Sejam pontos ponderados com . O baricentro é o único ponto com
Os baricentros são associativos (subgrupos de pontos podem ser substituídos por seu baricentro parcial com o peso somado) e invariantes por reescalamento de todos os pesos.
Exemplos
Exemplo 17.7 (Geometria baricêntrica clássica)
O centroide de um triângulo é o baricentro . A associatividade com o ponto médio mostra que
está na mediana a dois terços dela — e o mesmo para as outras duas medianas: as três medianas são concorrentes, em uma linha de cálculo baricêntrico.
Exemplo 17.8 (As bimedianas de um quadrilátero)
Seja um quadrilátero qualquer (plano ou não!) e considere suas bimedianas: os segmentos que unem os pontos médios de lados opostos, e . Introduza o baricentro de e agrupe os pesos de duas maneiras:
é o ponto médio de ambas as bimedianas — de modo que as duas bimedianas sempre se bissectam, e o quadrilátero dos quatro pontos médios é um paralelogramo (suas diagonais são as bimedianas). Sem análise de casos, sem coordenadas, e o argumento sobrevive intacto para um quadrilátero reverso em , em que uma demonstração baseada em figura já seria delicada: a associatividade não se importa com a dimensão.
Exemplo 17.12 (Os epígrafos são conjuntos convexos)
A região acima da parábola é convexa: para e , a desigualdade de convexidade da função quadrado dá
de modo que o baricentro permanece acima da parábola. O cálculo é geral: é convexo exatamente quando é uma função convexa — os conjuntos convexos e as funções convexas (Capítulo 8) são duas faces de uma só noção, sendo os epígrafos o dicionário. Essa é a razão geométrica pela qual existem retas de suporte para funções convexas, fato que demonstrará a desigualdade de Jensen no Capítulo 22.