Biologia · Glossário

O que é Divisões central e periférica?

Definição 17.7 Biologia universitária — 3.º ano · Capítulo 17 — Organização dos Sistemas Nervosos

O sistema nervoso central é o encéfalo e a medula espinal; o periférico é todo o resto. A medula espinal recebe axônios sensoriais pelas raízes dorsais e envia axônios motores pelas raízes ventrais; sua substância cinzenta é uma borboleta de corpos celulares e sua substância branca são os tratos mielinizados que sobem e descem. O tronco encefálico — bulbo, ponte, mesencéfalo — abriga os núcleos dos nervos cranianos e os centros que mantêm a respiração, a frequência cardíaca e a pressão arterial sem que se pense nisso; a morte do tronco encefálico é a morte. O cerebelo, com mais neurônios que todo o resto do encéfalo, ajusta o tempo e a coordenação do movimento e aprende com o erro. O tálamo retransmite ao córtex todos os sentidos exceto o olfato, e de volta as respostas do córtex; o hipotálamo, abaixo dele, comanda a homeostase — temperatura, fome, sede, o relógio, os eixos endócrinos do Capítulo 21. Os núcleos da base selecionam entre as ações possíveis; o hipocampo fabrica memórias (Capítulo 19); e o córtex cerebral, uma lâmina de seis camadas de células com dois a quatro milímetros de espessura e um quarto de metro quadrado de área, dobrada para caber, faz o resto, em áreas mapeadas para cada sentido e cada movimento e em áreas de associação entre elas. A divisão autônoma do sistema periférico comanda os órgãos: a cadeia simpática, que libera noradrenalina, mobiliza (coração acelerado, intestino parado, pupilas dilatadas); os nervos parassimpáticos, que liberam acetilcolina, poupam e digerem; e o sistema nervoso entérico, meio bilhão de neurônios na parede do intestino, comanda a digestão por conta própria.

O encéfalo dos vertebrados em corte sagital, esquematicamente: o córtex sobre os núcleos profundos, o tálamo e o hipotálamo no centro, o cerebelo atrás, o tronco encefálico continuando na medula.
O encéfalo dos vertebrados em corte sagital, esquematicamente: o córtex sobre os núcleos profundos, o tálamo e o hipotálamo no centro, o cerebelo atrás, o tronco encefálico continuando na medula.

Exemplos

Exemplo 17.10 (Contar neurônios)

Um nematódeo tem 302302 neurônios, cada um deles nomeado e cada sinapse mapeada; uma mosca-das-frutas, 1.4×1051.4\times 10^{5}; uma abelha, 10610^{6}; um camundongo, 7×1077\times 10^{7}; um polvo, 5×1085\times 10^{8}; um humano, 8.6×10108.6\times 10^{10}; um elefante, 2.6×10112.6\times 10^{11}, a maioria deles em seu cerebelo. A massa encefálica escala com a massa corporal entre os mamíferos aproximadamente como MenceˊfaloMcorpo0.75M_{\text{encéfalo}} \propto M_{\text{corpo}}^{0.75}, de modo que o encéfalo de um camundongo é uma fração maior de seu corpo que o de um elefante; as espécies acima da linha para seu tamanho — golfinhos, primatas, humanos por um fator sete — são ditas encefalizadas. O que melhor acompanha a cognição não é a massa encefálica, mas o número de neurônios do córtex cerebral: cerca de 1.6×10101.6\times 10^{10} num humano, 5.6×1095.6\times 10^{9} no elefante, cujo encéfalo é três vezes maior, 2×1092\times 10^{9} num chimpanzé. O encéfalo humano não é especial em suas células nem em seu plano; ele tem mais neurônios corticais que qualquer outro, empacotados mais densamente, e é o número, e não o peso, que parece contar.

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