Biologia universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1
26Ecossistemas e estrutura trófica
Uma nascente numa planície calcária verte uma água tão límpida que cada planta, cada peixe e cada tartaruga nela pode ser contado de um barco. A luz do sol cai sobre a erva-marinha a milhão de quilocalorias por metro quadrado por ano; a erva armazena um por cento disso; os caramujos e as tartarugas que a comem recebem um sexto daquilo; os peixes que comem os caramujos, um décimo de novo; e a única garça no topo vive de um centésimo de milésimo do que caiu sobre a água. Todo ecossistema é construído assim: uma corrente de energia que entra uma vez, passa dos comedores aos comidos e sai como calor, enquanto a matéria que ela move é reciclada. Este capítulo define o ecossistema e suas partes, o nicho que cada espécie ocupa, os níveis tróficos e as teias alimentares por onde a energia flui, a produtividade que fixa o tamanho do conjunto, e as maneiras de contar quantos tipos de seres nele vivem.
26.1 Ecossistema e nicho
Definição 26.1 (Ecossistema, biótopo, comunidade)
Um ecossistema é o conjunto dos organismos que vivem num lugar definido, junto com o ambiente físico que ocupam e com o qual trocam: a comunidade (ou biocenose) — todas as populações de todas as espécies — e o biótopo — o solo, a água, o ar, a luz e o clima. Seus limites são escolhidos conforme a pergunta: um tronco em decomposição, uma lagoa, uma floresta, uma bacia oceânica, a biosfera inteira. Um ecossistema é um sistema aberto (Capítulo 1): a energia flui através dele, a matéria circula dentro dele e através das suas fronteiras, e sua estrutura é o padrão de quem come quem.
Definição 26.2 (Hábitat, nicho)
O hábitat de uma espécie é onde ela vive; seu nicho é como ela vive: o conjunto completo das condições que tolera e dos recursos que usa — temperatura, umidade, luz, alimento, hora de atividade, locais de nidificação —, cada um deles uma dimensão ao longo da qual a espécie ocupa uma faixa. O nicho fundamental é a faixa que ela poderia ocupar sozinha; o nicho realizado, a parte que ela de fato ocupa na presença de competidores e predadores (Capítulo 27). Duas espécies com o mesmo nicho não podem coexistir muito tempo num mesmo lugar; os nichos das espécies que coexistem diferem, e a comunidade é um conjunto de nichos encaixados uns nos outros.
Exemplo 26.3 (Cinco mariquitas num mesmo abeto)
Cinco espécies de pequenas mariquitas insetívoras nidificam nas mesmas florestas de abetos e comem os mesmos insetos; observadas de perto, cada uma forrageia numa parte diferente da árvore — o topo, as acículas novas de fora, os ramos médios, o tronco e os ramos baixos, o chão por baixo — e a alturas e horas diferentes. Seu hábitat é um só; seus nichos são cinco, e a floresta abriga cinco espécies onde o alimento sozinho sugeriria uma.
26.2 Estrutura trófica
Definição 26.4 (Produtores, consumidores, decompositores)
Os organismos de um ecossistema são agrupados pelo que comem em níveis tróficos. Os produtores (autótrofos: plantas, algas, cianobactérias, bactérias quimiossintéticas) fabricam matéria orgânica a partir da inorgânica; são o primeiro nível. Os consumidores a comem: os consumidores primários (herbívoros) comem produtores, os consumidores secundários (carnívoros) comem herbívoros, os consumidores terciários comem carnívoros; os onívoros comem em vários níveis. Os decompositores (bactérias, fungos) e os detritívoros (minhocas, tatuzinhos, besouros do esterco) vivem de matéria morta e dos dejetos de todos os níveis, e devolvem seus minerais ao solo e à água para que os produtores voltem a captá-los — o elo que fecha o ciclo da matéria.
Definição 26.5 (Cadeia alimentar, teia alimentar)
Uma cadeia alimentar é uma sequência de organismos em que cada um come o anterior: capim, gafanhoto, rã, cobra, gavião. Numa comunidade real cada espécie come várias e é comida por várias, e as cadeias se entrelaçam numa teia alimentar, cujas setas apontam do comido para o comedor — no sentido da energia. As cadeias são curtas: raramente mais de quatro ou cinco elos, por uma razão que a próxima seção dá.
26.3 O fluxo de energia
Definição 26.6 (Produtividade)
A produtividade primária bruta (PPB) de um ecossistema é a velocidade com que seus produtores fixam energia por fotossíntese, por unidade de área e de tempo (, ou gramas de carbono ou de matéria seca); a produtividade primária líquida (PPL) é o que resta depois da respiração dos próprios produtores — a matéria orgânica de fato posta à disposição do resto do sistema. A produtividade secundária é a velocidade com que os consumidores constroem sua própria biomassa a partir do que comem. A biomassa é o estoque presente, a massa existente num dado momento; a produtividade é um fluxo, a biomassa um estoque, e a razão entre as duas é o tempo de renovação.
Teorema 26.7 (A regra dos dez por cento)
Da energia que entra num nível trófico como alimento, apenas cerca de um décimo — entre e — chega ao nível seguinte como alimento dele. O resto não é comido, não é assimilado (sai nas fezes) ou é respirado pelo próprio nível. A energia disponível cai, portanto, dez vezes por nível, e é por isso que as cadeias alimentares raramente passam de quatro ou cinco elos, e que a biomassa e o número dos predadores de topo são pequenos.
Demonstração parcial. A energia assimilada por um nível é o que ele come menos o que excreta; disso, a respiração toma o que o nível gasta para viver (Capítulo 1), e só o restante — seu crescimento e sua reprodução — fica disponível para ser comido. Cada uma das três frações (comida, assimilada, convertida em biomassa) é bem inferior a um: para um herbívoro num prado, cerca de do crescimento das plantas é comido, disso é assimilado e disso é convertido em carne, o que dá ; para um carnívoro, que come e assimila uma parte maior da presa, cerca de . A regra é uma regularidade observada, e não uma lei; sua magnitude é a que as medidas dão. ∎
Evidências. Lindeman (1942) mediu, num lago pequeno, a energia fixada pelo plâncton e a energia retida e respirada em cada nível acima dele, e encontrou cada nível passando adiante cerca de um décimo. Odum (1957) traçou o balanço completo de uma nascente da Flórida: de por metro quadrado por ano de luz solar, os produtores fixaram (bruto), respiraram e deixaram líquidos; os herbívoros tomaram e passaram aos carnívoros; os carnívoros passaram aos carnívoros de topo. As eficiências foram , , e — a regra dos dez por cento dentro de um fator dois em cada etapa. ∎
Proposição 26.8 (Pirâmides)
Empilhar os níveis tróficos dá uma pirâmide. Uma pirâmide de energia (fluxo por nível) é sempre direita: cada nível só pode passar adiante menos do que recebeu. Uma pirâmide de biomassa (estoque presente) costuma ser direita, mas pode ser invertida: em mar aberto o fitoplâncton, comido tão depressa quanto cresce, pesa menos em cada momento do que o zooplâncton que vive dele, porque se renova em dias enquanto os animais duram meses. Uma pirâmide de números pode ter qualquer forma: um carvalho alimenta milhares de lagartas. A energia é a medida honesta.
Método 26.9 (Traçar um balanço energético)
- Meça a PPB: por trocas gasosas (oxigênio liberado ou captado por uma parcela ou por um frasco na luz e no escuro: luz menos escuro dá a bruta, luz sozinha dá a líquida), ou por colheita (biomassa ganha por ano mais o que foi comido e perdido).
- Meça, para cada nível de consumidores, a ingestão (o que ele come), a assimilação (ingestão menos fezes), a respiração (seu consumo de oxigênio) e a produção (crescimento mais descendentes assimilação menos respiração).
- Eficiência trófica entre níveis produção do nível superior produção do inferior. Verifique que respiração mais produção mais decomposição de cada nível somam a sua assimilação.
- Converta para unidades comuns (, ou gramas de carbono a cerca de ) e desenhe a pirâmide; a soma de todas as respirações deve aproximar-se da PPB ao longo de um ano num ecossistema estacionário.
Exemplo 26.10 (Por que o topo é fino)
Um quilômetro quadrado de savana produz cerca de de capim por ano; os herbívoros o convertem em de antílope e búfalo; os leões, em de leão — um ou dois animais. Para alimentar um tigre, uma floresta tem de ser grande o bastante para que seu décimo de um décimo de um décimo da luz solar dê um veado inteiro por semana: cem quilômetros quadrados por tigre, e é por isso que os grandes carnívoros são raros, percorrem grandes distâncias e desaparecem primeiro quando um hábitat encolhe.
Proposição 26.11 (A produtividade dos biomas)
A produtividade primária líquida por unidade de área é fixada pela luz, pela temperatura, pela água e pelos nutrientes: floresta tropical úmida g de matéria seca por metro quadrado por ano; floresta temperada e terras cultivadas ; campos ; tundra e deserto abaixo de ; o oceano aberto cerca de (luz abundante, nutrientes escassos); costas de ressurgência e recifes . O oceano, dois terços do planeta, contribui com cerca de metade da produção global; as florestas, um décimo das terras emersas, contribuem com um terço da produção terrestre. Onde a água e os nutrientes são fartos, a produtividade acompanha a luz e o calor; onde não são, acompanha a eles.
26.4 Contar a diversidade
Definição 26.12 (Riqueza de espécies, índice de diversidade)
A riqueza de espécies de uma comunidade é o número de espécies nela. A riqueza sozinha ignora a abundância: um bosque com cem carvalhos e um exemplar de cada uma de nove outras árvores é menos diverso do que um com dez de cada. O índice de Shannon
onde é a fração de indivíduos pertencentes à espécie , cresce tanto com a riqueza quanto com a equitabilidade; vale quando todas as espécies são igualmente abundantes e é quase nulo quando uma domina. A equitabilidade é . A diversidade em geral cresce dos polos para os trópicos, com a área, com o tempo desde a última perturbação, e com a produtividade do local até certo ponto.
Método 26.13 (Amostrar uma comunidade)
- Amostre com um método adequado aos organismos (quadrados, redes, armadilhas, transectos) e registre o número de indivíduos de cada espécie.
- Trace o número de espécies encontradas contra o número de amostras (ou de indivíduos): a curva sobe depressa e depois se achata; onde ela se achata, a riqueza está quase completa. Compare comunidades apenas com esforço de amostragem igual.
- Calcule e a equitabilidade; compare com o gráfico de posto–abundância (espécies ordenadas por abundância, em escala logarítmica), cuja inclinação mostra a dominância.
- Interprete: equitabilidade baixa aponta para uma espécie dominante ou para um estresse; uma queda de ao longo do tempo aponta para uma mudança no biótopo.
Exemplo 26.14 (Dois bosques)
Bosque A: 100 carvalhos e um exemplar de cada uma de nove outras árvores; , equitabilidade . Bosque B: dez de cada uma das mesmas dez espécies; , equitabilidade 1. Mesma riqueza, cinco vezes a diversidade.
26.5 Exercícios
Exercício 26.1 ★
Defina ecossistema, comunidade e biótopo, com o exemplo de uma lagoa.
Solução
Solução de Exercício 26.1.
O ecossistema da lagoa é a comunidade — todas as suas populações: algas, elódeas, caramujos, larvas de insetos, rãs, peixes, bactérias — junto com o biótopo: a água, sua temperatura, a luz, os gases dissolvidos e os minerais, o lodo.
Exercício 26.2 ★
Distinga hábitat de nicho, e nicho fundamental de nicho realizado.
Solução
Solução de Exercício 26.2.
Hábitat: o lugar onde a espécie vive (uma floresta de abetos). Nicho: seu modo de viver ali — o que come, quando, em que parte da árvore, o que tolera. Nicho fundamental: a faixa que ela poderia ocupar sozinha; realizado: o que os competidores e os predadores lhe deixam.
Exercício 26.3 ★
A partir da pirâmide energética da nascente, calcule a eficiência da luz solar até a produção bruta, e a fração da produção líquida que os herbívoros tomaram.
Solução
Solução de Exercício 26.3.
; os herbívoros tomaram da produção líquida.
Exercício 26.4 ★
Nomeie os quatro grupos tróficos e diga qual deles fecha o ciclo da matéria.
Solução
Solução de Exercício 26.4.
Produtores, consumidores (primários, secundários, terciários), decompositores, detritívoros; os decompositores, que devolvem os minerais da matéria morta aos produtores.
Exercício 26.5 ★★
A PPL de um prado é (). Os coelhos comem dela, assimilam do que comem e convertem do que assimilam em coelho. Calcule a produção de coelho por hectare e a eficiência trófica da PPL ao coelho.
Solução
Solução de Exercício 26.5.
PPL ; comido ; assimilado ; coelho , isto é, por hectare ( de coelho a ). Eficiência .
Exercício 26.6 ★★
Explique por que uma pirâmide de biomassa pode ser invertida no mar mas uma pirâmide de energia nunca é.
Solução
Solução de Exercício 26.6.
A biomassa é um estoque: um fitoplâncton comido tão depressa quanto cresce não precisa acumular-se, e por isso o estoque presente de produtores pode ser menor do que o dos animais de vida mais longa que dele se alimentam. A energia é um fluxo: cada nível recebe do de baixo tudo o que jamais terá e tem de perder parte disso como calor, de modo que o fluxo só pode encolher para cima.
Exercício 26.7 ★★
Calcule o índice de Shannon e a equitabilidade para uma amostra de 50 A, 30 B, 15 C e 5 D. Compare com quatro espécies com 25 cada.
Solução
Solução de Exercício 26.7.
: ; equitabilidade . Quatro com 25 cada: , equitabilidade 1.
Exercício 26.8 ★★
Numa experiência de frascos claro e escuro, o oxigênio do frasco claro sobe num dia e o do frasco escuro cai . Calcule a produtividade bruta e a líquida da água em miligramas de oxigênio por litro por dia, e em gramas de carbono ( de de C).
Solução
Solução de Exercício 26.8.
Líquida de por litro por dia; respiração ; bruta . Em carbono: bruta , líquida de C por litro por dia.
Exercício 26.9 ★★
Por que não há cadeias alimentares de dez elos, e por que as ilhas e os desertos têm cadeias mais curtas do que as florestas?
Solução
Solução de Exercício 26.9.
Cada elo guarda um décimo: dez elos deixariam um bilionésimo da produção primária, pouco demais para alimentar um único animal em qualquer área. Onde a produção é baixa (deserto) ou a área é pequena (ilha), o décimo de um décimo se esgota depois de menos elos; a produção alta de uma floresta sustenta um ou dois a mais.
Exercício 26.10 ★★★
Um ser humano pode comer o grão diretamente ou dá-lo ao gado. Com uma eficiência trófica de para o gado, calcule a terra necessária para alimentar uma pessoa com carne bovina e com grão, se o campo rende de grão por hectare e uma pessoa precisa de por ano. O que isso diz sobre o nível trófico humano e sobre a capacidade de suporte do planeta?
Solução
Solução de Exercício 26.10.
Grão: exige um sexto de hectare. Carne bovina: de energia em carne exige de grão, hectares — dez vezes a terra. Comer no segundo nível custa o equivalente a um nível de energia; um planeta alimenta dez vezes mais gente com grão do que com carne alimentada a grão, e o nível trófico humano, na média das dietas, é um termo importante da capacidade de suporte.
Exercício 26.11 ★★★
O oceano aberto tem uma PPL baixa por metro quadrado mas metade da produção mundial. Concilie as duas coisas, e explique por que as pescarias do oceano se concentram em poucos por cento da sua área.
Solução
Solução de Exercício 26.11.
Por metro quadrado o oceano é um deserto, mas cobre dois terços do planeta, e por isso uma taxa baixa vezes uma área enorme dá metade do total. Sua produção é limitada pelos nutrientes, que afundam para fora da camada iluminada; onde as correntes os trazem de volta à superfície (ressurgências costeiras, plataformas), a produção é dez vezes maior, e é aí, em poucos por cento do mar, que se concentram os peixes e as pescarias.
Exercício 26.12 ★★★
“Um ecossistema é uma máquina para transformar luz solar em calor, com a vida como subproduto.” Discuta num parágrafo: fluxo de energia contra ciclo da matéria, o que fazem os decompositores, e o que a frase deixa de fora.
Solução
Solução de Exercício 26.12.
A energia entra como luz, atravessa alguns níveis de organismos e sai inteiramente como calor: nesse sentido o ecossistema de fato transforma luz solar em calor, e os decompositores, que respiram tudo o que os consumidores não respiraram, são o destino da maior parte dela. Mas a matéria não é consumida: carbono, nitrogênio e fósforo circulam, devolvidos aos produtores pelos mesmos decompositores, e por isso o sistema persiste; e os organismos não são um subproduto, mas a estrutura que organiza o fluxo — os nichos, as teias e as pirâmides são o que a energia constrói ao passar. A frase acerta a termodinâmica e perde a biologia.
26.6 Problema: O balanço de uma nascente
Problema 26.1
Problema de fim de semana — a nascente de Odum traçada nível a nível: do sol ao capim, do capim ao caramujo, do caramujo ao peixe, do peixe à garça, com a respiração e os decompositores, terminando nas eficiências tróficas de cada nível
Uma nascente recebe de luz solar por metro quadrado por ano. Seus produtores fixam (bruto) e respiram . Os herbívoros comem de matéria vegetal, dos quais assimilam , respiram e convertem o resto em crescimento e descendentes. Os carnívoros comem , respiram e produzem o resto; os carnívoros de topo comem , respiram e produzem . Tudo o que não é comido nem respirado vai para os decompositores, que o respiram. Tome e por grama de biomassa seca.
Parte I — Os produtores.
- Calcule a produtividade primária líquida.
- Calcule a eficiência da fotossíntese: produção bruta sobre luz solar. Compare com os do Capítulo 14 e liste três perdas que os separam.
- Que fração da produção bruta os produtores respiram?
- Quanto da produção líquida é comido pelos herbívoros, e quanto vai diretamente para os decompositores?
- Exprima a PPL em gramas de matéria seca por metro quadrado por ano e situe a nascente entre os biomas do capítulo.
- Quanto da luz solar, por metro quadrado e por ano, deixa a nascente como calor sem nunca ter passado por um organismo vivo?
Parte II — Os consumidores.
- Calcule a produção dos herbívoros e sua eficiência de assimilação (assimilado/comido).
- Calcule a eficiência de produção dos herbívoros (produção/assimilado).
- Calcule a eficiência trófica dos produtores aos herbívoros: produção dos herbívoros sobre produção primária líquida.
- Calcule a produção dos carnívoros e a eficiência trófica dos herbívoros aos carnívoros.
- Calcule a eficiência trófica dos carnívoros aos carnívoros de topo.
- Quanta energia por metro quadrado por ano chega aos próprios tecidos do carnívoro de topo? Que fração da luz solar é isso?
- Por que a eficiência de assimilação sobe dos herbívoros para os carnívoros?
Parte III — Os decompositores e o balanço.
- Liste todos os fluxos que vão para os decompositores (produção líquida não comida, fezes dos herbívoros e produção dos herbívoros não comida, e assim por diante) e some-os.
- Calcule a respiração total do ecossistema: produtores, herbívoros, carnívoros, carnívoros de topo e decompositores.
- Compare-a com a produção bruta. O que a comparação significa para a biomassa da nascente ao longo de um ano?
- Que fração da produção bruta é respirada pelos decompositores?
- Desenhe a pirâmide de energia com a produção dos quatro níveis e indique as eficiências.
Parte IV — Estoques, renovação e mudança. A biomassa presente é de de produtores, de herbívoros, de carnívoros e de carnívoros de topo.
- Converta cada biomassa em quilocalorias e desenhe a pirâmide de biomassa. Ela é direita?
- Calcule o tempo de renovação (biomassa/produção) de cada nível. Qual se renova mais depressa, e por quê?
- Uma garça de vive da produção de carnívoros de topo da nascente. De quantos metros quadrados ela precisa?
- A nascente é enriquecida com fertilizante e sua produção bruta duplica, mas os herbívoros não conseguem comer mais depressa. O que acontece com a produção excedente, com a respiração dos decompositores e com o oxigênio da água à noite?
- É introduzido um peixe novo que come os ovos dos herbívoros e reduz à metade a produção deles. Preveja a produção dos carnívoros e o número de garças, e o destino da erva-marinha.
- Explique por que retirar os carnívoros de topo mudaria a erva-marinha muito mais do que retirar o equivalente em energia de herbívoros.
- Enuncie o resultado: as eficiências tróficas em cada uma das três transferências, a eficiência da luz solar à produção bruta, e a fração da energia do sol que chega aos carnívoros de topo.
Solução
Solução de Problema 26.1.
1. por metro quadrado por ano. 2. . Perdas: luz não absorvida (metade do espectro, reflexão, água), folhas saturadas em pleno sol ou sombreadas, fotorrespiração, e a respiração das próprias plantas (já contada entre o bruto e o líquido). 3. . 4. Comido ; diretamente para os decompositores, . 5. : como uma floresta temperada ou um campo rico. 6. , do total: refletida, transmitida, ou absorvida pela água e pela rocha e reirradiada como calor. 7. Produção ; eficiência de assimilação . 8. . 9. ( se calculada sobre o que foi comido, ). 10. Produção dos carnívoros ; eficiência (eles comeram dos produzidos). 11. . 12. ; , alguns milionésimos. 13. A carne é digerível e próxima em composição do que a come; a matéria vegetal é fibrosa e em boa parte indigerível, de modo que um herbívoro perde nas fezes uma parte maior do que ingere. 14. Produção líquida não comida ; fezes dos herbívoros ; produção dos herbívoros não comida ; fezes dos carnívoros (a assimilação não é dada; tome comido menos respirado menos produção , tudo assimilado) e produção dos carnívoros não comida ; produção dos carnívoros de topo : total . 15. . 16. Igual à produção bruta: a nascente está em estado estacionário e não armazena biomassa de um ano para o outro. 17. (a maior parte do resto é a respiração dos próprios produtores). 18. Produtores , herbívoros , carnívoros , carnívoros de topo ; eficiências , , . 19. , , , : direita, cada nível um décimo ou menos do de baixo. 20. Produtores ano; herbívoros ano; carnívoros ano; carnívoros de topo anos. As plantas se renovam mais depressa: tecido de vida curta, pastado continuamente; os carnívoros de topo são animais de vida longa cujo estoque se renova devagar. 21. Uma garça de tem cerca de secos, , e precisa aproximadamente disso em produção a cada ano para repor a si mesma e à sua prole: de nascente — na prática muito mais, pois ela também respira: a por dia, por ano de ingestão, isto é, do nível abaixo dela (produção de carnívoros ), o que corresponde ao território de uma garça. 22. A produção líquida excedente não é comida e vai para os decompositores, cuja respiração duplica; à noite, sem fotossíntese, a demanda de oxigênio deles pode esvaziar a água de oxigênio e matar os peixes — a eutrofização. 23. A produção dos herbívoros cai para : os carnívoros recebem metade do alimento, sua produção cai rumo a , a dos carnívoros de topo rumo a 3, e há menos garças; a erva-marinha, menos pastada, adensa-se e uma parte maior dela vai sem ser comida para os decompositores. 24. A energia dos carnívoros de topo é ínfima, mas seu efeito recai sobre o número de carnívoros, que controla os herbívoros, que controlam o capim: retirá-los deixa os carnívoros subirem, os herbívoros caírem e o capim crescer — uma cascata através da teia (Capítulo 27); retirar algumas quilocalorias de herbívoros não muda nada além de algumas quilocalorias. 25. Produtores a herbívoros (da PPL; do que foi comido), herbívoros a carnívoros , carnívoros a carnívoros de topo ; luz solar a produção bruta ; alguns milionésimos da luz solar terminam nos carnívoros de topo.