A mitose distribui os cromossomos replicados de modo que cada núcleo-filho receba uma cromátide de cada cromossomo — o mesmo número e os mesmos genes do parental. As etapas dela:
- a prófase: os cromossomos se condensam em bastões visíveis, cada um de duas cromátides-irmãs mantidas unidas ao longo do comprimento delas por proteínas coesinas; os dois centrossomos se afastam e o fuso mitótico de microtúbulos cresce entre eles;
- a prometáfase: o envoltório nuclear se desfaz; os microtúbulos do fuso se prendem ao cinetocoro de cada cromátide, uma estrutura proteica do centrômero, a partir de polos opostos;
- a metáfase: os cromossomos ficam alinhados no equador do fuso, cada um sob tração dos dois polos;
- a anáfase: a coesina é cortada, as cromátides-irmãs se separam e são puxadas para polos opostos à medida que os microtúbulos encurtam (anáfase A) e que os polos se afastam (anáfase B);
- a telófase: os cromossomos se descondensam, e um envoltório nuclear se refaz em torno de cada conjunto.
A citocinese então divide o citoplasma: nas células animais um anel contrátil de actina e miosina estrangula a célula em duas; nas células vegetais vesículas vindas do Golgi se fundem no equador numa placa celular que cresce para fora, formando uma parede nova.
Exemplos
Exemplo 18.11 (Renovação)
O epitélio do intestino delgado é renovado a cada quatro dias, a pele a cada mês, e as hemácias a cada quatro meses a partir da medula, que produz dois milhões por segundo; uma célula do fígado se divide uma vez por ano, mais ou menos, e um neurônio nunca. As células de um tumor perderam os pontos de checagem: elas se dividem quando não deveriam, toleram cromossomos mal distribuídos, e acumulam as mutações que as deixam se dividir ainda mais rápido. A quimioterapia explora a diferença: os fármacos que envenenam o fuso ou a polimerase matam primeiro as células que mais se dividem.