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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 1.º ano · 本科一年级
26Estrutura da atmosfera e do oceano
Duas vezes por dia, em estações meteorológicas em todo o mundo, solta-se um balão que leva um radiossonda, um pequeno instrumento que transmite por rádio a pressão, a temperatura e a umidade do ar à medida que ele sobe; ele sobe a cerca de por minuto e pode passar de antes que o balão estoure. Longe no mar, um navio de pesquisa baixa por um cabo, até o abismo, um quadro de instrumentos e garrafas de água, medindo a condutividade, a temperatura e a profundidade o tempo todo. Os dois perfis, um do ar e um da água, são a matéria-prima deste capítulo. Os dois envelopes são estratificados, e em ambos a estratificação é fixada pela densidade: fluido leve sobre fluido pesado. O que torna uma camada leve ou pesada é menos óbvio do que parece. Ar mais frio que o ar abaixo dele pode ainda assim ser o mais leve; água mais quente que a água acima dela pode ainda assim ser a mais pesada. O capítulo constrói as duas ferramentas que resolvem isso, a temperatura potencial e a equação de estado da água do mar.
O que você já sabe
Os livros de física dão a relação hidrostática, , para um fluido em repouso; para um gás ideal de massa molar , , e em uma atmosfera isotérmica a pressão cai como com a altura de escala . Eles enunciam a primeira lei para um sistema fechado e, para um gás ideal, a relação de Laplace ao longo de uma transformação adiabática reversível, constante, com e por unidade de massa. Um corpo imerso em um fluido recebe um empuxo para cima igual ao peso do fluido que desloca (Arquimedes). O Livro 1 nomeou as camadas da atmosfera e o gradiente ambiental da atmosfera padrão, de por quilômetro na troposfera; o Livro 2 admitiu o gradiente adiabático seco, de por quilômetro, chamou o ar de estável ou instável conforme o destino de uma porção empurrada para cima, e descreveu a camada de mistura, a termoclina, a haloclina e a picnoclina do oceano. A salinidade da água do mar é próxima de 35 gramas de sais dissolvidos por quilograma.
26.1 Estrutura vertical da atmosfera
Nenhuma sondagem real é igual à seguinte. Para compará-las, um perfil de referência é fixado por convenção.
Definição 26.1 (Atmosfera padrão)
Uma atmosfera padrão é um perfil de temperatura, pressão e densidade em função da altura fixado por convenção: ar seco de massa molar constante, um gás ideal em equilíbrio hidrostático, com valores dados ao nível do mar e uma temperatura que varia linearmente com a altura em camadas sucessivas. A atmosfera padrão de 1976 toma e ao nível do mar, , e .
Abaixo de a padrão de 1976 tem quatro camadas (Table 26.1). A mais baixa, a troposfera, esfria a por quilômetro; de seu topo, a tropopausa, a temperatura se mantém em por nove quilômetros, depois sobe. As alturas da padrão são alturas geopotenciais, as alturas que uma gravidade constante daria à mesma energia potencial; abaixo de elas diferem das alturas geométricas em menos de (os da padrão ficam a ).
| Camada | Base (km) | (K/km) | na base (K) | na base (hPa) |
|---|---|---|---|---|
| 1 (troposfera) | 0 | 288.15 | 1013.25 | |
| 2 (estratosfera) | 11 | 0.0 | 216.65 | 226.32 |
| 3 (estratosfera) | 20 | 216.65 | 54.75 | |
| 4 (estratosfera) | 32 | 228.65 | 8.68 |
Em cada camada a temperatura é uma função linear da altura, de modo que a relação hidrostática pode ser integrada em forma fechada.
Proposição 26.2 (Pressão em uma camada de gradiente constante)
Em uma camada de ar seco onde com constante, a pressão é
onde e são os valores na base . Quando a pressão cai exponencialmente com a altura de escala .
Demonstração. A relação hidrostática e o gás ideal dão . Como , isto é , que integra a . Para , e : a atmosfera isotérmica dos livros de física. ∎
Na troposfera da padrão, , e a , K: , um pouco menos de um quarto do valor ao nível do mar. Na camada isotérmica acima, , e nove quilômetros acima a pressão caiu por um fator adicional , para . Como a pressão em um nível é o peso, por unidade de área, do ar acima dele, metade da massa da atmosfera padrão fica abaixo de e nove décimos abaixo de .
26.2 Gradientes térmicos e temperatura potencial
Definição 26.3 (Gradientes ambiental e adiabático seco)
O gradiente ambiental é , a taxa com que a temperatura do ar em repouso diminui com a altura, como uma sondagem a mede. O gradiente adiabático seco é a taxa com que a temperatura de uma porção de ar não saturado diminui à medida que a porção é elevada.
Uma taxa de gradiente é positiva quando a temperatura cai com a altura. As duas taxas são de naturezas diferentes: a primeira descreve o estado da atmosfera em um instante; a segunda, a transformação de um pedaço de ar que se move.
Definição 26.4 (Porção de ar)
Uma porção de ar é um volume de ar seguido em seu movimento, pequeno o bastante para ter uma única temperatura e pressão e não perturbar o ar em volta, grande o bastante para manter sua identidade: não troca massa e, durante um deslocamento rápido, nenhum calor com o entorno, e sua pressão é a cada instante a do ar circundante.
A porção é uma idealização, como o sistema fechado da termodinâmica: os resultados a seguir valem para o ar real na medida em que um pedaço em movimento troca pouco calor e pouca massa com o entorno.
Teorema 26.5 (O gradiente adiabático seco)
Uma porção de ar seco, elevada adiabática e reversivelmente através de ar em repouso de temperatura quase igual, esfria à taxa
onde é o calor específico do ar a pressão constante. Com , .
Demonstração. Para um quilograma da porção, de temperatura e densidade , a primeira lei de uma transformação reversível sem troca de calor, escrita com a entalpia, é . A pressão da porção é a do ar em volta, que é hidrostática: , com a densidade do ar circundante. Logo
já que, à mesma pressão, as densidades de dois gases ideais de mesma massa molar estão na razão inversa de suas temperaturas. Quando a porção está quase à temperatura de seu entorno, e . Para o ar seco, um gás diatômico ideal, , logo , e . ∎
Uma porção mais quente que seu entorno, perto de , esfria a , mais depressa; a correção é desprezada no que segue. A taxa não depende da pressão nem da temperatura da porção, e uma porção que afunda aquece à mesma taxa, como o Livro 2 acompanhou o ar sobre uma montanha.
Integrar a mesma equação sem o passo hidrostático dá uma quantidade que a porção carrega consigo.
Proposição 26.6 (Temperatura potencial)
Ao longo de uma transformação adiabática reversível do ar seco,
permanece constante, qualquer que seja a pressão de referência .
Demonstração. A partir de e , , logo é constante, e também ; multiplicando pela constante obtém-se . Esta é a relação de Laplace escrita com e . ∎
Definição 26.7 (Temperatura potencial)
A temperatura potencial de uma porção de ar seco é a temperatura que ela teria se trazida adiabaticamente à pressão de referência : com em hectopascais e em kelvins.
A temperatura potencial é um rótulo que uma porção seca conserva quando sobe ou desce sem trocar calor, como a salinidade de uma porção de água. O aquecimento por radiação, a condensação da água ou a mistura a muda; o resto não.
Exemplo 26.8 (A tropopausa da atmosfera padrão)
Na superfície da padrão, . Na tropopausa, e : . Ar da tropopausa trazido adiabaticamente para chegaria a , mais quente que o ar da superfície trazido à mesma pressão. A temperatura cai do solo até a tropopausa, mas a temperatura potencial sobe .
26.3 Estabilidade estática
Definição 26.9 (Estabilidade estática; inversão de temperatura)
A estabilidade estática de uma camada em repouso é sua resposta a um pequeno deslocamento vertical de uma porção. A camada tem uma estratificação estável se a porção deslocada é empurrada de volta para seu nível, uma estratificação instável se é empurrada ainda mais para longe, e uma estratificação neutra se nenhuma força age sobre ela. Uma inversão de temperatura é uma camada em que a temperatura aumenta com a altura.
Teorema 26.10 (O critério da estabilidade estática)
Uma camada de ar seco em repouso, de temperatura e gradiente ambiental , é estável se , neutra se e instável se ; de modo equivalente, é estável se e somente se sua temperatura potencial aumenta com a altura. Uma porção deslocada de uma pequena em uma camada estável oscila em torno de seu nível à frequência angular , em que
Demonstração. Uma porção à temperatura de seu nível é elevada de . Ela chega a , enquanto o ar em volta está em . Por unidade de massa, a porção sente seu peso e o empuxo de Arquimedes, uma aceleração ascendente líquida , sendo as pressões iguais. Até primeira ordem em isto é
Se , e a porção oscila à frequência angular ; se o deslocamento cresce exponencialmente; se nenhuma força age. Para a segunda forma, tome a derivada logarítmica de e use a relação hidrostática:
pois . ∎
A frequência angular chama-se frequência de flutuabilidade. Na troposfera da padrão, perto do solo, , , e o período da oscilação é de cerca de . Na estratosfera inferior isotérmica : , o dobro, com período de cinco minutos. A estratosfera é uma tampa: resiste ao movimento vertical muito mais fortemente que a troposfera abaixo dela.
Em um diagrama de temperatura contra altura, o critério compara duas inclinações (figura abaixo): a porção segue a adiabática seca por seu ponto de partida, e a questão é de que lado da sondagem ela se encontra após um pequeno deslocamento.
Método 26.11 (Lendo a estabilidade de uma sondagem)
- Divida a sondagem em camadas entre níveis onde a inclinação muda.
- Em cada camada calcule , em kelvins por quilômetro.
- Compare com : instável, próximo de neutro, estável; um negativo é uma inversão, o caso mais estável.
- Onde as pressões são dadas em vez das alturas, calcule em cada nível: decrescendo para cima marca uma camada instável, constante uma neutra, crescente uma estável.
Uma camada instável não dura: um deslocamento nela cresce exponencialmente, à taxa , e as porções que ela libera a viram, misturando-a até que sua temperatura potencial seja uniforme e seu gradiente seja . Uma camada aquecida por baixo, pelo solo quente ou por um mar quente, é empurrada para a instabilidade; uma resfriada por baixo, para a estabilidade. Uma inversão limita tudo o que está abaixo dela: uma porção que sobe de baixo se encontra mais fria que seu entorno assim que entra nela. Acima de toda a estratosfera da padrão é uma inversão.
Tudo isso supõe ar seco. Uma porção em elevação que se satura libera calor latente à medida que sua água condensa, e esfria mais devagar que ; a adiabática saturada e a instabilidade condicional que ela traz são assunto do volume do próximo ano.
26.4 O oceano estratificado
O oceano troca calor e água com a atmosfera apenas em sua superfície, por aquecimento e resfriamento, evaporação e chuva. Sua estrutura vertical tem três ingredientes: temperatura, salinidade e densidade.
Definição 26.12 (Camada de mistura, termoclina, haloclina, picnoclina)
A camada de mistura é a camada superficial do oceano cuja temperatura, salinidade e densidade são quase uniformes com a profundidade; sua profundidade é lida em um perfil como a profundidade onde a temperatura se afasta pela primeira vez de seu valor de superfície de um limiar escolhido, em geral . A termoclina, a haloclina e a picnoclina são as camadas abaixo dela em que a temperatura, a salinidade e a densidade, respectivamente, mudam mais depressa com a profundidade.
A pressão no oceano é dada em decibares, porque um decibar, , é quase a pressão de um metro de água do mar: a de latitude, ficam a e a .
A água é quase incompressível, mas não totalmente, e uma porção de água trazida das profundezas se expande e esfria um pouco, como uma porção de ar. A taxa adiabática da água do mar é pequena, cerca de por na superfície a e por a , contra por quilômetro no ar; mas em cinco quilômetros ela soma algumas décimas de grau, mais que as diferenças entre as águas profundas. Oceanógrafos comparam, portanto, as águas também por sua temperatura potencial: a temperatura que uma porção teria se elevada adiabaticamente, sem mudança de salinidade, até a superfície. Uma água de a e salinidade 35 tem uma temperatura potencial de . Nos níveis mais profundos do Atlântico Sul a , a temperatura medida sobe de a para a enquanto a temperatura potencial cai de para : o aquecimento é compressão, não calor.
As três colunas da figura acima mostram os três tipos de oceano superior. Nos trópicos, uma camada de mistura quente perto de repousa sobre uma termoclina nítida: entre e a temperatura potencial cai de para , e a densidade a acompanha, de modo que a termoclina é também a picnoclina. A a superfície é mais fria, , e a queda é mais gradual, distribuída pelos superiores. Nas duas, a salinidade é maior perto da superfície e diminui para baixo; ela trabalha contra a estratificação, que a temperatura mais do que compensa. A coluna do Ártico é o caso oposto. Sua água de superfície, a , é a mais fria das três, mas também a mais leve, , porque sua salinidade é de apenas ; a salinidade sobe para a . A haloclina é a picnoclina aqui. Abaixo dela há uma camada mais quente que a água acima, perto de a : uma inversão de temperatura perfeitamente estável, mantida para baixo por seu sal.
26.5 Densidade da água do mar e diagramas T–S
Definição 26.13 (Equação de estado da água do mar; coeficiente de contração halina; anomalia de densidade)
A equação de estado da água do mar dá sua densidade em função da salinidade, da temperatura e da pressão. O coeficiente de contração halina é a temperatura e pressão constantes. A anomalia de densidade é uma densidade menos : usa a temperatura medida à pressão nula do mar, e a anomalia de densidade potencial usa a temperatura potencial.
A equação de estado não é derivada de primeiros princípios, mas ajustada a medidas de laboratório. A equação internacional de 1980, na pressão da superfície, é um polinômio com quinze coeficientes, , onde é a densidade da água pura; ela dá . Uma descrição termodinâmica da água do mar, o TEOS-10, foi adotada em 2009 para substituí-la como a oficial; a equação de 1980 é usada aqui porque seu polinômio cabe em uma página. Seu coeficiente de expansão térmica é o coeficiente dos livros de física.
| () | () | () | |
|---|---|---|---|
| 0 | 1028.106 | ||
| 10 | 1026.952 | ||
| 25 | 1023.343 |
O coeficiente de expansão é seis vezes maior na água quente que na água perto do congelamento, enquanto quase não muda (Table 26.2). Uma unidade de salinidade pesa tanto quanto cerca de a , mas tanto quanto perto de : na água polar fria, a densidade é fixada pela salinidade, como mostrou a coluna do Ártico.
Proposição 26.14 (Equação de estado linear)
Perto de um estado de referência de densidade , à pressão fixa,
com e avaliados no estado de referência; o erro é de segunda ordem em e .
Demonstração. Esta é a expansão de Taylor de primeira ordem de em , já que e ali. ∎
Em torno de a forma linear dá a densidade da água em a menos de , mas a de uma água de superfície em fica alta demais: a equação de estado é curva, e sua curvatura tem consequências.
Definição 26.15 (Diagrama T–S; massa de água)
Um diagrama T–S é um gráfico da temperatura potencial das amostras de um perfil contra sua salinidade, com as profundidades escritas ao longo da curva e as retas de igual desenhadas por baixo. Uma massa de água é um corpo de água com uma história de formação comum, reconhecido por sua faixa de temperatura potencial e salinidade.
Uma massa de água adquire sua temperatura e salinidade na superfície, por aquecimento e resfriamento, evaporação e chuva, na região onde se forma; uma vez que afunda abaixo da camada de mistura, fora de contato com a atmosfera, só pode mudá-las misturando-se com seus vizinhos. Temperatura potencial e salinidade são então traçadores.
Proposição 26.16 (Retas de mistura são retas)
Quando massas e de duas águas e se misturam completamente, a mistura tem
em um diagrama T–S ela fica sobre o segmento que une as duas águas, a distâncias delas na razão inversa de suas massas. Misturas de três águas preenchem o triângulo que elas formam.
Demonstração. A salinidade é uma fração mássica de sal, e o sal se conserva: a massa de sal na mistura, , dividida por sua massa, dá . A mistura a pressão constante conserva a entalpia; com um calor específico que varia pouco, isto é uma média ponderada das temperaturas potenciais, a menos de um erro relativo de cerca de por unidade de diferença de salinidade. O ponto é então o baricentro dos dois pontos com os pesos e . ∎
As duas colunas do Atlântico Sul desenham a mesma figura no diagrama T–S: a semelhança das curvas de lugares distantes é o que revela as massas de água. Da superfície até cerca de , as curvas seguem uma reta quase, íngreme em temperatura: é a Água Central, que preenche o quilômetro superior do oceano subtropical. Abaixo dela, as duas curvas se voltam para um mínimo de salinidade, a e a : a Água Intermediária Antártica (AAIW), formada sob os ventos de oeste chuvosos do Oceano Austral, afundando até cerca de e espalhando-se para o norte. Mais fundo, um máximo de salinidade, a : a Água Profunda do Atlântico Norte (NADW), formada nos mares da Groenlândia e de Labrador, afundando até cerca de e movendo-se para o sul por todo o Atlântico. No fundo as curvas convergem para a água mais fria, a : a Água de Fundo Antártica (AABW), formada ao longo do continente antártico, que preenche os oceanos abaixo de cerca de . A o mínimo de salinidade fica a e o máximo a , com um máximo mais alto, : a NADW está mais perto de sua fonte ali.
Os extremos são eles mesmos produtos de mistura. A AAIW, ao se mover para o norte, mistura-se com a água mais salgada acima e abaixo dela; pela Proposição 26.16 seu núcleo se move em direção a elas no diagrama e o mínimo se erode. Um mínimo ou máximo de salinidade em um perfil é sempre o rastro de uma água que veio de outro lugar, transportada lateralmente em seu próprio nível de densidade.
Método 26.17 (Lendo massas de água em um diagrama T–S)
- Converta as temperaturas medidas em temperaturas potenciais (no quilômetro superior a diferença é inferior a e pode ser desprezada).
- Plote contra , escrevendo as profundidades ao longo da curva.
- Leia os segmentos retos como misturas das duas águas em suas extremidades, os extremos de salinidade ou de temperatura como núcleos de massas de água, e o fim da curva perto do fundo como a água mais densa presente.
- Leia a densidade nas isopicnais: ao longo de um perfil estável, aumenta com a profundidade.
Como as isopicnais são curvas, duas águas de mesma densidade não se misturam em uma água dessa densidade. Água em e água em têm ambas ; misturadas em partes iguais, dão , de (figura acima). A mistura é mais densa que as duas águas que a originaram e afunda abaixo delas. Essa densificação na mistura, chamada cabbeling, é o preço da curvatura da equação de estado: com a forma linear de Proposição 26.14, a densidade de uma mistura seria a média das densidades. Ao longo das superfícies isopicnais do oceano, onde os redemoinhos misturam águas de temperatura e salinidade diferentes, o cabbeling impele um afundamento lento através delas.
Uma última advertência. Referida à superfície, a AABW a resulta em , um pouco mais leve que a NADW acima dela, ; no fundo da coluna a , até diminui para baixo. A razão da equação de estado muda com a pressão, de modo que a ordem de duas águas de temperaturas diferentes pode depender da pressão em que suas densidades são comparadas. Águas com milhares de metros de profundidade são comparadas com uma densidade referida a uma pressão mais próxima da sua, como , referida a ; o método é o do volume do próximo ano.
26.6 Exercícios
Exercício 26.1 ★
(a) Calcule a altura de escala do ar a com as constantes da atmosfera padrão. (b) Em que fator a pressão cai ao longo de em uma camada isotérmica a essa temperatura? (c) Por que a altura de escala é menor na tropopausa que no solo?
Solução
Solução de Exercício 26.1.
(a) . (b) : a pressão cai para cerca de um quarto. (c) é proporcional à temperatura: a ela vale , contra a . Ar frio é mais denso a uma dada pressão, então a pressão cai mais depressa com a altura.
Exercício 26.2 ★
Uma sondagem dá, em kelvins por quilômetro, os gradientes (), (), (), () e (acima de ). Classifique cada camada como instável, neutra, estável ou uma inversão, e diga qual é a mais estável.
Solução
Solução de Exercício 26.2.
Com : , , instável; , , neutra dentro da precisão dos dados; , uma inversão; , estável; acima de , isotérmica, estável. A inversão é a mais estável, já que é ali o maior.
Exercício 26.3 ★
(a) A água do mar tem densidade de . Qual é sua anomalia de densidade? (b) De duas águas, A com e B com , qual fica acima da outra quando ambas estão em repouso na mesma coluna? (c) Por que os oceanógrafos escrevem em vez de ?
Solução
Solução de Exercício 26.3.
(a) . (b) B, a mais leve, fica acima de A. (c) Todas as densidades da água do mar começam com os mesmos dígitos, 10; guarda apenas os dígitos que mudam de uma água para outra.
Exercício 26.4 ★
Água P se mistura com a água Q . (a) Calcule a salinidade e a temperatura potencial de uma mistura de uma parte de P com três partes de Q. (b) Onde ela fica no diagrama T–S? (c) Acrescenta-se uma terceira água R . A mistura das três pode ter ?
Solução
Solução de Exercício 26.4.
(a) ; . (b) No segmento PQ, a um quarto do caminho de Q até P (Proposição 26.16). (c) As misturas de P, Q e R preenchem o triângulo PQR. Escrevendo com dá , , : uma proporção negativa de R, de modo que o ponto fica fora do triângulo e nenhuma mistura das três pode produzi-lo.
Exercício 26.5 ★★
(a) A o ar está a . Calcule sua temperatura potencial. (b) No solo, a , o ar está a . A camada entre os dois é estável para ar seco? (c) Qual seria a temperatura do ar de trazido adiabaticamente ao solo?
Solução
Solução de Exercício 26.5.
(a) . (b) A , . A temperatura potencial aumenta para cima, de 298.2 a : a camada é estável para ar seco. (c) Ele chegaria à sua temperatura potencial, , isto é , dez graus mais quente que o ar que já está ali.
Exercício 26.6 ★★
(a) Com Proposição 26.2, calcule a pressão a na atmosfera padrão. (b) Calcule-a de novo supondo uma atmosfera isotérmica a . Qual é menor, e por quê? (c) Calcule a pressão a a partir dos valores a de Table 26.1.
Solução
Solução de Exercício 26.6.
(a) e , . (b) e . A pressão real (padrão) é menor: o ar ali é mais frio que , logo mais denso, e a pressão cai mais depressa com a altura. (c) , o valor de Table 26.1.
Exercício 26.7 ★★
Use a equação de estado linear em torno de com os coeficientes de Table 26.2. (a) Que variação de salinidade compensa, para a densidade, um aquecimento de ? (b) Uma água a é aquecida em e tornada mais salgada em . Ela fica mais densa ou mais leve, e de quanto? (c) Responda à mesma pergunta para uma água a , com os coeficientes dessa temperatura.
Solução
Solução de Exercício 26.7.
(a) dá . (b) : a água fica mais leve. (c) : as mesmas mudanças agora a tornam mais densa, porque o aquecimento quase não muda a densidade da água perto do congelamento.
Exercício 26.8 ★★
Uma camada a tem um gradiente de . (a) Calcule sua frequência de flutuabilidade e o período da oscilação de uma porção deslocada nela. (b) Calcule as mesmas grandezas para uma inversão a onde . (c) O que acontece com o período quando se aproxima de ?
Solução
Solução de Exercício 26.8.
(a) , , período , cerca de sete minutos. (b) , , período . (c) tende a zero e o período cresce sem limite: a força restauradora se anula em uma camada neutra.
Exercício 26.9 ★★
No perfil a , o núcleo da AAIW tem , , , e a Água Central a tem , , . (a) Por que a AAIW fica abaixo da Água Central, embora seja mais doce? (b) Usando a equação de estado linear em torno de , estime a diferença de entre elas, e compare com a diferença exata. (c) Qual dos dois efeitos, temperatura ou salinidade, prevalece?
Solução
Solução de Exercício 26.9.
(a) É mais densa, contra 26.30: a AAIW é mais doce mas muito mais fria. (b) , contra exatamente. (c) Temperatura: o resfriamento acrescenta , a diminuição de salinidade retira .
Exercício 26.10 ★★★
Uma camada de ar seco tem temperatura potencial uniforme . (a) Mostre que sua temperatura diminui com a altura à taxa . (b) Mostre que a pressão nela é , onde e são os valores em . (c) Tal camada tem um topo: a que altura a pressão se anularia, para ? Por que essa altura nunca é atingida?
Solução
Solução de Exercício 26.10.
(a) Por Teorema 26.10, ; dá . (b) , uma camada de gradiente constante : pela Proposição 26.2, , e ( para o ar seco). (c) se anula onde , em . Camadas reais de temperatura potencial uniforme têm no máximo alguns quilômetros de espessura: são limitadas por ar estável, como a troposfera é pela estratosfera.
Exercício 26.11 ★★★
Duas águas estão sobre a isopicnal : A a , , e B a , . (a) Calcule a salinidade e a temperatura potencial de uma mistura em partes iguais. (b) Mostre que, com uma equação de estado linear, a mistura teria . (c) Com a equação exata a mistura tem . Usando os coeficientes e a e a , explique por que ela é mais densa. (d) Por que o efeito é maior para águas de temperaturas muito diferentes?
Solução
Solução de Exercício 26.11.
(a) , . (b) Com uma equação de estado linear, é uma função afim de e , de modo que o da mistura é a média dos dois, 27.00. (c) vale a e a , enquanto muda pouco ( e ). A densidade cai cada vez mais depressa à medida que a temperatura sobe: é uma função côncava da temperatura. Ao longo da reta de mistura, a mistura está na temperatura média, onde a densidade fica acima da corda que une os dois originais, isto é acima de 27.00. (d) O excesso vem da curvatura, um termo de segunda ordem: ele cresce com o quadrado da diferença de temperatura dos originais.
Exercício 26.12 ★★★
No fundo do Atlântico Sul a , a temperatura medida é a e a . As pressões ali são e . (a) Com um gradiente adiabático de por , quanto esfriaria uma porção levada de a ? (b) A camada é estaticamente estável? (c) Ao longo de toda a coluna, o gradiente adiabático tem média de por : estime a temperatura potencial da água do fundo e compare com os calculados pelo algoritmo exato.
Solução
Solução de Exercício 26.12.
(a) A diferença de pressão é : a porção esfria em , até . (b) A água em volta, a , está a , mais quente: a porção, de salinidade quase igual, é mais densa que seu entorno e afunda de volta. A camada é estável, embora a temperatura medida aumente para baixo; sua temperatura potencial diminui para baixo. (c) , a menos de uma milésima de grau do valor exato.
26.7 Problema: um radiossonda e um CTD no mesmo dia
Problema 26.1
Problema de fim de semana — a estratificação do oceano e do ar acima dele, medidos em um mesmo dia
Um navio de pesquisa no Atlântico Sul subtropical baixa um CTD de manhã e lança um radiossonda no início da tarde. Use , , , para o ar seco, e a equação de estado linear da água do mar em torno de : , , . Todos os dados são dados de exercício.
Parte I — A descida do CTD. A descida dá (temperatura em ):
| Profundidade (m) | 0 | 10 | 25 | 50 | 75 | 100 | 150 | 200 |
| 22.40 | 22.38 | 22.35 | 22.10 | 19.20 | 17.60 | 16.00 | 14.90 | |
| 35.80 | 35.80 | 35.80 | 35.79 | 35.70 | 35.62 | 35.55 | 35.45 | |
| Profundidade (m) | 300 | 500 | 800 | 1000 | 1500 | 2500 | 3000 | |
| 13.00 | 9.60 | 4.80 | 3.80 | 3.00 | 2.60 | 2.50 | ||
| 35.22 | 34.82 | 34.32 | 34.36 | 34.60 | 34.89 | 34.90 |
- Esboce os perfis de temperatura e salinidade.
- Encontre a profundidade da camada de mistura com um limiar de .
- Calcule o gradiente médio de temperatura entre e , em por . Onde fica a termoclina?
- Calcule na superfície com a equação de estado linear. A equação exata dá : explique a diferença.
- Identifique o mínimo e o máximo de salinidade. Que massas de água eles revelam, e onde estas se formaram?
- O algoritmo exato dá uma temperatura potencial de a . Qual é o gradiente adiabático médio ao longo da coluna, em por , tomando nessa profundidade?
- Os exatos são a , a e a . A coluna é estável? Onde fica a picnoclina?
Parte II — Duas massas de água se encontram. Tome a água a (chame-a de C) e a água a (chame-a de I).
- Calcule a salinidade e a temperatura potencial de uma mistura em partes iguais de C e I, tomando para ambas.
- Calcule de C, de I e da mistura com a equação de estado linear. Como o valor da mistura se compara com a média dos dois originais?
- O exato da mistura é , o de C e o de I . Em quanto a mistura é mais densa que a média de seus originais? Dê nome ao efeito.
- Perto de que profundidade da descida está uma água com a densidade da mistura? Compare sua temperatura e salinidade com as da mistura.
- Qual seria uma mistura de uma parte de C e três partes de I? Ela está sobre a descida?
Parte III — O radiossonda. A sondagem dá (alturas acima do mar, temperaturas em ):
| Nível | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J |
| (km) | 0.0 | 0.5 | 1.5 | 1.9 | 5.0 | 9.0 | 12.5 | 14.0 | 18.0 | 24.0 |
| (hPa) | 1012 | 955 | 847 | 807 | 547 | 317 | 186 | 147 | 78 | 30 |
| 22.0 | 17.0 | 7.3 | 9.5 |
- Calcule o gradiente de cada uma das nove camadas.
- Classifique cada camada por Método 26.11. Onde fica a tropopausa?
- Tomando a camada H–I como isotérmica à sua temperatura média, calcule sua altura de escala e verifique se as pressões em H e I são consistentes.
- A superfície do mar está a (Parte I). O que a temperatura em A e a camada A–B dizem sobre o fluxo de calor entre o mar e o ar?
- Uma porção deixa A a e sobe seca. Calcule sua temperatura em B, em C e em D, e compare com a sondagem.
- A que altura a porção deixa de ser mais quente que o ar em volta? O que a detém?
- Por que a camada B–C tem um gradiente tão próximo de ?
Parte IV — Temperatura potencial e estabilidade.
- Calcule a temperatura potencial em cada nível.
- Quais camadas têm decrescente, constante e crescente com a altura? Compare com a questão 14.
- Calcule nas camadas E–F e H–I.
- Calcule a frequência de flutuabilidade e o período de oscilação na camada H–I, com sua temperatura potencial média.
- Compare a estabilidade da camada H–I com a da termoclina da Parte I, onde com a profundidade; use o exato de a e a .
- Qual é a temperatura potencial na tropopausa?
Solução
Solução de Problema 26.1.
- A temperatura é quase uniforme até , cai depressa até , mais devagar até , e é quase uniforme abaixo. A salinidade diminui de 35.80 na superfície a um mínimo de 34.32 a , depois aumenta para 34.90 a .
- é atingido entre (22.10) e (19.20): .
- , por . A termoclina se estende da base da camada de mistura, perto de , até cerca de ; é mais nítida entre e ( por ).
- , alta demais. A água da superfície está longe do estado de referência, e é muito maior a que a : a forma linear subestima o alívio causado pelo calor.
- O mínimo de salinidade a , 34.32 a , é a Água Intermediária Antártica, formada sob os ventos de oeste chuvosos do Oceano Austral. O máximo a , 34.90 a , é a Água Profunda do Atlântico Norte, formada nos mares da Groenlândia e de Labrador.
- por .
- aumenta com a profundidade: a coluna é estável. A picnoclina é onde aumenta mais depressa, nas poucas centenas de metros superiores, junto com a termoclina: entre e , apenas sobre os abaixo.
- ; .
- C: 26.461; I: 27.310; mistura: 26.886, exatamente a média dos dois (26.886), já que a forma linear é afim.
- A média dos originais é ; a mistura, a 26.888, é mais densa. Isto é o cabbeling.
- Com a forma linear, a descida dá 26.61 a , 26.88 a e 27.31 a : a densidade da mistura fica perto de . A água ali, , está muito próxima da mistura : a descida entre a Água Central e a AAIW é ela mesma próxima de uma reta de mistura entre elas.
- , . Interpolando a descida entre e dá perto de : quase sobre ela.
- Em : A–B 10.0; B–C 9.7; C–D ; D–E 6.29; E–F 6.50; F–G 6.57; G–H 0.33; H–I ; I–J .
- A–B instável; B–C neutra; C–D uma inversão; D–E, E–F, F–G estáveis; G–H quase isotérmica, estável; H–I e I–J inversões. A tropopausa fica em G, a e , onde a temperatura para de diminuir.
- A temperatura média é : , e , consistente com os 78 medidos.
- O ar em A, a , é mais frio que o mar: o calor flui do mar para o ar, que é aquecido por baixo. A camada A–B, com um gradiente acima de , é o resultado.
- Em B: , contra 17.0; em C: , contra 7.3; em D: , contra 9.5. A porção é um pouco mais quente que o ar até C, e muito mais fria em D.
- Na base da inversão, perto de : ao entrar na inversão, a porção fica mais fria, logo mais densa, que o ar em volta, o que interrompe sua subida.
- As porções liberadas pela camada superficial instável sobem através dela e a misturam até que sua temperatura potencial seja uniforme, o que torna seu gradiente ; a inversão acima interrompe a mistura.
- Em K: A 294.15; B 293.99; C 294.08; D 300.51; E 312.65; F 329.29; G 346.28; H 369.50; I 446.99; J 600.91.
- diminui de A para B (instável), é quase constante de B para C (neutra) e aumenta acima (estável), mais depressa de C para D e acima de G: a mesma classificação da questão 14.
- E–F: ; H–I: , quase cinco vezes mais.
- Com a média : , , um período de , cerca de cinco minutos.
- , , um período de . A estratosfera inferior é a mais estável, com quase cinco vezes maior que na termoclina.
- Em G, : a temperatura potencial na tropopausa é de cerca de .
本章定义的术语
- Porção de ar
- Gradientes ambiental e adiabático seco
- Equação de estado da água do mar; coeficiente de contração halina; anomalia de densidade
- Camada de mistura, termoclina, haloclina, picnoclina
- Temperatura potencial
- Atmosfera padrão
- Estabilidade estática; inversão de temperatura
- Diagrama T–S; massa de água