地球与空间科学 · 第 2 册 · 10–12 年级

Ciências da Terra e do espaço do ensino médio

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Ciências da Terra e do espaço do ensino médio · 10–12 年级

12Litosfera e astenosfera

Nove décimos de um iceberg ficam debaixo da água: o gelo flutua porque é um pouco menos denso que o mar, e afunda na água até que a água que ele desloca pese tanto quanto o iceberg inteiro. As cadeias de montanhas se comportam mais ou menos da mesma maneira. Sob as mais altas delas, a crosta é quase duas vezes mais espessa que o normal, e a maior parte dessa crosta a mais fica escondida por baixo, como o gelo sob a linha da água. Mas um iceberg flutua num líquido, e o manto sob uma cadeia de montanhas é rocha sólida. Este capítulo mostra como um sólido pode se comportar como um fluido sobre o qual flutua a camada externa da Terra, e o que é essa camada.

O que você já sabe

A Terra tem uma crosta, um manto e um núcleo (Livro 1, 6º ano). O Moho, na base da crosta, fica em média a cerca de 41 km41\,\mathrm{km} de profundidade sob os continentes e alguns quilômetros abaixo do fundo do oceano; as velocidades sísmicas e as densidades são conhecidas em cada profundidade a partir de um modelo de referência da Terra (Capítulo 11). A rocha fica mais quente com a profundidade, cerca de 25 a 30 ∘C30\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro perto da superfície (Livro 1, 6º ano). Um corpo que flutua num líquido desloca um peso de líquido igual ao seu próprio peso, e a pressão na base de uma coluna de material é o peso da coluna dividido pela sua área (os livros de física).

Um iceberg visto logo acima da água: o gelo sob a superfície, que aparece através do mar transparente, é muito maior que a parte no ar. Fotografia: NOAA (domínio público).
Um iceberg visto logo acima da água: o gelo sob a superfície, que aparece através do mar transparente, é muito maior que a parte no ar. Fotografia: NOAA (domínio público).

12.1 Duas maneiras de dividir a Terra em camadas

A crosta, o manto e o núcleo são camadas de materiais diferentes: a crosta é feita de rochas ricas em silício, alumínio e oxigênio, o manto de uma rocha mais densa, o núcleo de metal. Mas a parte externa da Terra também pode ser dividida segundo o modo como a sua rocha se comporta quando forças agem sobre ela durante muito tempo.

Definição 12.1 (Litosfera; astenosfera)

A litosfera é a camada externa rígida da Terra: a crosta e a parte mais alta e mais fria do manto, que juntas se partem nas placas tectônicas e não escoam. A astenosfera é a camada do manto abaixo da litosfera, mais quente e mais fraca, que escoa lentamente ao longo de grandes intervalos de tempo, como uma pasta muito dura.

A fronteira entre as duas fica a cerca de 70 a 100 km100\,\mathrm{km} de profundidade sob os oceanos e a maioria dos continentes, e mais fundo sob as partes mais antigas dos continentes; através dos Estados Unidos, por exemplo, a litosfera vai de cerca de 40 km40\,\mathrm{km} de espessura no oeste a mais de 200 km200\,\mathrm{km} no meio do continente. A base da litosfera não é o Moho: a maior parte da litosfera é rocha do manto.

Os 400\, km superiores da Terra sob um continente, em escala. À esquerda: as camadas pelo material. À direita: as camadas pelo comportamento. A litosfera rígida contém a crosta inteira e o topo do manto; a astenosfera não tem um limite inferior nítido.
Os 400 km400\,\mathrm{km} superiores da Terra sob um continente, em escala. À esquerda: as camadas pelo material. À direita: as camadas pelo comportamento. A litosfera rígida contém a crosta inteira e o topo do manto; a astenosfera não tem um limite inferior nítido.

12.2 A zona de baixa velocidade

As ondas sísmicas mostram a astenosfera. Quase em toda parte na Terra, as velocidades sísmicas aumentam com a profundidade, porque a rocha está cada vez mais comprimida. Sob a litosfera, acontece o contrário.

Definição 12.2 (Zona de baixa velocidade)

A zona de baixa velocidade é a camada do manto superior, abaixo da litosfera, na qual as ondas sísmicas se propagam mais devagar que na rocha acima e abaixo dela.

No modelo de referência da Terra, a velocidade S cai lentamente do Moho até 220 km220\,\mathrm{km}, e depois salta para cima. Os estudos sísmicos no mundo inteiro encontram uma queda nítida de velocidade em algum ponto entre 70 e 100 km100\,\mathrm{km}: o topo da astenosfera. A rocha ali é quente o bastante para estar perto da fusão, e pode conter uma quantidade muito pequena de material fundido; ela também pode conter mais água que a rocha de cima. Uma rocha perto da fusão é fraca: ela freia as ondas sísmicas, e pode escoar.

A velocidade S nos 400\, km superiores do modelo de referência da Terra. Abaixo da crosta, a velocidade diminui lentamente com a profundidade até 220\, km (sombreado a partir de 80\, km), e depois volta a aumentar com saltos bruscos.
A velocidade S nos 400 km400\,\mathrm{km} superiores do modelo de referência da Terra. Abaixo da crosta, a velocidade diminui lentamente com a profundidade até 220 km220\,\mathrm{km} (sombreado a partir de 80 km80\,\mathrm{km}), e depois volta a aumentar com saltos bruscos.

12.3 A geoterma

Definição 12.3 (Geoterma; gradiente geotérmico)

Uma geoterma é a curva da temperatura em função da profundidade sob um lugar. O gradiente geotérmico é o aumento da temperatura por unidade de profundidade, em graus por quilômetro.

Os furos de sondagem medem a geoterma apenas nos primeiros quilômetros, onde a temperatura sobe de 25 a 30 ∘C30\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro (Livro 1, 6º ano). Mais fundo, ela é calculada a partir do calor que sai pela superfície e das propriedades das rochas; o Capítulo 24 mostra de onde vem esse calor. Dois fatos moldam o resultado. Parte do calor é produzida dentro da própria crosta superior, de modo que o gradiente é mais forte perto da superfície e menor abaixo da crosta. E na astenosfera, que escoa, o movimento lento da rocha transporta o calor e uniformiza a temperatura: ela sobe apenas cerca de 0.45 ∘C0.45\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro. A base da litosfera é situada onde a geoterma íngreme da litosfera encontra a geoterma suave da astenosfera, a cerca de 1300 ∘C1300\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

Uma geoterma modelo sob um continente (azul) e a temperatura na qual a rocha do manto (peridotito, sem água) começa a fundir (laranja). A geoterma é calculada a partir do fluxo de calor médio dos continentes e de propriedades medidas das rochas; na astenosfera (cinza), ela sobe devagar. A linha tracejada mostra como continuaria o aumento mais forte da litosfera. As duas curvas se aproximam mais, a cerca de 140\, C uma da outra, perto da base da litosfera.
Uma geoterma modelo sob um continente (azul) e a temperatura na qual a rocha do manto (peridotito, sem água) começa a fundir (laranja). A geoterma é calculada a partir do fluxo de calor médio dos continentes e de propriedades medidas das rochas; na astenosfera (cinza), ela sobe devagar. A linha tracejada mostra como continuaria o aumento mais forte da litosfera. As duas curvas se aproximam mais, a cerca de 140 ∘C140\,{}^{\circ}\mathrm{C} uma da outra, perto da base da litosfera.

A temperatura de fusão da rocha do manto sobe com a profundidade, porque a rocha está cada vez mais comprimida (Livro 1, 6º ano): cerca de 1120 ∘C1120\,{}^{\circ}\mathrm{C} na superfície, quase 1500 ∘C1500\,{}^{\circ}\mathrm{C} a 100 km100\,\mathrm{km}. No modelo, a geoterma chega mais perto dela logo abaixo da litosfera, cerca de 140 ∘C140\,{}^{\circ}\mathrm{C} abaixo dela. Um pouco de água, ou um manto um pouco mais quente, fecha a diferença: no oeste dos Estados Unidos, onde a litosfera é fina, uma pequena parte do manto abaixo dela está parcialmente fundida.

12.4 A isostasia

12.4.1 Flutuar sobre um sólido

Durante os poucos segundos de uma onda sísmica, a astenosfera é um sólido. Ao longo de grandes intervalos de tempo, ela escoa. Uma carga colocada sobre a litosfera — uma cadeia de montanhas, um manto de gelo — empurra lentamente a astenosfera para o lado até que a carga flutue, como um bloco de madeira na água.

Definição 12.4 (Isostasia; profundidade de compensação)

A isostasia é o equilíbrio no qual as camadas externas da Terra flutuam sobre a astenosfera: a uma profundidade do manto chamada profundidade de compensação, todas as colunas de rocha de mesma seção, da superfície até essa profundidade, têm o mesmo peso, qualquer que seja o relevo acima delas.

O modelo de Airy da isostasia (fora de escala). A crosta tem em toda parte a mesma densidade; onde ela fica alta, ela é espessa e tem uma raiz que penetra fundo no manto, mais denso. Sob o oceano, a crosta é fina. As três colunas pesam o mesmo até a profundidade de compensação.
O modelo de Airy da isostasia (fora de escala). A crosta tem em toda parte a mesma densidade; onde ela fica alta, ela é espessa e tem uma raiz que penetra fundo no manto, mais denso. Sob o oceano, a crosta é fina. As três colunas pesam o mesmo até a profundidade de compensação.

12.4.2 A raiz de uma cadeia de montanhas

Proposição 12.5 (Isostasia de Airy)

Seja ρc\rho_c a densidade uniforme da crosta, e ρm>ρc\rho_m > \rho_c a densidade do manto abaixo dela. Se uma região fica a uma altura hh acima de outra e as duas estão em equilíbrio isostático, a sua crosta é mais espessa em

ΔH=h ρmρm−ρc,\Delta H = h\,\frac{\rho_m}{\rho_m - \rho_c},

dos quais hh ficam acima da outra região e uma raiz r=h ρc/(ρm−ρc)r = h\,\rho_c/(\rho_m - \rho_c) penetra abaixo da sua crosta.

Demonstração. Tome duas colunas de mesma área SS: a planície, com uma crosta de espessura TT, e a cadeia, cuja crosta fica hh mais alta e chega rr mais fundo, de modo que a sua espessura é T+h+rT + h + r. Até uma profundidade de compensação abaixo dos dois Mohos, a coluna da cadeia tem h+rh + r de crosta a mais; a coluna da planície tem, em vez disso, manto na espessura rr. Com gg a aceleração da gravidade, os dois pesos são iguais quando

ρc (h+r) S g=ρm r S g,isto eˊ,r=h ρcρm−ρc.\rho_c\,(h + r)\,S\,g = \rho_m\,r\,S\,g, \qquad\text{isto é,}\qquad r = h\,\frac{\rho_c}{\rho_m - \rho_c}.

A crosta é mais espessa em h+r=h (1+ρc/(ρm−ρc))=h ρm/(ρm−ρc)h + r = h\,\bigl(1 + \rho_c/(\rho_m - \rho_c)\bigr) = h\,\rho_m/(\rho_m - \rho_c). ∎

Com a densidade média da crosta continental, ρc=2830 kg/m3\rho_c = 2830\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, e a do manto logo abaixo do Moho, ρm=3380 kg/m3\rho_m = 3380\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, a raiz é 2830/550≈5.12830/550 \approx 5.1 vezes a altura, e a crosta é mais espessa em cerca de 6.16.1 vezes a altura: uma cadeia que fica 3 km3\,\mathrm{km} acima dos seus arredores tem uma raiz de cerca de 15 km15\,\mathrm{km}.

Método 12.6 (Calcular uma raiz)

  1. Encontre a altura hh da região acima de uma região de referência cuja espessura de crosta é conhecida.
  2. Calcule ρm/(ρm−ρc)\rho_m/(\rho_m - \rho_c) com as densidades da crosta e do manto.
  3. A crosta é mais espessa que a crosta de referência em h ρm/(ρm−ρc)h\,\rho_m/(\rho_m - \rho_c); a raiz sozinha é isso menos hh.

Exemplo 12.7 (Um planalto de 2 km2\,\mathrm{km} de altura)

Um planalto fica 2 km2\,\mathrm{km} acima de uma planície cuja crosta tem 37 km37\,\mathrm{km} de espessura. A sua crosta é mais espessa em 2×3380/550≈12.3 km2 \times 3380/550 \approx 12.3\,\mathrm{km}: cerca de 49 km49\,\mathrm{km} ao todo, com uma raiz de cerca de 10 km10\,\mathrm{km}.

12.4.3 Por que os continentes ficam altos

Definição 12.8 (Curva hipsométrica)

A curva hipsométrica da Terra dá, para cada altitude, a fração da superfície da Terra que fica mais alta que ela. A sua inclinação mostra quanto da superfície fica em cada altitude.

Se a superfície tivesse sido moldada pelo acaso, a maior parte dela ficaria perto de um único nível médio. Não é o que acontece.

Proposição 12.9 (Dois níveis)

As altitudes da superfície da Terra se agrupam em torno de dois níveis: um a algumas centenas de metros do nível do mar, nos continentes, e outro a cerca de 4 a 5 km5\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar, no fundo do oceano profundo. As terras emersas cobrem 29 %29\,\% da superfície; mais da metade da superfície fica a mais de 3 km3\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar, e apenas 3 %3\,\% se eleva acima de 2 km2\,\mathrm{km}.

Parte da superfície da Terra em cada faixa de 500\, m de altitude (do ETOPO1, a um grau; sobre a Antártida e a Groenlândia, o topo do gelo). Os dois picos são os continentes e o fundo do oceano profundo.
Parte da superfície da Terra em cada faixa de 500 m500\,\mathrm{m} de altitude (do ETOPO1, a um grau; sobre a Antártida e a Groenlândia, o topo do gelo). Os dois picos são os continentes e o fundo do oceano profundo.

A isostasia explica os dois níveis. Os continentes são feitos de uma crosta espessa, de cerca de 41 km41\,\mathrm{km} em média, de rocha leve; o fundo do oceano, de uma crosta fina de rocha mais densa, com apenas cerca de 5 km5\,\mathrm{km} de espessura. As duas flutuam sobre a astenosfera: a crosta continental, espessa e leve, flutua alto; a crosta oceânica, fina e densa, flutua baixo, e os oceanos enchem as terras baixas.

12.5 Uma tampa flexível

A isostasia exige que a astenosfera escoe. A litosfera acima dela não escoa; ela se curva. Uma carga mais estreita que a espessura da litosfera, como uma única ilha vulcânica, é sustentada pela rigidez da placa, como um peso sobre uma tábua, e a placa cede em volta dela. Uma carga muito mais larga que essa espessura, como uma cadeia de montanhas inteira ou um manto de gelo, afunda até flutuar. Quando a carga é retirada, a litosfera volta a subir lentamente (Capítulo 23).

12.6 Exercícios

Exercício 12.1 ★

Defina a litosfera e a astenosfera. Quais dos seguintes fazem parte da litosfera: a crosta oceânica, a crosta continental, o manto mais alto, o núcleo externo?

Solução

Solução de Exercício 12.1.

A litosfera é a camada externa rígida da Terra, feita da crosta e do manto mais alto; a astenosfera é o manto mais quente e mais fraco abaixo dela, que escoa lentamente ao longo de grandes intervalos de tempo. A crosta oceânica, a crosta continental e o manto mais alto fazem parte da litosfera; o núcleo externo, não.

Exercício 12.2 ★

Um iceberg de densidade 910 kg/m3910\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} flutua em água do mar de densidade 1025 kg/m31025\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}. Que fração do seu volume fica debaixo da água? Se um iceberg de lados verticais fica 20 m20\,\mathrm{m} acima da água, qual é a sua altura total?

Solução

Solução de Exercício 12.2.

O iceberg afunda até deslocar o seu próprio peso de água: a fração debaixo da água é 910/1025≈0.888910/1025 \approx 0.888, cerca de 89 %89\,\%. A fração acima é de cerca de 11.2 %11.2\,\%, logo a altura total é 20/0.112≈180 m20/0.112 \approx 180\,\mathrm{m}, dos quais cerca de 160 m160\,\mathrm{m} ficam debaixo da água.

Exercício 12.3 ★

O solo está a 15 ∘C15\,{}^{\circ}\mathrm{C} e o gradiente geotérmico é de 26 ∘C26\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro. Qual é a temperatura no fundo de um furo de sondagem de 3 km3\,\mathrm{km} de profundidade? Por que o mesmo gradiente não pode ser usado até 100 km100\,\mathrm{km}?

Solução

Solução de Exercício 12.3.

15+26×3=93 ∘C15 + 26 \times 3 = 93\,{}^{\circ}\mathrm{C}. A 100 km100\,\mathrm{km}, o mesmo gradiente daria mais de 2600 ∘C2600\,{}^{\circ}\mathrm{C}, muito acima da temperatura de fusão da rocha do manto; mas as ondas S atravessam o manto superior, que portanto é sólido. O gradiente precisa ficar muito menor com a profundidade.

Exercício 12.4 ★

Pela figura das altitudes da superfície da Terra, dê as duas faixas de altitude mais comuns e a parte da superfície em cada uma.

Solução

Solução de Exercício 12.4.

A faixa de 0 a 500 m500\,\mathrm{m} acima do nível do mar, com cerca de 16 %16\,\% da superfície, e a faixa de 4000 a 4500 m4500\,\mathrm{m} abaixo do nível do mar, com cerca de 11 %11\,\% (a faixa de 4500 a 5000 m5000\,\mathrm{m} abaixo é quase do mesmo tamanho).

Exercício 12.5 ★

Com a fórmula T=−5.104 P2+132.899 P+1120.661T = -5.104\,P^2 + 132.899\,P + 1120.661 (temperatura em ∘C{}^{\circ}\mathrm{C}, pressão PP em gigapascals), calcule a temperatura na qual a rocha seca do manto começa a fundir na superfície (P=0P = 0) e a 3 GPa3\,\mathrm{GPa}, cerca de 95 km95\,\mathrm{km} de profundidade.

Solução

Solução de Exercício 12.5.

Para P=0P = 0: 1121 ∘C1121\,{}^{\circ}\mathrm{C}. A 3 GPa3\,\mathrm{GPa}: −5.104×9+132.899×3+1120.661≈−45.9+398.7+1120.7≈1473 ∘C-5.104 \times 9 + 132.899 \times 3 + 1120.661 \approx -45.9 + 398.7 + 1120.7 \approx 1473\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

Exercício 12.6 ★★

Na figura da geoterma modelo, leia a temperatura a 50, 150 e 250 km250\,\mathrm{km}. Em que camada, litosfera ou astenosfera, fica cada profundidade? Entre quais duas dessas profundidades a temperatura mais sobe?

Solução

Solução de Exercício 12.6.

Cerca de 730 ∘C730\,{}^{\circ}\mathrm{C} a 50 km50\,\mathrm{km} (litosfera), cerca de 1370 ∘C1370\,{}^{\circ}\mathrm{C} a 150 km150\,\mathrm{km} e 1410 ∘C1410\,{}^{\circ}\mathrm{C} a 250 km250\,\mathrm{km} (astenosfera). A temperatura mais sobe entre 50 e 150 km150\,\mathrm{km}, em mais de 600 ∘C600\,{}^{\circ}\mathrm{C}, porque a maior parte desse intervalo fica na litosfera; entre 150 e 250 km250\,\mathrm{km}, ela sobe apenas cerca de 45 ∘C45\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

Exercício 12.7 ★★

Uma cadeia de montanhas fica 3 km3\,\mathrm{km} acima de uma planície; tome ρc=2830 kg/m3\rho_c = 2830\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} e ρm=3380 kg/m3\rho_m = 3380\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}. Calcule a sua raiz e a espessura a mais da sua crosta.

Solução

Solução de Exercício 12.7.

Raiz: 3×2830/550≈15.4 km3 \times 2830/550 \approx 15.4\,\mathrm{km}. Espessura a mais: 3×3380/550≈18.4 km3 \times 3380/550 \approx 18.4\,\mathrm{km}, isto é, os 3 km3\,\mathrm{km} da cadeia mais a sua raiz.

Exercício 12.8 ★★

Uma região tem uma crosta de 55 km55\,\mathrm{km} de espessura. Com as densidades do Exercício 12.7, a que altura ela fica acima de uma região cuja crosta tem 41.1 km41.1\,\mathrm{km} de espessura?

Solução

Solução de Exercício 12.8.

A crosta é mais espessa em 55−41.1=13.9 km55 - 41.1 = 13.9\,\mathrm{km}, e ΔH=h×3380/550\Delta H = h \times 3380/550, logo h=13.9×550/3380≈2.3 kmh = 13.9 \times 550/3380 \approx 2.3\,\mathrm{km}.

Exercício 12.9 ★★

No modelo de referência, a velocidade S é de 4.470 km/s4.470\,\mathrm{km}/\mathrm{s} a 80 km80\,\mathrm{km}, 4.419 km/s4.419\,\mathrm{km}/\mathrm{s} logo acima de 220 km220\,\mathrm{km} e 4.644 km/s4.644\,\mathrm{km}/\mathrm{s} logo abaixo. Calcule, em porcentagem, a diminuição entre 80 e 220 km220\,\mathrm{km} e o salto a 220 km220\,\mathrm{km}. Por que uma diminuição de velocidade com a profundidade é surpreendente?

Solução

Solução de Exercício 12.9.

Diminuição: (4.470−4.419)/4.470≈1.1 %(4.470 - 4.419)/4.470 \approx 1.1\,\%. Salto: (4.644−4.419)/4.419≈5.1 %(4.644 - 4.419)/4.419 \approx 5.1\,\%. Com a profundidade, a rocha fica cada vez mais comprimida, o que torna as ondas sísmicas mais rápidas; uma diminuição significa que outra coisa prevalece: a rocha está quente e perto da fusão, e mais fraca.

Exercício 12.10 ★★

Na geoterma modelo, a temperatura é de 610 ∘C610\,{}^{\circ}\mathrm{C} no Moho, a 40 km40\,\mathrm{km} de profundidade, e de 1345 ∘C1345\,{}^{\circ}\mathrm{C} na base da litosfera, a 100 km100\,\mathrm{km} de profundidade. (1) Calcule o gradiente médio entre os dois. (2) Compare com o gradiente na superfície, 26 ∘C26\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro, e explique a diferença.

Solução

Solução de Exercício 12.10.

(1) (1345−610)/60≈12 ∘C(1345 - 610)/60 \approx 12\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro. (2) É cerca da metade do gradiente na superfície. Parte do calor é produzida dentro da crosta superior; esse calor também precisa atravessar as camadas de cima para escapar, o que torna o gradiente mais forte perto da superfície. Abaixo da crosta, apenas o calor que vem de mais fundo atravessa a rocha, e o gradiente é menor.

Exercício 12.11 ★★

Na astenosfera, a temperatura é tomada como 1300+0.45 z1300 + 0.45\,z (em ∘C{}^{\circ}\mathrm{C}, zz em quilômetros). Calcule-a a 200 e a 400 km400\,\mathrm{km}. Quanto ela sobe entre as duas? Compare com o aumento nos primeiros 100 km100\,\mathrm{km}, de 15 ∘C15\,{}^{\circ}\mathrm{C} na superfície a 1345 ∘C1345\,{}^{\circ}\mathrm{C} na base da litosfera.

Solução

Solução de Exercício 12.11.

A 200 km200\,\mathrm{km}: 1300+90=1390 ∘C1300 + 90 = 1390\,{}^{\circ}\mathrm{C}; a 400 km400\,\mathrm{km}: 1300+180=1480 ∘C1300 + 180 = 1480\,{}^{\circ}\mathrm{C}. O aumento é de 90 ∘C90\,{}^{\circ}\mathrm{C} em 200 km200\,\mathrm{km}. Através da litosfera, a temperatura sobe 1345−15=1330 ∘C1345 - 15 = 1330\,{}^{\circ}\mathrm{C} em apenas 100 km100\,\mathrm{km}: cerca de trinta vezes mais por quilômetro.

Exercício 12.12 ★★★

Abaixo da crosta superior, a geoterma modelo é próxima de T≈118+G zT \approx 118 + G\,z (em ∘C{}^{\circ}\mathrm{C}, zz em quilômetros), onde o gradiente GG depende do calor que vem de mais fundo. (1) Para G=12.3 ∘CG = 12.3\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro, como calculado para o leste dos Estados Unidos, encontre a profundidade em que ela encontra 1300+0.45 z1300 + 0.45\,z. (2) Faça o mesmo para G=21.5 ∘CG = 21.5\,{}^{\circ}\mathrm{C} por quilômetro, como calculado para a província de Basin and Range, no oeste. (3) Compare com as espessuras medidas, de cerca de 40 km40\,\mathrm{km} no oeste a mais de 200 km200\,\mathrm{km} no meio do continente.

Solução

Solução de Exercício 12.12.

(1) 118+12.3 z=1300+0.45 z118 + 12.3\,z = 1300 + 0.45\,z dá z=1182/11.85≈100 kmz = 1182/11.85 \approx 100\,\mathrm{km}. (2) 118+21.5 z=1300+0.45 z118 + 21.5\,z = 1300 + 0.45\,z dá z=1182/21.05≈56 kmz = 1182/21.05 \approx 56\,\mathrm{km}. (3) O oeste, mais quente, tem uma litosfera muito mais fina, como foi medido (cerca de 40 km40\,\mathrm{km} onde ela é mais fina); a litosfera muito espessa do meio do continente precisa de um gradiente ainda menor.

Exercício 12.13 ★★★

(1) Mostre que, no modelo de Airy, uma região cuja crosta é ΔH\Delta H mais espessa que uma região de referência fica mais alta em ΔH (ρm−ρc)/ρm\Delta H\,(\rho_m - \rho_c)/\rho_m. (2) Que fração de qualquer espessura a mais de crosta aparece como altura? (3) Compare com a fração de um iceberg que fica acima da água.

Solução

Solução de Exercício 12.13.

(1) Pela proposição, ΔH=h ρm/(ρm−ρc)\Delta H = h\,\rho_m/(\rho_m - \rho_c), logo h=ΔH (ρm−ρc)/ρmh = \Delta H\,(\rho_m - \rho_c)/\rho_m. (2) 550/3380≈0.16550/3380 \approx 0.16: cerca de um sexto de qualquer espessura a mais de crosta aparece como altura, cinco sextos como raiz. (3) Para o iceberg, a fração acima da água é (1025−910)/1025≈0.11(1025 - 910)/1025 \approx 0.11: a mesma regra, (densidade do fluido −- densidade do corpo que flutua)/densidade do fluido.

Exercício 12.14 ★★★

A 100 km100\,\mathrm{km}, a rocha seca do manto começa a fundir a 1489 ∘C1489\,{}^{\circ}\mathrm{C}, e a geoterma modelo está a 1345 ∘C1345\,{}^{\circ}\mathrm{C}. (1) Em quantos graus a água teria de baixar a temperatura de fusão para que a rocha começasse a fundir ali? (2) Por que até uma fração muito pequena de material fundido tornaria a rocha fraca e frearia as ondas sísmicas?

Solução

Solução de Exercício 12.14.

(1) 1489−1345=144 ∘C1489 - 1345 = 144\,{}^{\circ}\mathrm{C}. (2) Um pouco de material fundido se junta em películas finas entre os grãos da rocha. Os grãos então deixam de estar firmemente presos uns aos outros: a rocha resiste menos ao cisalhamento, de modo que as ondas S ficam mais lentas, e ela pode se deformar e escoar com muito mais facilidade.

Exercício 12.15 ★★★

Apenas 3 %3\,\% da superfície da Terra se eleva acima de 2 km2\,\mathrm{km}, enquanto 53 %53\,\% fica a mais de 3 km3\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar. (1) Se todas as terras emersas fossem aplainadas e a sua rocha despejada nos oceanos, a superfície terminaria perto do nível do mar? Use a isostasia para explicar a sua resposta. (2) O que a existência de dois níveis nos diz sobre a crosta?

Solução

Solução de Exercício 12.15.

(1) Não. Aplainar as terras deixaria a crosta continental um pouco mais fina, mas ela continuaria espessa e leve, e continuaria flutuando muito mais alto que a crosta fina e densa do fundo do oceano; os oceanos continuariam enchendo as bacias entre os continentes. (2) Existem dois tipos de crosta, de espessura e densidade diferentes: uma crosta continental espessa e leve e uma crosta oceânica fina e densa.

12.7 Problema: por que o Tibete fica a cinco quilômetros de altura

Problema 12.1

Problema de fim de semana — pesar um planalto

O planalto tibetano é a maior região alta da Terra. Entre as latitudes 31∘31{}^{\circ} e 35∘35{}^{\circ} Norte e as longitudes 80∘80{}^{\circ} e 95∘95{}^{\circ} Leste, a sua altitude média é de 5010 m5010\,\mathrm{m}; a altitude média de todas as terras fora da Antártida é de 670 m670\,\mathrm{m}. A crosta continental tem 41.1 km41.1\,\mathrm{km} de espessura em média e uma densidade média ρc=2830 kg/m3\rho_c = 2830\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}; o manto logo abaixo do Moho tem a densidade ρm=3380 kg/m3\rho_m = 3380\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}.

Parte I — O planalto e um continente médio.

  1. Quanto o planalto fica mais alto que o continente médio?
  2. Em que porcentagem a crosta é menos densa que o manto abaixo dela?
  3. Um bloco de crosta que flutuasse livremente sobre a rocha do manto afundaria até que fração da sua espessura ficasse abaixo da superfície do manto? Compare com o iceberg (910910 em 10251025).
  4. O manto é sólido. Ao longo de que intervalos de tempo ele se comporta como um sólido, e ao longo de quais ele pode se comportar como a água em volta de um iceberg?
  5. Por que a profundidade de compensação precisa ser escolhida abaixo do Moho das duas colunas?

Parte II — O equilíbrio de Airy para duas colunas.

  1. Desenhe as duas colunas, o continente médio e o planalto, das suas superfícies até uma profundidade de 70 km70\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar, com a crosta do planalto mais espessa em ΔH\Delta H.
  2. Escreva que as duas colunas pesam o mesmo, e deduza ΔH\Delta H em função da diferença de altura hh e das densidades.
  3. Calcule ρm/(ρm−ρc)\rho_m/(\rho_m - \rho_c).
  4. Calcule a raiz do planalto abaixo do Moho do continente médio.
  5. A que profundidade abaixo do nível do mar fica o Moho do continente médio, e a que profundidade fica o do planalto?

Parte III — A espessura da crosta.

  1. Calcule a espessura da crosta sob o planalto.
  2. Verifique o equilíbrio: calcule, para cada coluna, a massa de rocha acima de um metro quadrado até 70 km70\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar, em toneladas.
  3. Que espessura teria a crosta sob uma planície no nível do mar?
  4. Quantas vezes mais espessa que a crosta continental média é a crosta sob o Tibete?
  5. Se o manto fosse um pouco mais leve, ρm=3300 kg/m3\rho_m = 3300\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, que espessura o modelo daria? O resultado é muito sensível às densidades?

Parte IV — Comparação com as medições sísmicas.

  1. As ondas sísmicas convertidas no Moho o situam a cerca de 70 km70\,\mathrm{km} de profundidade sob o norte do Tibete. Compare com a questão 11.
  2. Logo ao norte do planalto, a bacia de Qaidam fica a uma altitude média de 3230 m3230\,\mathrm{m}, e o seu Moho fica a cerca de 50 km50\,\mathrm{km} de profundidade. Que espessura de crosta o modelo de Airy prevê ali?
  3. A bacia de Qaidam é preenchida por vários quilômetros de sedimentos, mais leves que a crosta média. Isso torna a crosta real mais fina ou mais espessa que a do modelo? Explique.
  4. Que propriedade da astenosfera torna possível esse equilíbrio?
  5. Conclua: qual é a espessura da crosta sob o Tibete, e por que o planalto fica a cinco quilômetros de altura?
Solução

Solução de Problema 12.1.

1. 5.01−0.67=4.34 km5.01 - 0.67 = 4.34\,\mathrm{km}.

2. (3380−2830)/3380≈16 %(3380 - 2830)/3380 \approx 16\,\%.

3. A fração 2830/3380≈0.842830/3380 \approx 0.84 ficaria abaixo; o iceberg afunda um pouco mais, 910/1025≈0.89910/1025 \approx 0.89, porque o gelo tem uma densidade mais próxima da água do que a crosta da do manto.

4. Durante os segundos de uma onda sísmica, ou o tempo de um terremoto, o manto é um sólido; só ao longo de intervalos de tempo muito longos a astenosfera escoa e deixa a crosta flutuar.

5. Abaixo do Moho mais profundo, as duas colunas são feitas da mesma rocha do manto nas mesmas profundidades, e ali pesam o mesmo; todas as diferenças ficam acima dessa profundidade e precisam ser incluídas.

6. O continente médio: crosta de 0.67 km0.67\,\mathrm{km} acima a 40.4 km40.4\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar, depois manto até 70 km70\,\mathrm{km}. O planalto: crosta de 5.01 km5.01\,\mathrm{km} acima do nível do mar até um Moho mais fundo pela raiz, depois manto até 70 km70\,\mathrm{km}.

7. A coluna do planalto tem h+rh + r de crosta a mais, e a coluna do continente tem, em vez disso, manto na espessura rr: ρc (h+r)=ρm r\rho_c\,(h + r) = \rho_m\,r, logo r=h ρc/(ρm−ρc)r = h\,\rho_c/(\rho_m - \rho_c) e ΔH=h+r=h ρm/(ρm−ρc)\Delta H = h + r = h\,\rho_m/(\rho_m - \rho_c).

8. 3380/550≈6.153380/550 \approx 6.15.

9. ΔH=4.34×6.15≈26.7 km\Delta H = 4.34 \times 6.15 \approx 26.7\,\mathrm{km}; a raiz é 26.7−4.34≈22.3 km26.7 - 4.34 \approx 22.3\,\mathrm{km}.

10. O Moho do continente médio fica 41.1−0.67≈40.4 km41.1 - 0.67 \approx 40.4\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar; o do planalto fica 40.4+22.3≈62.8 km40.4 + 22.3 \approx 62.8\,\mathrm{km} abaixo do nível do mar.

11. 41.1+26.7≈67.8 km41.1 + 26.7 \approx 67.8\,\mathrm{km}.

12. Um quilômetro de rocha acima de um metro quadrado tem uma massa de ρ×1000 m3\rho \times 1000\,\mathrm{m}^{3}: 28302830 toneladas de crosta ou 33803380 toneladas de manto. Continente: 41.1×2830+(70−40.43)×3380≈116 300+99 900≈216 30041.1 \times 2830 + (70 - 40.43) \times 3380 \approx 116\,300 + 99\,900 \approx 216\,300 toneladas. Planalto: 67.77×2830+(70−62.76)×3380≈191 800+24 500≈216 30067.77 \times 2830 + (70 - 62.76) \times 3380 \approx 191\,800 + 24\,500 \approx 216\,300 toneladas. As duas são iguais.

13. 41.1−0.67×6.15≈37.0 km41.1 - 0.67 \times 6.15 \approx 37.0\,\mathrm{km}.

14. 67.8/41.1≈1.6567.8/41.1 \approx 1.65 vez.

15. 3300/470≈7.023300/470 \approx 7.02, ΔH≈4.34×7.02≈30.5 km\Delta H \approx 4.34 \times 7.02 \approx 30.5\,\mathrm{km}, e uma crosta de cerca de 71.6 km71.6\,\mathrm{km}. Uma mudança de cerca de 2 %2\,\% na densidade do manto muda a espessura em cerca de 4 km4\,\mathrm{km}: o resultado depende visivelmente das densidades, mas continua perto de 70 km70\,\mathrm{km}.

16. O modelo dá cerca de 68 km68\,\mathrm{km}, as ondas sísmicas cerca de 70 km70\,\mathrm{km}: eles concordam dentro de poucos por cento.

17. h=3.23−0.67=2.56 kmh = 3.23 - 0.67 = 2.56\,\mathrm{km}, ΔH=2.56×6.15≈15.7 km\Delta H = 2.56 \times 6.15 \approx 15.7\,\mathrm{km}, e uma crosta de cerca de 56.8 km56.8\,\mathrm{km}, uns 7 km7\,\mathrm{km} a mais que o medido.

18. Mais fina. Uma coluna cuja parte de cima é mais leve que a média pesa menos para a mesma espessura, logo flutua mais alto: uma crosta mais leve precisa de uma raiz menor para ficar a uma altura dada. A crosta real pode portanto ser mais fina que a do modelo, como foi medido.

19. Ao longo de grandes intervalos de tempo, a astenosfera escoa: ela se afasta sob uma coluna pesada e volta sob uma coluna leve, até que as colunas se equilibrem.

20. A crosta sob o Tibete tem cerca de 70 km70\,\mathrm{km} de espessura, muito mais que os 41 km41\,\mathrm{km} de um continente médio: o planalto fica a cinco quilômetros de altura porque a sua crosta espessa e leve flutua sobre o manto, mais denso, com uma raiz de mais de 20 km20\,\mathrm{km}.

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