em quando . Uma aplicação entre espaços métricos é contínua em quando
equivalentemente (mesma demonstração que em ), para toda sequência . é lipschitziana de constante quando sempre — e então é uniformemente contínua, logo contínua.
Exemplos
Exemplo 4.2
com ; com qualquer uma das distâncias
o conjunto das funções contínuas com a distância do sup (finita: é limitada); qualquer conjunto com a distância discreta ( para ). As distâncias provenientes de normas são o assunto do Capítulo 5.
Exemplo 4.10 (Abertos e fechados reconhecidos pela continuidade)
A caracterização global (Teorema 4.6) é a ferramenta cotidiana da contabilidade topológica. Em : o conjunto é aberto — é para a função contínua e , uma interseção de duas imagens inversas de abertos. Em : o conjunto das funções com e é fechado — é a imagem inversa de pela aplicação contínua com valores em (cada coordenada é -lipschitziana, como no Exercício 4.3). O método nunca desenha figura: exiba uma aplicação contínua, leia o conjunto como imagem inversa, cite o teorema.
Exemplo 4.11 (Um fechado definido por uma infinidade de condições)
Em , o conjunto
das funções -lipschitzianas é fechado, embora seja recortado por uma quantidade não enumerável de condições: para cada par fixo , a aplicação é contínua (as avaliações são -lipschitzianas), de modo que cada condição isolada define um fechado, e é a interseção dessa família — e uma interseção arbitrária de fechados é fechada. O mesmo molde certifica que são fechados os conjuntos de funções monótonas, de funções convexas, de funções limitadas por um fixo: os limites uniformes herdam toda propriedade que se exprima como família de restrições pontuais fechadas. O que os limites uniformes não herdam automaticamente — a derivabilidade, por exemplo — é exatamente aquilo pelo que o Capítulo 10 terá de penar.