Mn,p(K) é o espaço vetorial dos quadros n×p de escalares A=(aij) (i: linha, j: coluna), de dimensão np (base: as matrizes Eij com um único 1). Dadas basesB=(e1,…,ep) de E e C de F (dimF=n), a matriz de u∈L(E,F) é o quadro cuja j-ésima coluna lista as coordenadas de u(ej) em C:
Seja D(P)=P′ em R3[X]. Na base monomial (1,X,X2,X3): D(1)=0, D(X)=1, D(X2)=2X, D(X3)=3X2, logo
Mat(D)=0000100002000030.
Na basedividida(1,X,2X2,6X3), cada vetor da base é levado no anterior (D(k!Xk)=(k−1)!Xk−1), e a matriz torna-se o deslocamento puro: uns na superdiagonal, zeros em todo o resto. Duas morais: a matriz pertence ao par (aplicação, base), e não à aplicação sozinha; e uma boa base torna a estrutura visível de relance — a forma de deslocamento mostra na hora que D4=0 em R3[X], cada potência da matriz empurrando a sua diagonal de uns um passo mais para fora.