Para subespaços de :
é um subespaço (o menor que contém ). A soma é direta, escrita , quando todo elemento de se decompõe de modo único como ; equivalentemente (veja abaixo) quando . Quando , os subespaços são suplementares em .
Exemplos
Exemplo 18.8 (Uma soma de duas retas)
Em , sejam e . A sua soma é
o plano pela origem que contém as duas retas. Ele é estritamente maior do que a união (a mera cruz das duas retas): o vetor está na soma mas em nenhuma das duas retas. E (um vetor comum exigiria , cujas duas primeiras coordenadas forçam ): a soma é direta, e é exatamente aquele plano.
Exemplo 18.11
Em , as funções pares e as funções ímpares são suplementares: toda se escreve
e uma função ao mesmo tempo par e ímpar é nula. (Aplicado a , isto é o par do Capítulo 4.)
Exemplo 18.12 (Um par suplementar em )
Fixe e ponha , (as constantes). Então . De fato consiste nas constantes que se anulam em , isto é, ; e todo se decompõe como
Vale a pena memorizar a decomposição: subtrair o valor num ponto é a maneira padrão de projetar sobre as “funções que se anulam em ”. Note que é um subespaço grande e um pequeno; um par suplementar não precisa ser equilibrado em sentido algum.