A via das pentoses-fosfato do citosol oxida a glicose-6-fosfato a ribulose-5-fosfato e , reduzindo dois a NADPH; o ramo não oxidativo dela então interconverte açúcares fosfatados de cinco, quatro, seis e sete carbonos, de modo que a célula possa fabricar ribose-5-fosfato para os nucleotídeos quando precisa de pentoses, NADPH quando precisa de poder redutor (síntese de gordura, defesa contra oxidantes), ou os dois, e devolver o restante à glicólise. Ela é a principal fonte de NADPH nas células animais; nas plantas as reações luminosas do cloroplasto fornecem NADPH durante o dia.
Exemplos
Exemplo 16.8 (Gordura a partir de açúcar)
Um fígado que recebe mais glicose do que consegue armazenar como glicogênio fabrica gordura: glicose a piruvato a acetil-CoA (perdendo um terço do carbono como e ganhando ATP), acetil-CoA a palmitato ao custo desse ATP e do NADPH da via das pentoses-fosfato, e palmitato a triglicerídeo enviado ao tecido adiposo. Cerca de da energia do açúcar se perde na conversão; o resto é armazenado de forma nove vezes mais compacta que o glicogênio (Capítulo 9). O inverso — gordura em açúcar — é impossível.
Exemplo 16.10 (Nucleotídeos)
Um anel de purina é montado sobre a ribose-5-fosfato a partir de glicina, aspartato, duas glutaminas, duas unidades de um carbono e , ao custo de seis ATP; uma pirimidina, a partir de aspartato e de carbamoil-fosfato. Os desoxinucleotídeos são feitos a partir dos ribonucleotídeos pela redução do açúcar, com NADPH. Uma célula prestes a se dividir fabrica cerca de nucleotídeos em uma hora; os fármacos que bloqueiam essas sínteses — metotrexato, 5-fluorouracila — param primeiro as células em divisão, e é por isso que eles tratam o câncer.