Uma espécie-chave é aquela cujo efeito sobre a comunidade é desproporcional à sua abundância ou à sua biomassa: retire-a e a estrutura da comunidade muda, em geral porque ela controla um competidor dominante. Uma cascata trófica é a propagação de um efeito ao longo de uma cadeia alimentar por mais de um nível: a presença de um predador reduz os herbívoros, o que aumenta as plantas; sua remoção faz o contrário. As cascatas mostram que as comunidades são estruturadas tanto de cima quanto de baixo (pela produtividade, Capítulo 26).
Exemplos
Exemplo 27.15 (Lobos, alces e salgueiros)
Os lobos foram exterminados de um grande parque de montanha na década de 1920; seus alces se multiplicaram e reduziram a tocos os salgueiros e os álamos ao longo dos rios; os castores, que precisam de salgueiro, minguaram; as aves canoras perderam seus matagais. Quando os lobos foram reintroduzidos em 1995, os alces declinaram e, mais importante, passaram a evitar os fundos de vale onde ficavam vulneráveis; os salgueiros voltaram a crescer, os castores voltaram e construíram represas, e as áreas alagadas que fizeram trouxeram de volta peixes, anfíbios e aves. A cascata correu de um carnívoro, por um herbívoro, até as plantas, e daí a uma dúzia de espécies que nunca encontraram um lobo — com o clima, a caça e outros predadores contribuindo, de modo que a parcela dos lobos na mudança ainda é debatida.