Uma parte de um espaço afim é convexa quando contém todo baricentro com pesos não negativos de seus pontos — equivalentemente, todo segmento entre seus pontos. A envoltória convexa é o conjunto de todos os baricentros com pesos não negativos de pontos de — o menor convexo que contém .
Exemplos
Exemplo 17.12 (Os epígrafos são conjuntos convexos)
A região acima da parábola é convexa: para e , a desigualdade de convexidade da função quadrado dá
de modo que o baricentro permanece acima da parábola. O cálculo é geral: é convexo exatamente quando é uma função convexa — os conjuntos convexos e as funções convexas (Capítulo 8) são duas faces de uma só noção, sendo os epígrafos o dicionário. Essa é a razão geométrica pela qual existem retas de suporte para funções convexas, fato que demonstrará a desigualdade de Jensen no Capítulo 22.
Exemplo 17.13 (Geradores redundantes de uma envoltória convexa)
Seja . O quinto ponto é o baricentro
de modo que ele já está na envoltória dos outros quatro: é o quadrado com os quatro cantos como vértices. Em geral, um ponto de que é um baricentro de pesos não negativos dos outros pontos de pode ser apagado sem mudar a envoltória; os pontos que nunca podem ser apagados (aqui os quatro cantos) são os pontos extremos da envoltória. Determiná-los é um puro cálculo de baricentros: , digamos, não pode ser escrito como dos pontos restantes com pesos não negativos, porque a primeira coordenada forçaria todo o peso sobre pontos com , e a segunda coordenada então falha. As questões de convexidade se reduzem, vez após vez, a resolver pequenos sistemas ponderados.