O momento (ou torque) em relação a um ponto de uma força aplicada em é o vetor
perpendicular ao plano de e , de norma , em que — o braço de alavanca — é a distância de à linha de ação de . O momento em relação a um eixo orientado (vetor unitário ) que passa por é o escalar , independente da escolha de sobre ; ele se anula se for paralela a ou o encontrar. Duas forças opostas sobre linhas de ação diferentes formam um binário, cujo momento é o mesmo em relação a todos os pontos.
Exemplos
Exemplo 15.2 (A porta)
Um empurrão de perpendicular a uma porta, a das dobradiças, tem momento em relação ao eixo das dobradiças; o mesmo empurrão a , ; ao longo da porta (linha de ação passando pelas dobradiças), zero. A reação da própria dobradiça, que encontra o eixo, não tem momento em relação a ele: é isso que faz do eixo o lugar natural para tomar momentos.
Exemplo 15.6 (O pêndulo pelos momentos)
Pêndulo simples, com eixo pelo pivô e perpendicular ao plano de oscilação: ; a tensão encontra o eixo (momento nulo) e o momento do peso vale (braço de alavanca , restaurador). O teorema dá , a equação do Exemplo 12.12 sem jamais escrever a tensão — a principal vantagem dos momentos: as forças que passam pelo eixo desaparecem.
Exemplo 15.10 (A patinadora)
De braços abertos, o corpo de uma patinadora tem mais dois braços de a : . Braços recolhidos (): . A reação do gelo e o peso não têm momento em relação ao eixo vertical: se conserva e a taxa de giro sobe por — de para voltas por segundo — enquanto a energia cinética sobe pelo mesmo fator, paga pelos músculos que recolhem os braços.