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Ciências da Terra e do espaço do ensino médio · 10–12 年级
12Litosfera e astenosfera
Nove décimos de um iceberg ficam debaixo da água: o gelo flutua porque é um pouco menos denso que o mar, e afunda na água até que a água que ele desloca pese tanto quanto o iceberg inteiro. As cadeias de montanhas se comportam mais ou menos da mesma maneira. Sob as mais altas delas, a crosta é quase duas vezes mais espessa que o normal, e a maior parte dessa crosta a mais fica escondida por baixo, como o gelo sob a linha da água. Mas um iceberg flutua num líquido, e o manto sob uma cadeia de montanhas é rocha sólida. Este capítulo mostra como um sólido pode se comportar como um fluido sobre o qual flutua a camada externa da Terra, e o que é essa camada.
O que você já sabe
A Terra tem uma crosta, um manto e um núcleo (Livro 1, 6º ano). O Moho, na base da crosta, fica em média a cerca de de profundidade sob os continentes e alguns quilômetros abaixo do fundo do oceano; as velocidades sísmicas e as densidades são conhecidas em cada profundidade a partir de um modelo de referência da Terra (Capítulo 11). A rocha fica mais quente com a profundidade, cerca de 25 a por quilômetro perto da superfície (Livro 1, 6º ano). Um corpo que flutua num líquido desloca um peso de líquido igual ao seu próprio peso, e a pressão na base de uma coluna de material é o peso da coluna dividido pela sua área (os livros de física).
12.1 Duas maneiras de dividir a Terra em camadas
A crosta, o manto e o núcleo são camadas de materiais diferentes: a crosta é feita de rochas ricas em silício, alumínio e oxigênio, o manto de uma rocha mais densa, o núcleo de metal. Mas a parte externa da Terra também pode ser dividida segundo o modo como a sua rocha se comporta quando forças agem sobre ela durante muito tempo.
Definição 12.1 (Litosfera; astenosfera)
A litosfera é a camada externa rígida da Terra: a crosta e a parte mais alta e mais fria do manto, que juntas se partem nas placas tectônicas e não escoam. A astenosfera é a camada do manto abaixo da litosfera, mais quente e mais fraca, que escoa lentamente ao longo de grandes intervalos de tempo, como uma pasta muito dura.
A fronteira entre as duas fica a cerca de 70 a de profundidade sob os oceanos e a maioria dos continentes, e mais fundo sob as partes mais antigas dos continentes; através dos Estados Unidos, por exemplo, a litosfera vai de cerca de de espessura no oeste a mais de no meio do continente. A base da litosfera não é o Moho: a maior parte da litosfera é rocha do manto.
12.2 A zona de baixa velocidade
As ondas sísmicas mostram a astenosfera. Quase em toda parte na Terra, as velocidades sísmicas aumentam com a profundidade, porque a rocha está cada vez mais comprimida. Sob a litosfera, acontece o contrário.
Definição 12.2 (Zona de baixa velocidade)
A zona de baixa velocidade é a camada do manto superior, abaixo da litosfera, na qual as ondas sísmicas se propagam mais devagar que na rocha acima e abaixo dela.
No modelo de referência da Terra, a velocidade S cai lentamente do Moho até , e depois salta para cima. Os estudos sísmicos no mundo inteiro encontram uma queda nítida de velocidade em algum ponto entre 70 e : o topo da astenosfera. A rocha ali é quente o bastante para estar perto da fusão, e pode conter uma quantidade muito pequena de material fundido; ela também pode conter mais água que a rocha de cima. Uma rocha perto da fusão é fraca: ela freia as ondas sísmicas, e pode escoar.
12.3 A geoterma
Definição 12.3 (Geoterma; gradiente geotérmico)
Uma geoterma é a curva da temperatura em função da profundidade sob um lugar. O gradiente geotérmico é o aumento da temperatura por unidade de profundidade, em graus por quilômetro.
Os furos de sondagem medem a geoterma apenas nos primeiros quilômetros, onde a temperatura sobe de 25 a por quilômetro (Livro 1, 6º ano). Mais fundo, ela é calculada a partir do calor que sai pela superfície e das propriedades das rochas; o Capítulo 24 mostra de onde vem esse calor. Dois fatos moldam o resultado. Parte do calor é produzida dentro da própria crosta superior, de modo que o gradiente é mais forte perto da superfície e menor abaixo da crosta. E na astenosfera, que escoa, o movimento lento da rocha transporta o calor e uniformiza a temperatura: ela sobe apenas cerca de por quilômetro. A base da litosfera é situada onde a geoterma íngreme da litosfera encontra a geoterma suave da astenosfera, a cerca de .
A temperatura de fusão da rocha do manto sobe com a profundidade, porque a rocha está cada vez mais comprimida (Livro 1, 6º ano): cerca de na superfície, quase a . No modelo, a geoterma chega mais perto dela logo abaixo da litosfera, cerca de abaixo dela. Um pouco de água, ou um manto um pouco mais quente, fecha a diferença: no oeste dos Estados Unidos, onde a litosfera é fina, uma pequena parte do manto abaixo dela está parcialmente fundida.
12.4 A isostasia
12.4.1 Flutuar sobre um sólido
Durante os poucos segundos de uma onda sísmica, a astenosfera é um sólido. Ao longo de grandes intervalos de tempo, ela escoa. Uma carga colocada sobre a litosfera — uma cadeia de montanhas, um manto de gelo — empurra lentamente a astenosfera para o lado até que a carga flutue, como um bloco de madeira na água.
Definição 12.4 (Isostasia; profundidade de compensação)
A isostasia é o equilíbrio no qual as camadas externas da Terra flutuam sobre a astenosfera: a uma profundidade do manto chamada profundidade de compensação, todas as colunas de rocha de mesma seção, da superfície até essa profundidade, têm o mesmo peso, qualquer que seja o relevo acima delas.
12.4.2 A raiz de uma cadeia de montanhas
Proposição 12.5 (Isostasia de Airy)
Seja a densidade uniforme da crosta, e a densidade do manto abaixo dela. Se uma região fica a uma altura acima de outra e as duas estão em equilíbrio isostático, a sua crosta é mais espessa em
dos quais ficam acima da outra região e uma raiz penetra abaixo da sua crosta.
Demonstração. Tome duas colunas de mesma área : a planície, com uma crosta de espessura , e a cadeia, cuja crosta fica mais alta e chega mais fundo, de modo que a sua espessura é . Até uma profundidade de compensação abaixo dos dois Mohos, a coluna da cadeia tem de crosta a mais; a coluna da planície tem, em vez disso, manto na espessura . Com a aceleração da gravidade, os dois pesos são iguais quando
A crosta é mais espessa em . ∎
Com a densidade média da crosta continental, , e a do manto logo abaixo do Moho, , a raiz é vezes a altura, e a crosta é mais espessa em cerca de vezes a altura: uma cadeia que fica acima dos seus arredores tem uma raiz de cerca de .
Método 12.6 (Calcular uma raiz)
- Encontre a altura da região acima de uma região de referência cuja espessura de crosta é conhecida.
- Calcule com as densidades da crosta e do manto.
- A crosta é mais espessa que a crosta de referência em ; a raiz sozinha é isso menos .
Exemplo 12.7 (Um planalto de de altura)
Um planalto fica acima de uma planície cuja crosta tem de espessura. A sua crosta é mais espessa em : cerca de ao todo, com uma raiz de cerca de .
12.4.3 Por que os continentes ficam altos
Definição 12.8 (Curva hipsométrica)
A curva hipsométrica da Terra dá, para cada altitude, a fração da superfície da Terra que fica mais alta que ela. A sua inclinação mostra quanto da superfície fica em cada altitude.
Se a superfície tivesse sido moldada pelo acaso, a maior parte dela ficaria perto de um único nível médio. Não é o que acontece.
Proposição 12.9 (Dois níveis)
As altitudes da superfície da Terra se agrupam em torno de dois níveis: um a algumas centenas de metros do nível do mar, nos continentes, e outro a cerca de 4 a abaixo do nível do mar, no fundo do oceano profundo. As terras emersas cobrem da superfície; mais da metade da superfície fica a mais de abaixo do nível do mar, e apenas se eleva acima de .
A isostasia explica os dois níveis. Os continentes são feitos de uma crosta espessa, de cerca de em média, de rocha leve; o fundo do oceano, de uma crosta fina de rocha mais densa, com apenas cerca de de espessura. As duas flutuam sobre a astenosfera: a crosta continental, espessa e leve, flutua alto; a crosta oceânica, fina e densa, flutua baixo, e os oceanos enchem as terras baixas.
12.5 Uma tampa flexível
A isostasia exige que a astenosfera escoe. A litosfera acima dela não escoa; ela se curva. Uma carga mais estreita que a espessura da litosfera, como uma única ilha vulcânica, é sustentada pela rigidez da placa, como um peso sobre uma tábua, e a placa cede em volta dela. Uma carga muito mais larga que essa espessura, como uma cadeia de montanhas inteira ou um manto de gelo, afunda até flutuar. Quando a carga é retirada, a litosfera volta a subir lentamente (Capítulo 23).
12.6 Exercícios
Exercício 12.1 ★
Defina a litosfera e a astenosfera. Quais dos seguintes fazem parte da litosfera: a crosta oceânica, a crosta continental, o manto mais alto, o núcleo externo?
Solução
Solução de Exercício 12.1.
A litosfera é a camada externa rígida da Terra, feita da crosta e do manto mais alto; a astenosfera é o manto mais quente e mais fraco abaixo dela, que escoa lentamente ao longo de grandes intervalos de tempo. A crosta oceânica, a crosta continental e o manto mais alto fazem parte da litosfera; o núcleo externo, não.
Exercício 12.2 ★
Um iceberg de densidade flutua em água do mar de densidade . Que fração do seu volume fica debaixo da água? Se um iceberg de lados verticais fica acima da água, qual é a sua altura total?
Solução
Solução de Exercício 12.2.
O iceberg afunda até deslocar o seu próprio peso de água: a fração debaixo da água é , cerca de . A fração acima é de cerca de , logo a altura total é , dos quais cerca de ficam debaixo da água.
Exercício 12.3 ★
O solo está a e o gradiente geotérmico é de por quilômetro. Qual é a temperatura no fundo de um furo de sondagem de de profundidade? Por que o mesmo gradiente não pode ser usado até ?
Solução
Solução de Exercício 12.3.
. A , o mesmo gradiente daria mais de , muito acima da temperatura de fusão da rocha do manto; mas as ondas S atravessam o manto superior, que portanto é sólido. O gradiente precisa ficar muito menor com a profundidade.
Exercício 12.4 ★
Pela figura das altitudes da superfície da Terra, dê as duas faixas de altitude mais comuns e a parte da superfície em cada uma.
Solução
Solução de Exercício 12.4.
A faixa de 0 a acima do nível do mar, com cerca de da superfície, e a faixa de 4000 a abaixo do nível do mar, com cerca de (a faixa de 4500 a abaixo é quase do mesmo tamanho).
Exercício 12.5 ★
Com a fórmula (temperatura em , pressão em gigapascals), calcule a temperatura na qual a rocha seca do manto começa a fundir na superfície () e a , cerca de de profundidade.
Solução
Solução de Exercício 12.5.
Para : . A : .
Exercício 12.6 ★★
Na figura da geoterma modelo, leia a temperatura a 50, 150 e . Em que camada, litosfera ou astenosfera, fica cada profundidade? Entre quais duas dessas profundidades a temperatura mais sobe?
Solução
Solução de Exercício 12.6.
Cerca de a (litosfera), cerca de a e a (astenosfera). A temperatura mais sobe entre 50 e , em mais de , porque a maior parte desse intervalo fica na litosfera; entre 150 e , ela sobe apenas cerca de .
Exercício 12.7 ★★
Uma cadeia de montanhas fica acima de uma planície; tome e . Calcule a sua raiz e a espessura a mais da sua crosta.
Solução
Solução de Exercício 12.7.
Raiz: . Espessura a mais: , isto é, os da cadeia mais a sua raiz.
Exercício 12.8 ★★
Uma região tem uma crosta de de espessura. Com as densidades do Exercício 12.7, a que altura ela fica acima de uma região cuja crosta tem de espessura?
Solução
Solução de Exercício 12.8.
A crosta é mais espessa em , e , logo .
Exercício 12.9 ★★
No modelo de referência, a velocidade S é de a , logo acima de e logo abaixo. Calcule, em porcentagem, a diminuição entre 80 e e o salto a . Por que uma diminuição de velocidade com a profundidade é surpreendente?
Solução
Solução de Exercício 12.9.
Diminuição: . Salto: . Com a profundidade, a rocha fica cada vez mais comprimida, o que torna as ondas sísmicas mais rápidas; uma diminuição significa que outra coisa prevalece: a rocha está quente e perto da fusão, e mais fraca.
Exercício 12.10 ★★
Na geoterma modelo, a temperatura é de no Moho, a de profundidade, e de na base da litosfera, a de profundidade. (1) Calcule o gradiente médio entre os dois. (2) Compare com o gradiente na superfície, por quilômetro, e explique a diferença.
Solução
Solução de Exercício 12.10.
(1) por quilômetro. (2) É cerca da metade do gradiente na superfície. Parte do calor é produzida dentro da crosta superior; esse calor também precisa atravessar as camadas de cima para escapar, o que torna o gradiente mais forte perto da superfície. Abaixo da crosta, apenas o calor que vem de mais fundo atravessa a rocha, e o gradiente é menor.
Exercício 12.11 ★★
Na astenosfera, a temperatura é tomada como (em , em quilômetros). Calcule-a a 200 e a . Quanto ela sobe entre as duas? Compare com o aumento nos primeiros , de na superfície a na base da litosfera.
Solução
Solução de Exercício 12.11.
A : ; a : . O aumento é de em . Através da litosfera, a temperatura sobe em apenas : cerca de trinta vezes mais por quilômetro.
Exercício 12.12 ★★★
Abaixo da crosta superior, a geoterma modelo é próxima de (em , em quilômetros), onde o gradiente depende do calor que vem de mais fundo. (1) Para por quilômetro, como calculado para o leste dos Estados Unidos, encontre a profundidade em que ela encontra . (2) Faça o mesmo para por quilômetro, como calculado para a província de Basin and Range, no oeste. (3) Compare com as espessuras medidas, de cerca de no oeste a mais de no meio do continente.
Exercício 12.13 ★★★
(1) Mostre que, no modelo de Airy, uma região cuja crosta é mais espessa que uma região de referência fica mais alta em . (2) Que fração de qualquer espessura a mais de crosta aparece como altura? (3) Compare com a fração de um iceberg que fica acima da água.
Solução
Solução de Exercício 12.13.
(1) Pela proposição, , logo . (2) : cerca de um sexto de qualquer espessura a mais de crosta aparece como altura, cinco sextos como raiz. (3) Para o iceberg, a fração acima da água é : a mesma regra, (densidade do fluido densidade do corpo que flutua)/densidade do fluido.
Exercício 12.14 ★★★
A , a rocha seca do manto começa a fundir a , e a geoterma modelo está a . (1) Em quantos graus a água teria de baixar a temperatura de fusão para que a rocha começasse a fundir ali? (2) Por que até uma fração muito pequena de material fundido tornaria a rocha fraca e frearia as ondas sísmicas?
Solução
Solução de Exercício 12.14.
(1) . (2) Um pouco de material fundido se junta em películas finas entre os grãos da rocha. Os grãos então deixam de estar firmemente presos uns aos outros: a rocha resiste menos ao cisalhamento, de modo que as ondas S ficam mais lentas, e ela pode se deformar e escoar com muito mais facilidade.
Exercício 12.15 ★★★
Apenas da superfície da Terra se eleva acima de , enquanto fica a mais de abaixo do nível do mar. (1) Se todas as terras emersas fossem aplainadas e a sua rocha despejada nos oceanos, a superfície terminaria perto do nível do mar? Use a isostasia para explicar a sua resposta. (2) O que a existência de dois níveis nos diz sobre a crosta?
Solução
Solução de Exercício 12.15.
(1) Não. Aplainar as terras deixaria a crosta continental um pouco mais fina, mas ela continuaria espessa e leve, e continuaria flutuando muito mais alto que a crosta fina e densa do fundo do oceano; os oceanos continuariam enchendo as bacias entre os continentes. (2) Existem dois tipos de crosta, de espessura e densidade diferentes: uma crosta continental espessa e leve e uma crosta oceânica fina e densa.
12.7 Problema: por que o Tibete fica a cinco quilômetros de altura
Problema 12.1
Problema de fim de semana — pesar um planalto
O planalto tibetano é a maior região alta da Terra. Entre as latitudes e Norte e as longitudes e Leste, a sua altitude média é de ; a altitude média de todas as terras fora da Antártida é de . A crosta continental tem de espessura em média e uma densidade média ; o manto logo abaixo do Moho tem a densidade .
Parte I — O planalto e um continente médio.
- Quanto o planalto fica mais alto que o continente médio?
- Em que porcentagem a crosta é menos densa que o manto abaixo dela?
- Um bloco de crosta que flutuasse livremente sobre a rocha do manto afundaria até que fração da sua espessura ficasse abaixo da superfície do manto? Compare com o iceberg ( em ).
- O manto é sólido. Ao longo de que intervalos de tempo ele se comporta como um sólido, e ao longo de quais ele pode se comportar como a água em volta de um iceberg?
- Por que a profundidade de compensação precisa ser escolhida abaixo do Moho das duas colunas?
Parte II — O equilíbrio de Airy para duas colunas.
- Desenhe as duas colunas, o continente médio e o planalto, das suas superfícies até uma profundidade de abaixo do nível do mar, com a crosta do planalto mais espessa em .
- Escreva que as duas colunas pesam o mesmo, e deduza em função da diferença de altura e das densidades.
- Calcule .
- Calcule a raiz do planalto abaixo do Moho do continente médio.
- A que profundidade abaixo do nível do mar fica o Moho do continente médio, e a que profundidade fica o do planalto?
Parte III — A espessura da crosta.
- Calcule a espessura da crosta sob o planalto.
- Verifique o equilíbrio: calcule, para cada coluna, a massa de rocha acima de um metro quadrado até abaixo do nível do mar, em toneladas.
- Que espessura teria a crosta sob uma planície no nível do mar?
- Quantas vezes mais espessa que a crosta continental média é a crosta sob o Tibete?
- Se o manto fosse um pouco mais leve, , que espessura o modelo daria? O resultado é muito sensível às densidades?
Parte IV — Comparação com as medições sísmicas.
- As ondas sísmicas convertidas no Moho o situam a cerca de de profundidade sob o norte do Tibete. Compare com a questão 11.
- Logo ao norte do planalto, a bacia de Qaidam fica a uma altitude média de , e o seu Moho fica a cerca de de profundidade. Que espessura de crosta o modelo de Airy prevê ali?
- A bacia de Qaidam é preenchida por vários quilômetros de sedimentos, mais leves que a crosta média. Isso torna a crosta real mais fina ou mais espessa que a do modelo? Explique.
- Que propriedade da astenosfera torna possível esse equilíbrio?
- Conclua: qual é a espessura da crosta sob o Tibete, e por que o planalto fica a cinco quilômetros de altura?
Solução
Solução de Problema 12.1.
1. .
2. .
3. A fração ficaria abaixo; o iceberg afunda um pouco mais, , porque o gelo tem uma densidade mais próxima da água do que a crosta da do manto.
4. Durante os segundos de uma onda sísmica, ou o tempo de um terremoto, o manto é um sólido; só ao longo de intervalos de tempo muito longos a astenosfera escoa e deixa a crosta flutuar.
5. Abaixo do Moho mais profundo, as duas colunas são feitas da mesma rocha do manto nas mesmas profundidades, e ali pesam o mesmo; todas as diferenças ficam acima dessa profundidade e precisam ser incluídas.
6. O continente médio: crosta de acima a abaixo do nível do mar, depois manto até . O planalto: crosta de acima do nível do mar até um Moho mais fundo pela raiz, depois manto até .
7. A coluna do planalto tem de crosta a mais, e a coluna do continente tem, em vez disso, manto na espessura : , logo e .
8. .
9. ; a raiz é .
10. O Moho do continente médio fica abaixo do nível do mar; o do planalto fica abaixo do nível do mar.
11. .
12. Um quilômetro de rocha acima de um metro quadrado tem uma massa de : toneladas de crosta ou toneladas de manto. Continente: toneladas. Planalto: toneladas. As duas são iguais.
13. .
14. vez.
15. , , e uma crosta de cerca de . Uma mudança de cerca de na densidade do manto muda a espessura em cerca de : o resultado depende visivelmente das densidades, mas continua perto de .
16. O modelo dá cerca de , as ondas sísmicas cerca de : eles concordam dentro de poucos por cento.
17. , , e uma crosta de cerca de , uns a mais que o medido.
18. Mais fina. Uma coluna cuja parte de cima é mais leve que a média pesa menos para a mesma espessura, logo flutua mais alto: uma crosta mais leve precisa de uma raiz menor para ficar a uma altura dada. A crosta real pode portanto ser mais fina que a do modelo, como foi medido.
19. Ao longo de grandes intervalos de tempo, a astenosfera escoa: ela se afasta sob uma coluna pesada e volta sob uma coluna leve, até que as colunas se equilibrem.
20. A crosta sob o Tibete tem cerca de de espessura, muito mais que os de um continente médio: o planalto fica a cinco quilômetros de altura porque a sua crosta espessa e leve flutua sobre o manto, mais denso, com uma raiz de mais de .