Matemática · Glossário

O que é Operações com conjuntos?

Também chamado de: conjunto · conjunto das partes

Definição 1.16 Matemática universitária — Graduação 1 · Capítulo 1 — Lógica, Conjuntos e Aplicações

Tomamos como primitivas a noção de conjunto e a relação de pertinência xEx \in E. Para conjuntos A,BA, B dentro de um conjunto ambiente EE:

  • inclusão: ABA \subseteq B quando x, xA    xB\forall x,\ x \in A \implies x \in B; igualdade A=BA = B quando ABA \subseteq B e BAB \subseteq A;
  • união ABA \cup B, interseção ABA \cap B, diferença AB={xA:xB}A \setminus B = \{x \in A : x \notin B\}, complementar A=EA\overline{A} = E \setminus A;
  • o conjunto vazio \emptyset, contido em todo conjunto;
  • o conjunto das partes P(E)\mathcal{P}(E): o conjunto de todos os subconjuntos de EE;
  • o produto E×FE \times F: o conjunto dos pares ordenados (x,y)(x, y) com xEx \in E, yFy \in F.

Exemplos

Exemplo 1.17 (Familiarizando-se com o conjunto das partes)

Para E={a,b}E = \{a, b\}:

P(E)={, {a}, {b}, {a,b}},\mathcal P(E) = \bigl\{\, \emptyset,\ \{a\},\ \{b\},\ \{a, b\} \,\bigr\},

quatro elementos — e note a disciplina de níveis: aEa \in E, mas {a}P(E)\{a\} \in \mathcal P(E); as proposições aP(E)a \in \mathcal P(E) e {a}P(E)\{a\} \subseteq \mathcal P(E) são ambas falsas tal como escritas (a segunda exigiria que aa fosse um subconjunto de EE). Iterando a partir do nada: P()={}\mathcal P(\emptyset) = \{\emptyset\} tem um elemento, P(P())={,{}}\mathcal P(\mathcal P(\emptyset)) = \{\emptyset, \{\emptyset\}\} tem dois, o seguinte tem quatro — conjuntos de conjuntos são conjuntos como quaisquer outros, e o Capítulo 2 confirmará o padrão de duplicação: P(E)=2E\abs{\mathcal P(E)} = 2^{\abs E}. Manter os níveis (xx, {x}\{x\}, {{x}}\{\{x\}\}) bem separados é metade da batalha em exercícios como o Exercícios 1.11 e 1.12.

Exemplo 1.27 (O ponto (2) não pode ser reforçado)

Na Proposição 1.26 (2), não se pode reforçar as conclusões: gfg \circ f bijetiva não obriga ff a ser sobrejetiva nem gg a ser injetiva. Tome E=G={1}E = G = \{1\}, F={1,2}F = \{1, 2\}, com f(1)=1f(1) = 1 e g(1)=g(2)=1g(1) = g(2) = 1: então gf=idEg \circ f = \mathrm{id}_E é bijetiva e, no entanto, ff não atinge o elemento 22 e gg colapsa os dois elementos. A moral é uma regra precisa de escrituração: a informação da composta flui para a aplicação interna no caso da injetividade e para a aplicação externa no caso da sobrejetividade, nunca no sentido contrário. (O Exercício 1.9 constrói o mesmo fenômeno com conjuntos infinitos, onde ele é o motor por trás das inversas unilaterais.)

Exemplo 1.32

Em Z\Z, a congruência módulo nn (xy(modn)x \equiv y \pmod n quando nn divide xyx - y) é uma relação de equivalência; suas classes são os nn conjuntos de inteiros com um dado resto na divisão por nn. Este exemplo torna-se o anel Z/nZ\Z/n\Z no Capítulo 7.

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