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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 1.º ano · স্নাতক প্রথম বর্ষ
5Seções geológicas
Uma empresa de engenharia planeja um túnel sob as Colinas de Varden, em linha reta de oeste para leste, em uma altitude constante de . Antes que se perfure um único metro, os geólogos precisam dizer quais rochas a máquina vai cortar, onde ela cruzará a falha e quanto tempo passará no calcário, uma rocha que pode conter cavidades abertas e água. Ninguém consegue ver o interior das colinas; mas o mapa geológico de Capítulo 4, algumas sondagens e a geometria dos planos bastam para desenhar uma fatia vertical do terreno — uma seção geológica — e para ler as respostas nela. Este capítulo ensina como uma seção é construída a partir de um mapa, como mergulhos e espessuras mudam quando a fatia é cortada obliquamente, como as sondagens são correlacionadas e como uma seção conta a história das rochas que corta. Ele termina com o túnel.
O que você já sabe
A atitude de um plano é dada pelo seu sentido de mergulho e pelo seu mergulho , e o plano que passa por um ponto de altitude na origem é ; três pontos de um contato fixam a sua atitude; a regra do V lê o mergulho a partir do padrão dos afloramentos em vales (Capítulo 4). Uma curva de nível une pontos de mesma altitude em um mapa topográfico (Livro 1, 9º ano). Rochas mais novas repousam sobre as mais antigas, e o que corta uma rocha é mais novo que ela (Livro 1, 7º ano).
5.1 Do mapa à seção
Definição 5.1 (Seção geológica, perfil topográfico, exagero vertical)
Uma seção geológica é um desenho das unidades rochosas e das estruturas em um plano vertical através do terreno, ao longo de uma linha traçada no mapa. Sua borda superior é o perfil topográfico, a curva da altitude do terreno ao longo da linha. O exagero vertical de uma seção é a razão entre a sua escala vertical e a sua escala horizontal; a seção está em escala verdadeira quando .
Método 5.2 (Construção de uma seção geológica a partir de um mapa)
- Trace a linha de seção no mapa e apoie a borda de uma tira de papel sobre ela; marque onde cada curva de nível a cruza, com a sua altitude, e onde cada contato e cada falha a cruzam.
- Trace uma linha de base horizontal do mesmo comprimento e uma escala vertical de altitudes (escolha e escreva-o na seção).
- Transfira cada marca de curva de nível para a sua altitude e una os pontos com suavidade: esse é o perfil topográfico.
- Transfira cada contato e cada falha para o perfil, no ponto em que cruzam a linha.
- A partir de cada um desses pontos, desenhe o contato para dentro do terreno com o seu mergulho no plano da seção — o seu mergulho aparente (Seção 5.2) — exagerado por se ; use sondagens e curvas estruturais onde houver.
- Complete as unidades entre os contatos, respeitando a ordem da superposição e dos cortes, e acrescente a legenda, as escalas, a orientação da linha e .
A seção abaixo foi construída por computador a partir do modelo das Colinas de Varden ao longo da linha C–D, que corre exatamente para leste pelo mapa, em . Ela mostra o anticlinal cujo núcleo de arenito e embasamento aparece em , o calcário e o folhelho nos seus flancos, o giz no sinclinal a leste e a falha normal. A linha do túnel, a , e as sondagens B1, B2, B3 de Seção 5.4 estão desenhadas nela.
O exagero vertical torna legíveis as unidades finas e a topografia suave, mas distorce todos os ângulos: os flancos de da dobra aparecem com cerca de na seção superior. A seção seguinte diz exatamente como.
5.2 Mergulho aparente
Definição 5.3 (Mergulho aparente)
O mergulho aparente de um plano em uma dada seção vertical é o ângulo entre a horizontal e o traço do plano nessa seção. Ele é igual ao mergulho verdadeiro quando a seção corre na direção do mergulho, e é nulo quando corre na direção da linha de direção.
Teorema 5.4 (Mergulho aparente)
Um plano de mergulho e sentido de mergulho , cortado por uma seção vertical de azimute , mostra o mergulho aparente com
o plano descendo na direção quando . Em particular , com igualdade apenas na direção do mergulho.
Demonstração. Tome o plano de Capítulo 4. Ao longo da seção, um passo horizontal de comprimento na direção é , logo . O traço é uma reta que desce por unidade de distância horizontal: isso é . Como , . ∎
Proposição 5.5 (Ângulos em uma seção exagerada)
Em uma seção desenhada com exagero vertical , uma linha de mergulho aparente é desenhada no ângulo , com .
Demonstração. Num trecho horizontal a linha desce ; desenhada com escala vertical vezes a escala horizontal, a descida aparece como no mesmo comprimento desenhado . ∎
Exemplo 5.6
O flanco leste do anticlinal de Varden mergulha para (Capítulo 4). Na seção leste–oeste C–D, , e : . Desenhado com , aparece em . Na seção A–B de azimute , e também: ambas as seções correm perto da direção do mergulho. A falha, que mergulha para , tem em C–D o mergulho aparente .
5.3 Espessura
Definição 5.7 (Espessura verdadeira, espessura vertical)
A espessura verdadeira de uma camada é a distância entre a sua base e o seu topo, medida perpendicularmente ao acamamento. Sua espessura vertical é a mesma distância medida na vertical, como a encontra um furo de sondagem vertical.
Proposição 5.8 (Espessura de uma camada inclinada)
Para uma camada de mergulho :
- ;
- sobre terreno horizontal, se o afloramento da camada tem a largura medida perpendicularmente à direção, ;
- sobre um terreno inclinado de um ângulo na direção perpendicular à direção, com medida ao longo do terreno, se o terreno inclina no sentido oposto ao do mergulho, e se ele inclina no mesmo sentido, menos acentuadamente que as camadas.
Demonstração. No plano vertical perpendicular à direção, a base e o topo da camada são duas retas paralelas inclinadas de , a uma distância uma da outra. (1) Um segmento vertical que as une faz com a normal comum o ângulo , logo . (2)–(3) Um segmento de comprimento que as une ao longo do terreno faz com o acamamento o ângulo quando o terreno é plano, quando o terreno sobe na direção oposta ao mergulho (as duas inclinações se somam), e quando desce no mesmo sentido; a distância entre as retas paralelas é o comprimento do segmento vezes o seno desse ângulo. ∎
Nas Colinas de Varden, uma sondagem que entra no calcário por cima atravessa-o em de testemunho: essa é a sua espessura vertical. Sua espessura verdadeira é . Uma unidade fina e uma unidade espessa podem mostrar o mesmo afloramento se os seus mergulhos diferirem, e uma camada íngreme pode mostrar um afloramento largo numa encosta que corre no mesmo sentido: a espessura nunca se lê diretamente em um mapa.
5.4 Sondagens e curvas estruturais
Definição 5.9 (Perfil de sondagem, correlação)
Um perfil de sondagem é o registro, em função da profundidade, das rochas encontradas por uma sondagem: as unidades, as profundidades de seus contatos e qualquer propriedade medida. A correlação é o pareamento das mesmas unidades e dos mesmos contatos de um perfil para outro.
Três sondagens perfuradas na linha C–D dão as seguintes profundidades, abaixo do terreno, da base de cada unidade (um traço indica que o contato está acima do terreno, erodido):
| sondagem | (km) | terreno (m) | giz | folhelho | calcário | arenito |
|---|---|---|---|---|---|---|
| B1 | 1.5 | 524.02 | 388.98 | 488.98 | 668.98 | 788.98 |
| B2 | 3.5 | 380.64 | — | — | 100.48 | 220.48 |
| B3 | 5.5 | 529.98 | 394.93 | 494.93 | 674.93 | 794.93 |
B2 começa no calcário, sobre a crista do anticlinal; B1 e B3 começam no giz, sobre os seus flancos. Subtraindo as profundidades da altitude do terreno obtêm-se as altitudes dos contatos: a base do calcário está em em B2 e em em B3, mais baixa em , uma inclinação de : o mergulho aparente de encontrado acima. B1 e B3 dão as mesmas espessuras, de folhelho, de calcário e de arenito: as unidades têm a mesma espessura vertical nos dois flancos.
Onde há muitas sondagens, a forma de um contato enterrado é mapeada com curvas estruturais.
Definição 5.10 (Curva estrutural, mapa de curvas estruturais)
Uma curva estrutural de uma superfície geológica é uma linha que une pontos da superfície à mesma altitude. Um mapa de curvas estruturais desenha as curvas estruturais de uma superfície em um intervalo regular, esteja ela enterrada ou erodida.
Para um plano, as curvas estruturais são retas, paralelas à direção e igualmente espaçadas: um intervalo entre curvas corresponde ao espaçamento horizontal . Onde uma superfície se dobra, suas curvas se encurvam em torno da dobra; onde uma falha a corta, elas param e recomeçam deslocadas, com uma lacuna ou uma sobreposição.
Método 5.11 (Desenho de um mapa de curvas estruturais)
- Para cada sondagem, e para cada ponto em que a superfície aflora, calcule a altitude da superfície (altitude do terreno menos a profundidade; num afloramento, a própria altitude do terreno).
- Onde a superfície está próxima de um plano, tome três pontos e encontre a sua atitude pelo método dos três pontos de Capítulo 4; trace as curvas paralelas à direção, espaçadas de .
- Onde não está, interpole linearmente entre pontos vizinhos (triângulos de pontos) e una as altitudes iguais.
- Desenhe primeiro as falhas, e trace as curvas de cada bloco de falha separadamente.
5.5 Da seção à história
Uma seção mostra não apenas onde estão as rochas, mas como elas chegaram ali. Os contatos entre as unidades registram uma deposição contínua, ou uma lacuna.
Definição 5.12 (Discordância, discordância angular, discordância paralela)
Uma discordância é uma superfície de erosão ou de não deposição que separa rochas mais novas de rochas mais antigas, e assim marca uma lacuna no registro. Em uma discordância angular as camadas mais antigas foram inclinadas ou dobradas antes de as mais novas serem depositadas sobre as suas bordas erodidas, de modo que os dois conjuntos de camadas se encontram em ângulo. Em uma discordância paralela as camadas acima e abaixo são paralelas, e a lacuna aparece apenas como uma superfície de erosão ou como fósseis ou idades ausentes.
Definição 5.13 (Rejeito, afastamento horizontal)
O rejeito de uma falha é a componente vertical do deslocamento de uma superfície-marcador através dela; seu afastamento horizontal é a componente horizontal, medida no sentido do mergulho da falha. Para uma falha de deslizamento no mergulho, com mergulho , .
A falha normal das Colinas de Varden mergulha e tem rejeito de : seu afastamento horizontal é . Na seção C–D, oblíqua ao sentido de mergulho da falha, a falha aparece a , e o mesmo rejeito de separa os dois cortes de um contato por ao longo da seção. Para restaurar a seção — para ver as rochas como eram antes de a falha se mover —, o bloco do teto é deslizado para cima pelo plano da falha, pelo valor do deslizamento; restaurar também o dobramento, desfazendo a curvatura das camadas, traria de volta a cobertura horizontal sobre o embasamento erodido. Lendo a seção de baixo para cima, segue-se a história das Colinas de Varden: o xisto, o granito que o intrude, a erosão, a discordância angular, a cobertura depositada na horizontal, o dobramento, o falhamento e a erosão que fez as colinas de hoje.
História — Hutton em Siccar Point
Em Siccar Point, na costa sudeste da Escócia, camadas quase verticais de arenito e lamito cinzentos, de idade siluriana inicial, são cortadas por uma superfície de erosão e cobertas por brecha, conglomerado e arenito vermelhos, de idade devoniana tardia, inclinados suavemente. James Hutton descreveu essa discordância angular em sua Teoria da Terra, lida na Sociedade Real de Edimburgo e publicada em suas Transactions em 1788, depois ampliada em um livro em 1795; um esboço de Sir James Hall registra o que Hutton viu. As camadas inferiores tinham sido depositadas horizontalmente no fundo do mar, levantadas em posição vertical, elevadas e desgastadas; só então as camadas superiores foram depositadas sobre elas, e o conjunto foi elevado de novo. Cada etapa exigia um intervalo de tempo muito mais longo do que alguém imaginara, e a leitura que Hutton fez desse afloramento é frequentemente citada como o momento em que a geologia descobriu a idade da Terra.
No campo — Geologia para um túnel

Antes de um túnel ser projetado, os geólogos de engenharia traçam seções ao longo da sua linha a partir do mapa geológico, de sondagens perfuradas em intervalos ao longo do traçado e de levantamentos geofísicos. Eles preveem cada unidade que o túnel vai cortar, as falhas que ele vai cruzar e onde a água pode entrar. Durante a perfuração, os geólogos da empreiteira registram a rocha exposta na frente a cada avanço, comparam-na com a previsão e atualizam a seção; sondagens de avanço perfuradas à frente da máquina testam o terreno antes que ela o alcance, sobretudo perto de uma falha prevista ou em calcário que pode conter cavidades. Uma zona de falha de rocha triturada é um perigo clássico, tanto mais quando a mesma rocha ocorre dos dois lados e nada na frente avisa dela.
5.6 Exercícios
Exercício 5.1 ★
Uma seção é desenhada a partir de um mapa na escala 1:25 000, com escala vertical de para . Qual é o seu exagero vertical?
Solução
Solução de Exercício 5.1.
Na escala 1:25 000, no mapa correspondem a no terreno. A escala vertical é de para , logo a escala vertical é vezes a horizontal: .
Exercício 5.2 ★
Uma camada mergulha para . Qual é o seu mergulho aparente em uma seção vertical de azimute ? E de azimute ?
Exercício 5.3 ★
Um furo de sondagem vertical atravessa de arenito cujas camadas mergulham . Qual é a espessura verdadeira do arenito?
Solução
Solução de Exercício 5.3.
.
Exercício 5.4 ★
Um contato que mergulha no plano de uma seção é desenhado com exageros verticais de 2, 3 e 5. Em que ângulos ele aparece?
Solução
Solução de Exercício 5.4.
. Com : ; com : ; com : . O ângulo cresce bem menos que o próprio , e nunca chega a .
Exercício 5.5 ★★
Uma camada mergulha . Seu afloramento tem de largura, medida perpendicularmente à direção. Calcule a sua espessura verdadeira (a) em terreno plano; (b) em terreno inclinado de no sentido oposto ao do mergulho, sendo a largura medida ao longo do terreno; (c) em terreno inclinado de no mesmo sentido do mergulho.
Solução
Solução de Exercício 5.5.
(a) . (b) . (c) . A mesma largura de afloramento pode significar espessuras que diferem em mais de duas vezes: a inclinação do terreno deve sempre ser levada em conta.
Exercício 5.6 ★★
Uma camada mostra um mergulho aparente de para o norte em uma seção norte–sul, e de para leste em uma seção leste–oeste. Encontre o seu sentido de mergulho e o seu mergulho verdadeiro.
Solução
Solução de Exercício 5.6.
Com sentido de mergulho e mergulho , o teorema dá, na seção norte–sul (), , e na seção leste–oeste () . Dividindo, , ; somando os quadrados, , . Os dois mergulhos aparentes são menores que o mergulho verdadeiro, como devem ser.
Exercício 5.7 ★★
A base do calcário no flanco leste mergulha . Qual é o espaçamento horizontal das suas curvas estruturais traçadas a cada ? Confira no mapa de curvas estruturais.
Solução
Solução de Exercício 5.7.
. No mapa, as curvas estruturais do flanco leste estão de fato um pouco menos de meio quilômetro afastadas, igualmente espaçadas e paralelas: o flanco é um plano.
Exercício 5.8 ★★
A partir da tabela das sondagens, calcule a altitude da base do folhelho em B1 e em B3. Sobre B2 o folhelho foi erodido: a partir da espessura vertical do calcário, encontre a altitude que a sua base teria ali, e o mergulho aparente desse contato entre B1 e B2 na seção C–D. O que a comparação entre B1 e B3 diz sobre a dobra?
Solução
Solução de Exercício 5.8.
B1: ; B3: . Acima de B2, a base do folhelho é o topo do calcário, acima da sua base: , mais alto que o terreno (), por isso ele foi erodido ali. Entre B1 e B2 o contato sobe em : uma inclinação de , um mergulho aparente de . B1 e B3, à mesma distância de cada lado de B2, encontram todos os contatos na mesma altitude com uma precisão de : a dobra é simétrica em torno de um plano axial vertical em , com os dois flancos mergulhando igualmente, e nenhuma falha corta a seção entre eles.
Exercício 5.9 ★★
Uma falha normal que mergulha para tem um rejeito de . Calcule o seu afastamento horizontal. Em uma seção vertical de azimute , quais são o mergulho aparente da falha e a separação dos dois cortes de uma camada horizontal ao longo da seção?
Solução
Solução de Exercício 5.9.
Afastamento horizontal . Na seção de azimute , e : a falha aparece com o mergulho aparente . Os cortes de uma camada horizontal estão separados por na vertical sobre esse traço, logo de separação ao longo da seção, mais que o afastamento horizontal, já que a seção cruza a falha obliquamente.
Exercício 5.10 ★★★
Para uma camada que mergulha , em quais direções de seção o mergulho aparente é a metade do mergulho verdadeiro, isto é, ? Mostre que o mergulho aparente varia pouco perto da direção do mergulho e depressa perto da direção da linha de direção.
Solução
Solução de Exercício 5.10.
, logo : as seções de azimutes (e as direções opostas, onde a camada sobe). O mergulho aparente é , , e para , , , , mas , , e para , , , . De fato, derivando , , que é nula em e vale em : uma seção um pouco afastada da direção do mergulho mostra quase o mergulho verdadeiro, enquanto perto da direção, cada grau de azimute muda o mergulho aparente em quase um grau.
Exercício 5.11 ★★★
Um furo de sondagem atravessa o calcário do flanco leste (espessura verdadeira , mergulho para ). Que comprimento de testemunho ele recupera (a) se for vertical; (b) se for inclinado de abaixo da horizontal para ; (c) inclinado de para ? (Sugestão: o comprimento é , em que é o ângulo entre o furo e a normal ao acamamento.)
Solução
Solução de Exercício 5.11.
As camadas mergulham para leste, logo a normal ao acamamento, seguida para baixo, está inclinada da vertical para oeste, em direção a . (a) Um furo vertical faz com ela o ângulo : , a espessura vertical. (b) Um furo que cai em direção a está inclinado da vertical do mesmo lado da normal: , , e o testemunho tem de comprimento. (c) Em direção a ele está inclinado do outro lado: , , e o testemunho tem de comprimento. O testemunho é o mais curto, igual a , quando o furo corre ao longo da normal, caindo em direção a .
Exercício 5.12 ★★★
Em uma discordância angular, as camadas inferiores mergulham para e as superiores mergulham para , com a mesma direção. Gire todo o afloramento em torno da direção para trazer as camadas superiores de volta à horizontal: qual era o mergulho das camadas inferiores quando as superiores foram depositadas? Escreva a história do afloramento em ordem.
Solução
Solução de Exercício 5.12.
No plano vertical leste–oeste, medindo os ângulos a partir do leste, as camadas superiores sobem para leste com e as inferiores descem para leste com . Girando o afloramento em torno da direção de , com o lado leste para baixo, as camadas superiores ficam horizontais e as inferiores passam a : estavam verticais quando as camadas superiores foram depositadas. História, a partir do evento mais antigo: as camadas inferiores são depositadas na horizontal; são inclinadas até a vertical e soerguidas; suas bordas são erodidas até formar uma superfície; as camadas superiores são depositadas sobre essa superfície; o conjunto é inclinado para oeste; a erosão corta a superfície do terreno de hoje. É a história do afloramento de Hutton em Siccar Point.
5.7 Problema: um túnel sob as Colinas de Varden
Problema 5.1
Problema de fim de semana — quais rochas um túnel vai cortar, onde ele encontrará a falha e quanto calcário ele vai perfurar
O túnel corre exatamente para leste ao longo da linha C–D (), em altitude constante de , de até . A altitude do terreno ao longo de C–D, a cada quilômetro a partir de , é:
| (km) | 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| (m) | 509 | 556 | 467 | 370 | 435 | 534 | 501 | 455 | 406 | 339 | 405 |
Use a tabela de sondagens do capítulo, a seção C–D desenhada com , a atitude do flanco leste (mergulho para ; o flanco oeste é a sua imagem especular, mergulhando para ), e a falha normal, que mergulha para , tem rejeito de e passa pelo ponto , , .
Parte I — O perfil e as unidades.
- Quais são as maiores e as menores espessuras de rocha acima do túnel nos pontos quilométricos entre e ?
- Na seção impressa, de distância horizontal mede e de altitude mede . Confira que .
- A partir do perfil de B2, encontre a altitude da base do arenito na crista do anticlinal.
- Em qual unidade está o túnel em ?
- Calcule a altitude da base do calcário em B1 e em B3.
- A partir da seção, liste em ordem as unidades que o túnel atravessa de até .
Parte II — Mergulhos na seção.
- Calcule o mergulho aparente do flanco leste em C–D a partir da sua atitude.
- Confira-o a partir das altitudes da base do calcário em B2 e B3.
- Em que ângulo o flanco leste é desenhado na seção com ?
- Calcule o mergulho aparente da falha em C–D.
- Por que o mergulho aparente dos flancos em C–D fica tão próximo do seu mergulho verdadeiro, e o da falha, menos?
Parte III — A falha.
Mostre que, no plano , a falha está em
- Onde o túnel encontra a falha?
- Calcule o afastamento horizontal da falha e a separação dos dois cortes de um contato ao longo de C–D.
- Qual bloco está abatido, e qual unidade está no nível do túnel de cada lado da falha?
- Por que a falha é um perigo que a equipe de perfuração não poderia ver chegando a partir da rocha na frente? Como os engenheiros se protegem contra ela?
Parte IV — O calcário.
- Qual é a espessura vertical do calcário em B1?
- Qual é a sua espessura verdadeira?
Mostre que, a oeste da falha em C–D, a base do arenito está em
- O túnel está no calcário quando a sua base fica abaixo de e o seu topo, acima. Mostre que isso acontece para .
- Dê os quatro pontos em que o túnel entra e sai do calcário.
- Mostre que o comprimento perfurado em cada flanco é , em que é a espessura vertical e o mergulho aparente, e calcule-o.
- Qual é o comprimento total de calcário que o túnel perfura?
Solução
Solução de Problema 5.1.
1. A espessura acima do túnel é : a maior em , ; a menor em , .
2. de altitude mede e de distância mede : .
3. .
4. Em B2 a base do calcário está em e a base do arenito em : o túnel, a , está no arenito.
5. B1: ; B3: .
6. De oeste para leste: giz, folhelho, calcário, arenito (no núcleo do anticlinal), calcário, folhelho e de novo giz até , passando pelo sinclinal e atravessando a falha.
7. ; : , descendo para leste.
8. : .
9. .
10. ; : .
11. Os flancos mergulham para ou , apenas da linha da seção, e ; a falha mergulha para , dela, e .
12. O plano da falha é . Com , , logo , e .
13. Em : , isto é, de C.
14. Afastamento horizontal ; separação ao longo de C–D .
15. A falha mergulha para leste-sudeste e é normal: o teto, a leste, está abatido. No nível do túnel o giz está dos dois lados da falha: a oeste dela, o giz do sinclinal; a leste, giz rebaixado em .
16. O túnel permanece no giz através da falha, de modo que nenhuma mudança de rocha na frente a anuncia; apenas uma zona de rocha triturada, e talvez água, o faz. Os engenheiros preveem a sua posição a partir da seção (aqui ), perfuram sondagens de avanço à frente da máquina conforme ela se aproxima e preparam o suporte para a zona triturada.
17. .
18. .
19. Na crista () a base do arenito está em (questão 3); ela desce dos dois flancos com o mergulho aparente da questão 7, isto é, de por metro de distância horizontal a partir do eixo.
20. A base do calcário está acima da base do arenito, em com , e o seu topo, mais alto, em . Com : a base está abaixo de quando , e o topo acima dela quando .
21. e : o túnel está no calcário de a e de a .
22. Ao longo de uma linha horizontal, a base e o topo do calcário, afastados na vertical e ambos inclinados de , são cruzados a uma distância horizontal de : em cada flanco, o mesmo, a menos do arredondamento, que .
23. : o túnel perfura cerca de de calcário, mais de um quinto de seus de comprimento, em dois trechos de de cada lado do núcleo de arenito do anticlinal.