Nos eucariotos a polimerase nunca começa sozinha: os fatores gerais do promotor (Capítulo 19) a recrutam, e a velocidade é fixada por fatores de transcrição ligados a sequências reguladoras — algumas perto do promotor, muitas em intensificadores que podem estar a milhares de pares de bases de distância, a montante, a jusante ou num íntron, em qualquer orientação, e que agem dobrando o DNA de modo que os fatores ligados a eles toquem o complexo do promotor por meio de proteínas mediadoras. Um fator de transcrição é modular: um domínio de ligação ao DNA que reconhece uma sequência curta (das famílias hélice-volta-hélice, dedo de zinco, zíper de leucina) e um domínio de ativação ou de repressão que recruta ou bloqueia a maquinaria. Um gene é lido quando a combinação certa de fatores está presente: algumas centenas de fatores, em combinações, controlam vinte mil genes.
Exemplos
Exemplo 20.11 (Um sinal vira um padrão de expressão)
O cortisol entra numa célula do fígado e se liga ao receptor dele, um fator de transcrição mantido inativo no citosol; o complexo entra no núcleo, liga-se a uma sequência de quinze bases presente perto de uma centena de genes — entre eles os da gliconeogênese (Capítulo 16) — e recruta acetilases e o mediador: em uma hora as enzimas da síntese de glicose já estão sendo fabricadas. O mesmo hormônio num linfócito, cuja cromatina aberta expõe um conjunto diferente dessas sequências, liga genes que matam a célula. Um sinal, um receptor, duas respostas: a diferença está em que genes estavam acessíveis.