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Ciências da Terra e do espaço do ensino médio · 10–12 年级
4Por que as nuvens se formam
Num terraço, no verão, um copo de água gelada está sobre a mesa. Em um minuto, a parte de fora dele se cobre de gotinhas, e um anel de água se espalha ao seu pé. A água não vazou através do vidro: ela saiu do ar, que se resfriou onde tocava o copo frio. Algumas horas mais tarde, a quilômetros acima da planície, a mesma coisa acontece em grande escala: bolhas de ar quente sobem, se resfriam e, a certa altura, a água que elas carregam aparece na forma dos montes brancos de base achatada chamados cúmulos. Este capítulo explica quanto vapor de água o ar pode conter, por que o ar que sobe se resfria, a que altura as nuvens se formam, por que em certos dias elas ficam achatadas e em outros se elevam em trovoadas, e como as minúsculas gotículas de nuvem se transformam em chuva e neve.
O que você já sabe
As nuvens são feitas de minúsculas gotículas de água ou de cristais de gelo; elas são classificadas em famílias pela forma e pela altura, e dão chuva, neve e granizo, medidos com um pluviômetro (Livro 1, 4º ano). A temperatura do ar diminui com a altura na camada mais baixa da atmosfera, em média cerca de por quilômetro; é o gradiente térmico vertical do ar ambiente, e as frentes separam massas de ar de temperaturas diferentes (Livro 1, 8º ano). A pressão diminui com a altura (os livros de física). A água evapora e se condensa, e a evaporação absorve um calor latente que a condensação devolve (os livros de física e o Capítulo 3).
4.1 Vapor de água e saturação
O ar sempre contém algum vapor de água, um gás invisível. Quanto ele pode conter depende sobretudo da sua temperatura.
Definição 4.1 (Saturação; umidade relativa)
O ar está saturado quando contém a maior massa de vapor de água que pode conter à sua temperatura, o seu teor de saturação; todo vapor a mais se condensa em gotículas. A umidade relativa do ar é o seu teor de vapor de água dividido pelo seu teor de saturação à mesma temperatura e à mesma pressão, expresso em porcentagem.
O teor de água do ar é medido aqui em gramas de vapor por quilograma de ar seco (): uma parcela de ar que sobe ou desce sem ganhar nem perder água conserva o mesmo teor, mesmo quando se expande.
A curva sobe abruptamente: a , a , a . Cada de aquecimento quase dobra a água que o ar pode conter. É por isso que o ar tropical pode trazer chuvas torrenciais, e que o ar de um inverno polar, mesmo saturado, quase não contém nada.
Definição 4.2 (Ponto de orvalho)
O ponto de orvalho do ar é a temperatura até a qual ele precisa ser resfriado, conservando o seu teor de água e a sua pressão, para ficar saturado.
Método 4.3 (Umidade relativa e ponto de orvalho a partir de uma tabela)
- Leia na tabela o teor de saturação à temperatura do ar.
- Umidade relativa: divida por ele o teor de água do ar.
- Ponto de orvalho: encontre na tabela a temperatura cujo teor de saturação é igual ao teor de água do ar.
Exemplo 4.4 (Uma manhã de verão)
A , o ar contém . O teor de saturação a é de , logo a umidade relativa é . O teor de saturação é de a : esse é o ponto de orvalho. À tarde, o mesmo ar aquecido a (teor de saturação ) tem uma umidade relativa de apenas — com exatamente a mesma água.
O copo da abertura está mais frio que o ponto de orvalho do ar à sua volta: o ar que o toca se resfria abaixo do seu ponto de orvalho e deixa água sobre o vidro. Numa noite de céu limpo, a grama e o teto dos carros perdem calor irradiando infravermelho para o céu e ficam mais frios que o ar: forma-se orvalho sobre eles, ou geada abaixo de . Quando uma camada inteira de ar perto do chão se resfria até o seu ponto de orvalho, gotículas se formam no próprio ar: é a neblina.
4.2 O ar que sobe se resfria
A maioria das nuvens não se forma porque o ar toca algo frio. Elas se formam porque o ar sobe. A pressão diminui com a altura; uma parcela de ar que sobe se expande, empurrando o ar em volta, e a energia desse trabalho é retirada da própria parcela.
Definição 4.5 (Resfriamento adiabático; gradiente adiabático seco)
O resfriamento adiabático é o resfriamento de uma parcela de ar que se expande sem trocar calor com o que a cerca. A taxa com que o ar não saturado que sobe se resfria dessa maneira é o gradiente adiabático seco, perto de por quilômetro de subida; o ar que desce se aquece à mesma taxa.
Proposição 4.6 (O gradiente adiabático seco)
O gradiente adiabático seco é , em que e é a energia que aquece um quilograma de ar em um grau a pressão constante: , isto é, . (Admitido: a demonstração cabe aos livros de física.)
O ponto de orvalho da parcela também baixa à medida que ela sobe, mas devagar: o seu teor de água continua o mesmo, enquanto a queda da pressão torna o vapor um pouco mais fácil de saturar. O cálculo para o ar perto do chão dá cerca de por quilômetro. A temperatura da parcela se aproxima, portanto, do seu ponto de orvalho em cerca de a cada quilômetro de subida.
Definição 4.7 (Nível de condensação)
O nível de condensação de uma parcela de ar é a altura em que, ao subir, ela fica saturada. Acima dele a água se condensa: o nível de condensação é a base plana das nuvens que o ar ascendente forma.
Proposição 4.8 (Altura do nível de condensação)
O ar que sobe do chão com temperatura e ponto de orvalho (em ) fica saturado a cerca de
Demonstração. A uma altura (em km), a temperatura da parcela é e o seu ponto de orvalho é . Ela fica saturada quando os dois são iguais: , logo e km. Um oitavo de quilômetro são . ∎
Exemplo 4.9 (Um cúmulo à tarde)
Na tarde do Exemplo 4.4, o ar junto ao chão está a , com ponto de orvalho de . As bolhas que sobem ficam saturadas a : os cúmulos têm a base plana a cerca de de altura. De manhã, a , o mesmo ar teria se condensado a apenas : a base das nuvens sobe ao longo do dia, à medida que o chão se aquece.
4.3 Ar estável e ar instável
Se uma parcela que sobe continua subindo depende do ar à sua volta. Uma parcela mais quente que o que a cerca é mais leve que o ar que ela desloca e sobe, como um balão de ar quente; uma parcela mais fria que o que a cerca volta a descer.
Definição 4.10 (Ar estável; ar instável)
O ar é estável quando uma parcela empurrada para cima fica mais fria que o ar à sua volta e, por isso, volta a descer até o ponto de partida. Ele é instável quando a parcela fica mais quente que o ar à sua volta e continua subindo sozinha.
A parcela que sobe se resfria segundo o gradiente adiabático seco, por quilômetro, enquanto não está saturada. Uma vez saturada, ela se resfria mais devagar: a condensação libera calor latente dentro da parcela. O cálculo dá cerca de por quilômetro no ar quente perto do chão, cerca de a , e mais no ar frio mais alto, onde resta pouca água para condensar; é o gradiente adiabático saturado. (A sua fórmula é deduzida nos volumes universitários.)
Método 4.11 (Este ar é estável?)
- Descubra com que rapidez a temperatura do ar em volta diminui com a altura (o gradiente térmico vertical do ar ambiente, dado por uma sondagem com balão).
- Compare-a com a taxa com que a parcela se resfria: o gradiente seco, cerca de , abaixo do seu nível de condensação; o gradiente saturado, cerca de , acima dele.
- Se o ar em volta se resfria mais devagar que a parcela, a parcela acaba mais fria: estável. Se ele se resfria mais depressa, a parcela acaba mais quente: instável. Uma camada em que a temperatura aumenta com a altura é muito estável: ela detém o ar que sobe como uma tampa.
Com o gradiente médio de cerca de , o ar é estável enquanto não está saturado (a parcela se resfria mais depressa) e instável quando está saturado (a parcela se resfria mais devagar). Diz-se que esse ar é condicionalmente instável: ele é estável, a não ser que algo o levante até o seu nível de condensação, e então a nuvem cresce por si só.
Quando o ar é estável e é levantado mesmo assim — sobre uma montanha, ou ao longo de uma frente —, as nuvens que se formam se espalham em camadas cinzentas e planas: os estratos. Quando ele é instável, as nuvens se avolumam para cima em montes: os cúmulos e, quando a instabilidade chega alto o bastante, os cumulonimbos das trovoadas, cujo topo se espalha numa bigorna quando encontra o ar muito estável acima da camada mais baixa da atmosfera.
4.4 Quatro maneiras de levantar o ar
O ar sobe por quatro razões.
- Aquecimento por baixo. Num dia de sol, o chão aquece o ar acima dele; bolhas de ar quente sobem das manchas mais quentes. São elas que dão os cúmulos da tarde.
- Montanhas. O vento que sopra contra uma cordilheira é forçado a subir pela sua encosta.
- Frentes. Onde massas de ar quente e de ar frio se encontram, o ar quente, mais leve, sobe por cima do ar frio, ou o ar frio se enfia por baixo dele (Livro 1, 8º ano).
- Convergência. Quando os ventos convergem perto do chão, o ar não tem para onde ir a não ser para cima, como na faixa de ar ascendente perto do equador e no centro de uma depressão.
Método 4.12 (Seguir uma parcela sobre uma montanha)
- Encontre o nível de condensação com a regra dos 125 metros; até ele, a parcela se resfria a .
- Dali até a crista, ela se resfria segundo o gradiente saturado; a água que se condensa cai como chuva ou neve na encosta de barlavento.
- Depois da crista, a parcela desce, não saturada: ela se aquece a durante toda a descida.
Exemplo 4.13 (O vento quente e seco de sotavento)
Um ar ao nível do mar a , com ponto de orvalho de , é empurrado sobre uma serra de de altura. Ele fica saturado a , a cerca de . Dali até a crista, ele se resfria segundo o gradiente saturado, até cerca de , e perde como chuva cerca de um terço da sua água (de para ). Descendo pelo outro lado, ele se aquece segundo o gradiente seco ao longo de : chega à planície a cerca de , sete graus mais quente do que no início, com uma umidade relativa de cerca de . Ventos quentes e secos como esse sopram a sotavento de muitas cordilheiras.
4.5 Das gotículas à chuva e à neve
O vapor de água não se condensa facilmente num ar perfeitamente limpo. As gotículas se formam sobre partículas de matéria.
Definição 4.14 (Núcleo de condensação)
Um núcleo de condensação é uma partícula minúscula em suspensão no ar — um grão de sal marinho, poeira, fumaça ou fuligem — sobre a qual o vapor de água se condensa para formar uma gotícula de nuvem.
Um núcleo típico mede cerca de , uma gotícula de nuvem cerca de , uma gota de garoa e uma gota de chuva cerca de . Uma gota de chuva é cem vezes mais larga que uma gotícula de nuvem, logo o seu volume é vezes maior: um milhão de gotículas de nuvem formam uma gota de chuva. As gotículas de nuvem são tão pequenas que a menor corrente ascendente as mantém no ar; para que a chuva caia, as gotículas precisam crescer cem vezes.
Dois processos as fazem crescer.
Definição 4.15 (Processo da chuva quente; processo dos cristais de gelo)
No processo da chuva quente, as gotículas maiores de uma nuvem caem mais depressa que as pequenas, chocam-se com elas e se fundem, crescendo enquanto caem. No processo dos cristais de gelo, na parte de uma nuvem mais fria que , onde cristais de gelo e gotículas super-resfriadas (líquidas abaixo de ) estão misturados, os cristais crescem tomando o vapor que as gotículas evaporam; eles caem como flocos de neve e derretem em gotas de chuva se o ar abaixo for quente.
O processo dos cristais de gelo funciona porque o teor de saturação é menor sobre o gelo do que sobre a água líquida à mesma temperatura: a , a pressão de vapor de saturação é de sobre a água e de sobre o gelo. Um ar saturado para as gotículas contém de vapor a mais do que o gelo suporta: o vapor se condensa sobre os cristais, e as gotículas evaporam para repô-lo.
Observação 4.16 (O calor latente alimenta a tempestade)
Cada quilograma de água que se condensa numa nuvem dá ao ar cerca de , o calor latente retirado do mar ou do chão quando ela evaporou (Capítulo 3). É esse calor que torna o gradiente saturado mais lento que o gradiente seco e mantém um cumulonimbo subindo; o Capítulo 5 o acompanha até as maiores tempestades.
4.6 Exercícios
Nestes exercícios, use os teores de saturação (em , à pressão do nível do mar) da tabela abaixo, o gradiente seco , uma queda do ponto de orvalho de e um gradiente saturado de .
| temperatura () | 0 | 4 | 8 | 10 | 12 | 14 | 16 | 20 | 24 | 28 | 30 |
| teor de saturação () | 3.8 | 5.0 | 6.7 | 7.6 | 8.7 | 10.0 | 11.4 | 14.7 | 18.9 | 24.1 | 27.2 |
Exercício 4.1 ★
Defina a umidade relativa e o ponto de orvalho do ar.
Solução
Solução de Exercício 4.1.
A umidade relativa é o teor de vapor de água do ar dividido pelo seu teor de saturação à mesma temperatura e à mesma pressão, em porcentagem. O ponto de orvalho é a temperatura até a qual o ar precisa ser resfriado, conservando o seu teor de água e a sua pressão, para ficar saturado.
Exercício 4.2 ★
A partir da tabela, dê o teor de saturação a , , e . Por aproximadamente que fator ele cresce a cada de aquecimento?
Solução
Solução de Exercício 4.2.
, , e . Cada o multiplica por cerca de 2 (, , ).
Exercício 4.3 ★
Um ar a contém de vapor de água. Encontre a sua umidade relativa e o seu ponto de orvalho.
Solução
Solução de Exercício 4.3.
Teor de saturação a : ; umidade relativa . O teor de saturação é de a : é o ponto de orvalho.
Exercício 4.4 ★
Explique por que um copo de água gelada “sua” no verão, e por que isso não acontece num dia de inverno muito seco dentro de casa.
Solução
Solução de Exercício 4.4.
No verão, o ar é úmido e o seu ponto de orvalho fica bem acima da temperatura do copo: o ar que toca o copo se resfria abaixo do seu ponto de orvalho e a água se condensa sobre ele. O ar de inverno muito seco dentro de casa tem um ponto de orvalho mais baixo que a temperatura do copo: mesmo resfriado contra ele, o ar continua não saturado.
Exercício 4.5 ★
Cite as quatro maneiras pelas quais o ar é obrigado a subir, com um exemplo de cada.
Solução
Solução de Exercício 4.5.
Aquecimento por baixo (cúmulos da tarde sobre um chão ensolarado); montanhas (vento forçado a subir uma cordilheira); frentes (ar quente subindo sobre ar frio); convergência (ventos que convergem perto do equador ou para dentro de uma depressão).
Exercício 4.6 ★★
Usando a Proposição 4.8, encontre a altura da base das nuvens para um ar a com ponto de orvalho de , e para um ar a com ponto de orvalho de . Qual dos dois dias deve ser cinzento e de nuvens baixas?
Solução
Solução de Exercício 4.6.
; . O segundo dia: as nuvens se formam a apenas acima do chão.
Exercício 4.7 ★★
Uma parcela de ar não saturado sai do chão a . Qual é a sua temperatura a e a de altura, se ela continuar não saturada? Descendo de novo a partir de , a que temperatura ela chega ao chão?
Solução
Solução de Exercício 4.7.
A : ; a : . Descendo, ela se aquece à mesma taxa e chega ao chão de novo a .
Exercício 4.8 ★★
Uma sondagem com balão mostra a temperatura diminuindo por km. O ar é estável para uma parcela não saturada? E para uma saturada? Numa tarde quente, a temperatura cai no primeiro quilômetro acima do chão: o que acontece com as bolhas de ar quente?
Solução
Solução de Exercício 4.8.
Com , tanto uma parcela não saturada () quanto uma saturada () se resfriam mais depressa que o ar em volta: estável nos dois casos. Com , até uma bolha não saturada se resfria mais devagar que o ar em volta: ela continua mais quente e segue subindo, e as bolhas de ar quente sobem livremente.
Exercício 4.9 ★★
Um ar saturado a é resfriado até . Quantos gramas de água se condensam por quilograma de ar? Para onde vai o calor latente liberado?
Solução
Solução de Exercício 4.9.
por quilograma de ar. O calor latente aquece o ar em que a água se condensa, o que retarda o seu resfriamento.
Exercício 4.10 ★★
Quantas gotículas de nuvem de de diâmetro formam uma gota de garoa de de diâmetro? E uma gota de chuva de ?
Solução
Solução de Exercício 4.10.
Os volumes crescem como o cubo do diâmetro: gotículas para uma gota de garoa; para uma gota de chuva.
Exercício 4.11 ★★
Explique, passo a passo, por que a neblina se forma nos vales, e não no alto dos morros, ao amanhecer, depois de uma noite limpa e calma.
Solução
Solução de Exercício 4.11.
Sob um céu limpo, o chão irradia infravermelho e se resfria, assim como o ar que o toca. Esse ar frio é mais denso que o ar acima dele; nas encostas, ele escorre morro abaixo e se acumula no fundo do vale. Ali ele continua se resfriando durante a noite até atingir o seu ponto de orvalho, e gotículas se formam no próprio ar: a neblina. No alto dos morros, o ar não fica tão frio e permanece acima do seu ponto de orvalho.
Exercício 4.12 ★★★
O gradiente seco é e o ponto de orvalho baixa à taxa (os dois em ). Mostre que o nível de condensação fica em . Sobre um planalto elevado, o ponto de orvalho baixa : em que se transforma a regra “ por grau”?
Solução
Solução de Exercício 4.12.
Na altura , a temperatura é e o ponto de orvalho ; eles são iguais quando , logo . Com : , e por grau.
Exercício 4.13 ★★★
Um ar ao nível do mar a , com ponto de orvalho de , atravessa uma serra de de altura. Seguindo o Método 4.12, encontre o nível de condensação, a temperatura ali, a temperatura na crista e a temperatura com que o ar chega à planície do outro lado.
Solução
Solução de Exercício 4.13.
Nível de condensação: ; temperatura ali: . Crista: . Descendo segundo o gradiente seco: , cerca de sete graus mais quente do que do lado de barlavento.
Exercício 4.14 ★★★
A , a pressão de vapor de saturação é de sobre a água e de sobre o gelo. Em que porcentagem um ar saturado para as gotículas está supersaturado para o gelo? Compare com e diga em que parte de uma nuvem o processo dos cristais de gelo funciona melhor.
Solução
Solução de Exercício 4.14.
A : , de supersaturação para o gelo; a : , . Nessas temperaturas, quanto mais fria a nuvem, maior a vantagem do gelo: o processo funciona melhor na parte alta e fria de uma nuvem onde gotículas e cristais estão misturados.
Exercício 4.15 ★★★
O ar em volta se resfria . Uma parcela parte à mesma temperatura que o ar em volta e sobe . Calcule a diferença entre a sua temperatura e a do ar em volta se ela não estiver saturada e, depois, se estiver saturada. Explique a expressão “condicionalmente instável”.
4.7 Problema: uma tarde de verão sobre a planície
Problema 4.1
Problema de fim de semana — da umidade da manhã à base das nuvens da tarde
Sobre uma vasta planície, num dia de verão, o ar perto do chão contém de vapor de água o dia inteiro. Ele está a de manhã e a à tarde. Uma sondagem com balão (um exemplo inventado) dá a temperatura do ar acima:
| altura (km) | 0 | 0.5 | 1.0 | 1.5 | 2.5 | 3.5 | 3.6 | 4.0 |
| temperatura () | 28.0 | 23.1 | 18.2 | 13.4 | 6.9 | 0.4 | 1.2 |
Use a tabela dos teores de saturação e os gradientes dados antes dos exercícios.
Parte I — A umidade.
- Dê o teor de saturação a .
- Calcule a umidade relativa da manhã.
- Encontre o ponto de orvalho do ar.
- Calcule a umidade relativa à tarde.
- O ar ficou mais seco à tarde? Explique.
Parte II — A noite e o orvalho.
- Durante a noite, o ar perto do chão se resfria. A que temperatura o orvalho começa a se formar?
- Se o ar se resfriar até , quantos gramas de água por quilograma de ar terão se condensado?
- Por que o orvalho se forma sobre a grama e sobre o teto dos carros antes de se formar no ar?
Parte III — A sondagem.
- Calcule a taxa com que a temperatura diminui entre e . Compare-a com o gradiente seco.
- Calcule-a entre e .
- O ar entre e é estável para uma parcela não saturada? E para uma saturada?
- O que acontece entre e ? O que isso faz com uma nuvem que cresce para cima?
Parte IV — A base das nuvens.
- Calcule a diferença entre a temperatura do ar e o seu ponto de orvalho junto ao chão, à tarde.
- Calcule a temperatura e o ponto de orvalho de uma bolha desse ar depois de subir , ainda não saturada.
- Quanto diminuiu a diferença entre os dois? A que taxa ela diminui?
- Mostre que essa taxa dá a regra “ por grau”.
- Qual teria sido a base das nuvens de manhã?
- Explique por que a base dos cúmulos sobe ao longo do dia.
- Escreva a equação que diz que a temperatura da bolha é igual ao seu ponto de orvalho na altura (em km).
- Resolva-a: a que altura fica a base dos cúmulos da tarde?
Solução
Solução de Problema 4.1.
1. .
2. .
3. , em que o teor de saturação é de .
4. .
5. Não: ele contém os mesmos . A sua umidade relativa caiu porque, mais quente, ele poderia conter mais.
6. No seu ponto de orvalho, .
7. por quilograma de ar.
8. Sob um céu noturno limpo, a grama e os tetos irradiam infravermelho e ficam mais frios que o ar; o ar que os toca se resfria abaixo do seu ponto de orvalho antes do resto do ar.
9. , praticamente o gradiente seco: as bolhas da tarde misturaram essa camada.
10. .
11. Estável para uma parcela não saturada, que se resfria mais depressa (); instável para uma saturada, que se resfria mais devagar ().
12. A temperatura aumenta com a altura, de para : uma camada muito estável, que funciona como uma tampa. A nuvem que cresce para cima para ali: o seu topo fica perto de .
13. .
14. Temperatura ; ponto de orvalho .
15. De 12 para : ela diminuiu , uma taxa de por quilômetro.
16. Um grau de diferença se fecha em km, isto é, .
17. .
18. O ponto de orvalho fica em enquanto o ar perto do chão se aquece: a diferença aumenta, e com ela a altura em que ela se fecha.
19. .
20. , logo : a base dos cúmulos da tarde fica a cerca de acima da planície (o cálculo exato com as propriedades da água dá ).