou de outro, um grupo simples de ordem é abeliano ().
13. Indução sobre (: solúvel). Se é simples, a questão 12 o torna abeliano, logo solúvel. Caso contrário, tome um subgrupo normal próprio não trivial: e são de novo da forma e menores, de modo que e são solúveis por indução, e é solúvel (Proposição 1.29). — Com três primos, o passo-chave falha: o índice de um subgrupo de Sylow deixa de ser potência de primo, de modo que a classe de um elemento central de um Sylow não precisa ter tamanho potência de primo. E alguma falha é inevitável: , de ordem , é simples e não solúvel.
14. As classes e os tamanhos são os do Exercício 1.11(a). A -classe de tem tamanho ; se ela permanecesse uma única -classe, a contagem órbita–estabilizador daria , que não é inteiro — concretamente, tem ordem e está dentro de , de modo que a -classe de tem tamanho : a -classe se parte em duas ( e só são conjugados em por uma permutação ímpar).
15. Um único caráter linear: uma representação de grau se fatora através de , e ( é simples não abeliano, e é normal e não trivial — não é abeliano). Logo e com cada . Quadrados disponíveis: . Uma soma de quatro deles igual a : o maior deve ser ( não se ajusta: , , — nenhuma combinação com ou funciona), e (única possibilidade: , , ): graus .
16. (uma órbita — contagem de Burnside), e : contém o caráter trivial uma vez, e seu outro constituinte é um único irredutível. Logo é irredutível, de grau , com valores .
17. Sobre os pares, um elemento fixa se, e somente se, fixa ou troca : as contagens são (), ( fixa ), ( fixa ), . Então : três constituintes irredutíveis, cada um uma vez. E , : logo com irredutível de grau e valores .
18. Escreva para os valores de em , e em ; os quatro são reais ( e são conjugados a seus inversos). Coluna contra a coluna : , de modo que ; coluna consigo mesma: , de modo que ; logo dá e . Coluna contra : dá ; coluna consigo mesma: dá .
19. Coluna contra a coluna : , de modo que . Coluna contra a coluna (classes distintas, ortogonais): , de modo que . Assim resolvem : com . Coerência: — em acordo com a identidade da coluna consigo mesma . A tabela:
20. , usando . Analogamente, . Divisibilidade de Frobenius: dividem todos . Os valores irracionais são a diferença visível em relação a : em , todo elemento é conjugado a todos os geradores de seu grupo cíclico com o mesmo tipo de ciclo — em particular —, forçando valores de caráter racionais (de fato inteiros); em , a partição dos ciclos de comprimento cinco abre a porta para .
21. Um subgrupo normal é uma união de classes, contém , e . As somas candidatas: , , , , , , , , , , , , listando todas as subsomas próprias que contêm : nenhum dos divide , exceto ele próprio: ou . Simplicidade, lida em cinco números. E o critério da questão 11 também está visível: os tamanhos de classe , , são todos compostos de dois primos — nenhuma classe de tamanho potência de primo, exatamente como o critério de Burnside exige de um grupo simples.
22. Uma rotação de de ângulo tem autovalores : traço . Para : , de modo que o traço é . O elemento não trivial de , aplicado entrada a entrada a uma tabela de caracteres, leva caracteres em caracteres (ele comuta com a álgebra que os define: é o caráter da representação obtida transportando as matrizes por nas entradas; ou, abstratamente: as relações de ortogonalidade são -racionais, de modo que permuta suas soluções); fixa (valores racionais) e deve, portanto, trocar e : o segundo caráter de grau carrega os valores conjugados, sem matriz alguma calculada. Geometricamente, as duas representações são a ação icosaédrica e sua composta com um automorfismo externo de (conjugação por uma transposição), que troca as duas classes de ciclos de comprimento cinco.
23. Para , comuta com todo , de modo que, pelo lema de Schur, ; como tem ordem finita, é uma raiz da unidade, e . Então
isto é, . Um grupo não abeliano de ordem ( ou ) tem cinco classes de conjugação, logo cinco graus irredutíveis com ; a única maneira de escrever como soma de cinco quadrados é : graus . Ambos os grupos têm centro de ordem , e o caráter de grau atinge a igualdade: — a cota é atingida. Para , e a cota se lê : satisfeita por com folga (), como tem de ser, já que a igualdade forçaria (pela mesma cadeia) a se anular fora do centro.
24. para a ordem de , de modo que é anulado por , cindido com raízes simples sobre : diagonalizável, com autovalores raízes da unidade, numa base de autovetores . Os produtos () formam uma base de autovetores de com autovalores , e () uma de ; como
e a soma simétrica acrescenta em vez de subtraí-lo, ambas as fórmulas seguem. Para nas classes : elevar ao quadrado leva as transposições duplas a , os três-ciclos em três-ciclos, a classe de sobre a de e reciprocamente ( em , de modo que ). Logo se lê e, usando , :
Decompondo o segundo, com os tamanhos de classe : ; ; ; , e do mesmo modo para . Assim (dimensões ) e (dimensões ). Geometria: o isomorfismo equivariante , , é exatamente para um grupo de rotações; a parcela do quadrado simétrico é a forma quadrática invariante , e vive no espaço de dimensão cinco dos tensores simétricos de traço nulo (quadráticas harmônicas).
25. Coluna de contra a coluna de :
como a ortogonalidade exige para classes distintas (). Coluna de consigo mesma: . Caráter regular nas quatro colunas diferentes da identidade:
nas transposições duplas e nos três-ciclos, e na classe de (a de é sua conjugada de Galois):
usando . A tabela passa por toda auditoria: é a tabela de caracteres de .