As derivadas parciais de em são as derivadas de uma variável ao longo dos eixos:
é de classe em quando ambas existem e são contínuas em . O gradiente é .
Exemplos
Exemplo 25.10 (Curvas de nível e gradientes, numa só função)
Tome . Os seus conjuntos de nível: é uma hipérbole aberta para a esquerda e para a direita se , e para cima e para baixo se , e o par de retas cruzadas para — o mapa de contornos de um colo de montanha, com o ponto de sela na origem, onde as duas retas de nível zero se cruzam. Gradiente: . No ponto (no nível ): , ao passo que o vetor tangente da curva de nível, parametrizada perto desse ponto por , é em — e de fato
gradiente perpendicular ao contorno, apontando para valores mais altos de (aqui: afastando-se do eixo ). Mais duas leituras: o gradiente anula-se exatamente na sela, onde o mapa de contornos se estrangula; e a reta tangente à curva de nível em é , isto é, — a equação “” que generaliza a tangente à elipse do Exercício 24.11.
Exemplo 25.16 (Um estudo de quatro pontos, por extenso)
. Gradiente:
Pontos críticos: se , a segunda equação dá ; se , a primeira dá ; se , resolva , : . Quatro pontos: , , , . Derivadas segundas: , , .
- : , , : , : máximo local, .
- : , : : sela; do mesmo modo () e : três selas.
O máximo é apenas local: . Verificação de simetria: , e de fato o conjunto crítico e a classificação são simétricos em . Interpretação: entre os retângulos com folga , , o produto das três “partes” de é máximo quando as partes são iguais — uma sombra em duas variáveis do princípio das médias aritmética e geométrica.