Num grupo (notação multiplicativa), ponha , e para ; então para todos , de modo que é um morfismo cuja imagem é um subgrupo, o subgrupo gerado por . A ordem de é o menor com , se existir (e então tem exatamente elementos, e ), e caso contrário.
Exemplos
Exemplo 7.15
Em : tem ordem , com ; mais geralmente, tem ordem e . Em , todo tem ordem infinita. Por que valem as afirmações da definição: se tem ordem , divida qualquer por (, , Teorema 6.2): , de modo que as potências se repetem com período , os elementos listados são dois a dois distintos pela minimalidade de , e força . As ordens de permutações são calculadas no problema de fim de semana abaixo.
Exemplo 7.16 (Ordens dentro de )
Qual é a ordem de em , para ? Tem-se se, e somente se, e, escrevendo , , com : (lema de Gauss, Teorema 6.8). O menor desses é . Em , por exemplo, tem ordem (com efeito, ), ao passo que tem ordem : ele gera o grupo inteiro, embora não seja o gerador “padrão”. Contar os geradores — os com — recupera as contagens de números primos entre si do Exemplo 2.25: a teoria de grupos e a contagem se encontram.
Exemplo 7.6 (As simetrias de um retângulo)
Um retângulo (não quadrado) admite exatamente quatro isometrias sobre si mesmo: a identidade , a reflexão no eixo horizontal , a reflexão no eixo vertical e a meia-volta em torno do centro. A composição faz desse conjunto de quatro elementos um grupo: cada elemento é o seu próprio inverso (), e o produto de dois elementos distintos e diferentes do neutro é o terceiro (: refletir nos dois eixos é a meia-volta). A tabela completa é simétrica, de modo que o grupo é abeliano — e no entanto ele não é o mesmo grupo que as rotações do Exemplo 7.15: lá, tem ordem , ao passo que aqui todo elemento tem ordem . Dois grupos do mesmo tamanho podem, assim, ter estruturas multiplicativas genuinamente diferentes — a figura abaixo exibe as duas tabelas lado a lado. Este grupo de quatro elementos volta como , e o Exercício 7.7 explica por que todo grupo em que os quadrados são triviais deve, como este, ser abeliano.