O adjuntou∗ de u∈L(E) define-se por ⟨u∗(x),y⟩=⟨x,u(y)⟩; numa base ortonormal, Mat(u∗)=AT=:A† (transposta conjugada) — de fato, se B=(bij) é a matriz de u∗ na base ortonormal (ei), então bij=⟨ei,u∗(ej)⟩, e a identidade de definição dá
bij=⟨u∗(ej),ei⟩=⟨ej,u(ei)⟩=aji,logoB=AT.
u é hermitiano quando u∗=u (A†=A), unitário quando u∗u=id (A†A=I: o grupo U(n)), normal quando u∗u=uu∗.
A=(0i−i0) é hermitiana (A†=A): autovalores a partir de χA=X2−1: ±1 (reais, como prometido), com autovetores ortonormais 21(1,i)T e 21(1,−i)T. (Os físicos conhecem A como matriz de Pauli; a realidade dos espectroshermitianos é o motivo pelo qual os observáveis quânticos são modelados por operadores hermitianos.)
espectro{1,4}, real e positivo — A é positiva definida. Autovetores: para λ=4, o sistema (A−4I)v=0 dá v4=(1−i,2) (confira a segunda linha: (1+i)(1−i)−2=0); para λ=1, v1=(1−i,−1). Ortogonalidade, com o conjugado na primeira casa:
⟨v4,v1⟩=(1−i)(1−i)+2(−1)=2−2=0.✓
Normalizando (∥v4∥2=2+4=6, ∥v1∥2=2+1=3) obtém-se a unitáriaU=(6v43v1) com A=Udiag(4,1)U†. Lição final: a leitura de Rayleigh é imediata — na esfera unitária de C2, ⟨x,Ax⟩ percorre [1,4], atingido nos dois autovetores; esse é o germe em n=2 da teoria de Courant–Fischer construída no problema de fim de semana. Confira por amostragem que a forma é real fora dos autovetores também: em x=(1,i),