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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano · 本科二年级
2Formação dos planetas e meteoritos
Todos os anos, cerca de quinze mil toneladas de poeira vinda do espaço entram na atmosfera da Terra; a maior parte queima ou se deposita como esférulas microscópicas, e de vez em quando uma pedra do tamanho de um punho cai com uma bola de fogo e um estrondo sônico. A maioria dessas pedras são fragmentos de asteroides, e muitas quase não mudaram desde que se formaram. Serrada uma delas e polida a superfície, ela mostra contas milimétricas de rocha que já esteve fundida, grãos brancos irregulares de minerais de cálcio e de alumínio, lascas de metal, tudo preso em um cimento escuro de grão fino. Os grãos brancos são os sólidos mais antigos do Sistema Solar: os isótopos do chumbo os datam de 4567 milhões de anos. Um segundo relógio, o decaimento de um isótopo radioativo do alumínio desaparecido há muito tempo, data os outros componentes em relação a eles com precisão de uma fração de milhão de anos. Este capítulo acompanha o disco do capítulo anterior enquanto ele se transforma em planetas: que sólidos se condensam a partir do gás que esfria, e onde; como a poeira cresce até corpos de quilômetros de diâmetro e depois até planetas; o que são os meteoritos, e como eles datam esses acontecimentos; e por que alguns dos primeiros corpos fundiram e formaram núcleos de ferro, enquanto outros permaneceram como se haviam formado.
O que você já sabe
As estrelas jovens são cercadas por discos protoplanetários, que desaparecem em poucos milhões de anos; um grão iluminado, à distância de uma estrela de luminosidade , estabiliza-se em (Capítulo 1). Os asteroides são os pequenos corpos rochosos ou metálicos do Sistema Solar, a maioria dos quais orbita entre Marte e Júpiter (volume do primeiro ano). Um núcleo radioativo decai com a probabilidade por unidade de tempo: ; a meia-vida é , e a vida média, (física). Em um sistema fechado, amostras cogenéticas de razões pai/filho diferentes ficam sobre uma reta, a isócrona, cuja inclinação dá a idade e cujo intercepto é a razão inicial (volume do primeiro ano). Aquecer uma massa de capacidade térmica específica de exige a energia (física).
2.1 A nebulosa solar
Definição 2.1 (Nebulosa solar)
A nebulosa solar é o disco protoplanetário de gás e poeira que cercava o Sol jovem e a partir do qual se formaram os planetas, seus satélites, os asteroides e os cometas.
Quanta matéria ela continha? Um limite inferior vem dos próprios planetas. Acrescente-se a cada planeta hidrogênio e hélio suficientes para lhe dar a composição do Sol, espalhe-se o resultado sobre um anel centrado em sua órbita, e a densidade superficial, a massa por unidade de área do disco, decresce com a distância ao Sol. Essa reconstrução é a nebulosa solar de massa mínima. Em uma versão muito usada, a densidade superficial do gás é
e a dos sólidos, , em que é a fração da matéria condensável efetivamente sólida: onde só a rocha e o metal se condensaram, cerca de onde o gelo de água se juntou a eles, além do ponto em que o metano congela. Os números são incertos: o teor de elementos pesados de Júpiter só é conhecido a menos de um fator quatro, e os planetas não precisam ter se formado onde orbitam hoje.
Proposição 2.2 (Massa de um disco)
Um disco de densidade superficial contém, dentro do raio , a massa
A maior parte da massa fica longe: dobrar o raio acrescenta à massa.
Demonstração. Um anel de raio e largura tem a área , de modo que
que é a fórmula; a integral converge em . Dobrar multiplica por . ∎
Com em , a nebulosa de massa mínima contém massa solar dentro de (Exercício 2.5). Os discos observados em torno de estrelas de um milhão de anos, pesados pelo brilho milimétrico de sua poeira, contêm massa solar: a nebulosa de massa mínima fica confortavelmente entre eles.
Quase toda essa massa é gás que nunca se condensará. O Sol nasceu com uma fração mássica de hidrogênio , de hélio e de todos os elementos mais pesados juntos de apenas . Resfriar um gás com essa composição até que tudo o que pode congelar tenha congelado transforma em sólidos apenas de sua massa: de rocha e metal, e de gelos de água, metano e amônia, sendo o gelo de água sozinho . Todos os planetas rochosos, e os núcleos dos gigantes, foram construídos a partir dessa pequena fração.
A temperatura do disco decide o que é sólido e onde. Um disco aquecido apenas por sua estrela, um disco passivo, é morno em sua superfície, onde os grãos veem a estrela diretamente (a proposição do Capítulo 1), e muito mais frio em seu plano médio, que recebe apenas o infravermelho reemitido por esses grãos superficiais. Para uma estrela jovem de uma massa solar, um modelo de disco assim dá a temperatura do plano médio
A acreção de gás através do disco, que libera energia gravitacional, torna o plano médio mais quente, sobretudo no início e perto da estrela (figura abaixo).
2.2 A sequência de condensação
Imagine-se o gás da nebulosa, perto do Sol jovem, quente o bastante para que todos os elementos estejam em vapor, e deixe-se que ele esfrie devagar o bastante para que gás e sólidos permaneçam em equilíbrio químico. À medida que a temperatura cai, cada elemento deixa, por sua vez, o gás e passa para um sólido, seja como um composto próprio, seja dissolvido em um sólido que já se formou.
Definição 2.3 (Temperatura de condensação, sequência de condensação)
A temperatura de condensação de um elemento em um gás que esfria, de composição e pressão dadas, é a temperatura na qual metade dele passou para os sólidos em equilíbrio químico (a temperatura de condensação de 50 por cento; a temperatura em que aparece seu primeiro sólido é a temperatura de aparecimento). A sequência de condensação é a ordem em que os elementos e seus compostos sólidos aparecem à medida que o gás esfria.
Os cálculos para um gás de composição solar são feitos a uma pressão total de bar, típica da nebulosa perto de . Os primeiros sólidos são óxidos de alumínio e de cálcio (tabela abaixo), que se formam a cerca de ; a maior parte da matéria formadora de rochas, silicato de magnésio e ferro metálico, condensa-se perto de ; o sulfeto de ferro espera até , e o gelo de água até .
| sólido | fórmula | aparece a (K) |
|---|---|---|
| coríndon | 1677 | |
| hibonita | 1659 | |
| perovskita | 1593 | |
| espinélio | 1397 | |
| metal ferro–níquel | , com , , | 1357 |
| forsterita | 1354 | |
| schreibersita | 1248 | |
| troilita | 704 | |
| magnetita | 371 | |
| gelo de água | 182 | |
| hidrato de amônia | 131 | |
| clatrato de metano | 78 |
As temperaturas de condensação de 50 por cento classificam os elementos em grupos de volatilidade (figura abaixo). Os elementos que se condensam acima do magnésio, do silício e do ferro são refratários; os que se condensam abaixo deles, voláteis. Lodders subdivide cada lado: os elementos ultrarrefratários, acima de , incluem o alumínio, o zircônio, as terras raras pesadas e os metais ósmio, rênio e tungstênio; os altamente refratários () incluem o cálcio e o titânio; os refratários () incluem o estrôncio, o bário, o vanádio e a platina; os elementos comuns magnésio, silício e ferro condensam-se entre e , junto com o níquel, o cobalto e o cromo; os elementos moderadamente voláteis, entre eles o sódio, o potássio, o fósforo, o cobre, o zinco e o chumbo, condensam-se entre e o aparecimento da troilita, a ; os voláteis, entre eles o enxofre, o cádmio e o tálio, entre e ; e os elementos altamente voláteis, o carbono, o nitrogênio, o oxigênio na forma de gelo, os gases nobres e o mercúrio, abaixo disso.
A sequência explica um padrão que atravessa todo o Sistema Solar. Os sólidos mais antigos dos meteoritos são feitos dos primeiros condensados; a Terra e os outros planetas rochosos são pobres em elementos voláteis; as regiões distantes do disco, frias o bastante para conservar gelos, formaram corpos gelados. A fronteira mais importante é a da água, porque o gelo de água é o sólido mais abundante de todos: em massa, há em um gás de composição solar quase tanto gelo de água quanto rocha e metal juntos, vezes mais.
Definição 2.4 (Linha de neve)
A linha de neve de um disco protoplanetário é a distância à estrela além da qual o plano médio é frio o bastante para que o gelo de água seja estável, cerca de nas pressões do disco.
Proposição 2.5 (Linha de neve de um disco passivo)
Se a temperatura do plano médio decresce como , a linha de neve da água, que se condensa a , fica em
e, além dela, a densidade superficial dos sólidos salta pelo fator , em que e são as massas de gelo de água e de rocha no gás.
Demonstração. Resolver para dá . Dentro de , só a rocha e o metal são sólidos; além dela, o gelo de água acrescenta sua massa à rocha do mesmo gás, de modo que a massa sólida é multiplicada por . ∎
Para o disco passivo acima, e dão ; o metano, a , congela além de (Exercício 2.6). Com de gelo de água e de rocha, os sólidos saltam por um fator . O modelo coloca a linha de neve bem dentro da órbita da Terra, o que mostra apenas que um disco jovem não era passivo: aquecido pela acreção, seu plano médio interno era mais quente, e a linha de neve ficava mais longe, deslocando-se para dentro à medida que o disco se adelgaçava. Além dela, os planetas tinham mais que o dobro de matéria sólida com que se construir, e isso, mais que qualquer outra coisa, separa os pequenos planetas rochosos dos gigantes.
2.3 Da poeira aos planetas
Entre os grãos micrométricos do meio interestelar e planetas de milhares de quilômetros de diâmetro há cerca de treze ordens de grandeza de tamanho. O crescimento é melhor descrito em três etapas. Abaixo de cerca de um centímetro, os grãos que colidem suavemente grudam, presos por ligações químicas e forças de van der Waals, e formam agregados fofos. Bem acima de um quilômetro, os corpos se mantêm coesos pela própria gravidade, e os fragmentos de uma colisão caem de volta sobre o corpo maior. Entre os dois fica a etapa mais difícil: corpos de centímetros a metros são grandes demais para grudar e pequenos demais para se atraírem, e o gás os arrasta para dentro. Em simulações numéricas, sólidos de se reúnem em enxames densos que colapsam sob o próprio peso diretamente em corpos de quilômetros de diâmetro, saltando os tamanhos problemáticos; como o Sistema Solar atravessou essa etapa ainda é debatido.
Definição 2.6 (Planetesimal, embrião planetário)
Um planetesimal é um corpo sólido de um disco protoplanetário grande o bastante, de cerca de um quilômetro a algumas centenas de quilômetros de diâmetro, para que seu crescimento seja governado pela gravidade e não pela aderência. Um embrião planetário é um corpo que cresceu, por acreção de planetesimais, o suficiente para dominar sua própria região do disco e varrê-la de planetesimais.
Uma vez que a gravidade passa a governar, o crescimento dispara: um corpo um pouco maior que seus vizinhos atrai para si planetesimais vindos de mais longe, cresce mais depressa que eles e se distancia. Seu crescimento só desacelera quando ele já varreu os sólidos a seu alcance. Cada embrião passa então a dominar seu próprio anel do disco, e muitos embriões dividem a região dos planetas rochosos.
Proposição 2.7 (Massa de isolamento)
Um embrião de massa à distância de uma estrela de massa atrai os sólidos de um anel cuja meia-largura é algumas vezes seu raio de Hill . Se ele reúne todos os sólidos de um anel de largura total e densidade superficial , para de crescer na massa de isolamento
Demonstração. O anel de raio e largura contém a massa . O embrião o engoliu quando , isto é, ; elevar os dois membros à potência dá a fórmula. ∎
Os modelos tomam . Na nebulosa de massa mínima, a massa de isolamento é de cerca de massa terrestre a , entre as massas da Lua () e de Marte (): os embriões do Sistema Solar interno eram corpos desse tamanho, e a Terra precisou de muitos deles. Além da linha de neve, a , os sólidos ricos em gelo dão cerca de massa terrestre, e um disco com vezes a massa mínima de sólidos dá umas cinco massas terrestres (Exercício 2.7): o suficiente, nos modelos de crescimento de Júpiter, para que um núcleo capture seu envelope de gás em três milhões de anos. Os planetas gigantes tiveram de se formar antes que o gás do disco desaparecesse, em poucos milhões de anos; Urano e Netuno são rocha e gelo em massa: eles reuniram pouco gás.
A última etapa dos planetas rochosos foi violenta. Uma vez desaparecido o gás, as órbitas dos embriões se cruzaram, e eles se fundiram em colisões gigantes; acredita-se que a Lua tenha se formado a partir dos destroços de uma delas, que atingiu a Terra jovem. A figura abaixo resume a sequência.
Os planetas guardaram pouca memória dessa história: eles fundiram, misturaram e retrabalharam sua matéria. O registro está nos corpos que pararam de crescer, os asteroides, e nos fragmentos deles que chegam à Terra.
2.4 Meteoritos
Definição 2.8 (Meteorito, queda, achado)
Um meteorito é um objeto sólido natural vindo do espaço que sobreviveu à passagem pela atmosfera e chegou ao solo. Uma queda é um meteorito coletado depois que sua chegada foi observada, em geral como uma bola de fogo; um achado é um meteorito reconhecido no solo sem que sua queda tenha sido vista.
A Terra recolhe muito mais poeira que pedras. Medido na neve do planalto antártico, cerca de de poeira extraterrestre chegam ao solo a cada ano como micrometeoritos e esférulas fundidas, de umas que entram na atmosfera, a maior parte liberada por cometas e cerca de um quinto por asteroides. Os meteoritos, as pedras e os ferros grandes o bastante para serem reconhecidos um a um, são menos numerosos: o catálogo mundial contém cerca de , dos quais apenas são quedas.
A distinção é importante. Uma queda é coletada em poucos dias, antes que a chuva e o oxigênio a alterem, e todos os tipos de meteorito que caem são coletados da mesma forma; um achado pode ter ficado no solo por milhares de anos, e sua chance de ser encontrado depende de sua aparência e de onde caiu. Metade de todos os achados foi feita na Antártida (quadro abaixo), onde a busca é sistemática. As quedas são a amostra mais fiel do que chega (figura abaixo): mais de quatro em cada cinco são condritos, e três em cada quatro, condritos ordinários.
No campo — Em busca de meteoritos no gelo azul

A maior parte do manto de gelo antártico é neve branca, mas em cerca de de sua superfície, onde montanhas bloqueiam o fluxo do gelo, cerca de de gelo se perdem a cada ano e o gelo azul fica exposto. Os meteoritos que caíram sobre a neve a montante, ao longo de dezenas de milhares de anos, são soterrados, transportados no gelo e trazidos de volta à superfície onde ele se consome: o gelo azul é uma armadilha. Desde que a coleta sistemática começou, em meados da década de 1970, equipes recuperaram mais de espécimes desses campos, e no catálogo metade de todos os achados vem do sul de S. Os pesquisadores atravessam o gelo em fileiras, a pé ou em motos de neve, e toda pedra encontrada é coletada, por mais comum que pareça, para que a coleção não seja enviesada em favor das mais chamativas. Cada achado é fotografado onde está, para registrar seu contexto, e recebe um número de campo; mais tarde ele recebe seu nome oficial, um código de três letras para o campo de gelo seguido do ano da temporada e de um número de série. No laboratório de curadoria, as pedras são lascadas com ferramentas de aço inoxidável ou cortadas a seco com uma serra de fita; os condritos carbonáceos, que podem conter compostos orgânicos, têm um gabinete só para eles desde 1978.
2.4.1 Condritos
Definição 2.9 (Condrito, condrito carbonáceo, côndrulo, CAI)
Um condrito é um meteorito rochoso que nunca fundiu depois de agregado, e cuja composição, exceto pelos elementos mais voláteis, é próxima da do Sol. A maior parte dele é feita de côndrulos, gotículas arredondadas, de um décimo de milímetro a cerca de um centímetro de diâmetro, de rocha silicática solidificada a partir de um fundido, imersas em uma matriz de grão fino com grãos de metal ferro–níquel e sulfeto de ferro. Alguns condritos contêm inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAIs), grãos brancos irregulares de minerais de cálcio, alumínio e titânio que são os primeiros condensados da nebulosa. Um condrito carbonáceo é um condrito rico em carbono, em minerais hidratados e em matriz, cujo teor de elementos voláteis é o mais próximo do do Sol.
Os côndrulos ficaram fundidos por apenas minutos e esfriaram em horas ou dias: um aquecimento breve, local e súbito na nebulosa, de causa ainda desconhecida, fundiu aglomerados de poeira, que se solidificaram como gotículas antes de serem varridos, junto com poeira e metal, para um planetesimal. Eles ocupam até do volume dos meteoritos mais primitivos. As CAIs representam de menos de dos condritos ordinários a mais de de alguns carbonáceos, e elas se formaram com no máximo cerca de cem mil anos de diferença entre si.

Os condritos se dividem em grupos que diferem no tamanho e na abundância de seus côndrulos, em seu teor de metal, no teor de ferro de sua olivina e na proporção de sua matriz (tabela abaixo). Os condritos ordinários H, L e LL têm teores altos, baixos e muito baixos de metal e de ferro total (razões atômicas Fe/Si de , e ).
| H | L | LL | CI | CM | CV | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| côndrulos (vol. %) | 60–80 | 60–80 | 60–80 | 20 | 45 | |
| diâmetro médio dos côndrulos (mm) | 0.3 | 0.7 | 0.9 | — | 0.3 | 1.0 |
| CAIs (vol. %) | 0.1–1 | 0.1–1 | 0.1–1 | 5 | 10 | |
| matriz (vol. %) | 10–15 | 10–15 | 10–15 | 70 | 40 | |
| metal ferro–níquel (vol. %) | 10 | 5 | 2 | 0 | 0.1 | 0–5 |
| faialita na olivina (mol %) | 16–20 | 23–26 | 27–32 | |||
| tipos petrológicos | 3–6 | 3–6 | 3–6 | 1 | 2 | 3 |
| temperatura máxima (K) | 1220 | 1220 | 1220 | 430 | 670 | 870 |
Definição 2.10 (Tipo petrológico)
O tipo petrológico de um condrito é um número de 1 a 6 que registra o que lhe aconteceu em seu corpo parental: o tipo 3 é o menos alterado; os tipos 4 a 6 são cada vez mais aquecidos, com côndrulos esmaecidos e minerais recristalizados e de composição uniforme; os tipos 2 e 1 são cada vez mais alterados pela água líquida, que transformou seus minerais em argilas.
A última linha da tabela dá as temperaturas máximas atingidas por cada grupo: até cerca de para os condritos ordinários mais aquecidos, nunca mais de para os condritos CI, encharcados de água, mas nunca quentes. O aquecimento, como mostra a última seção, veio do interior dos corpos parentais.
2.4.2 Acondritos e meteoritos ferrosos
Definição 2.11 (Acondrito, meteorito ferroso, meteorito metalo-rochoso)
Um acondrito é um meteorito rochoso que cristalizou a partir de um fundido ou recristalizou a alta temperatura em um corpo que fundiu, e por isso não tem côndrulos. Um meteorito ferroso é feito principalmente de metal ferro–níquel. Um meteorito metalo-rochoso é feito de metal e silicato em quantidades aproximadamente iguais.
Eles são os fragmentos de corpos que fundiram e se diferenciaram: os acondritos são suas crostas e mantos, os ferrosos, seus núcleos metálicos, e os metalo-rochosos vêm do lugar onde metal e silicato se encontravam. A maior família de acondritos, a dos howarditos, eucritos e diogenitos (HED), basaltos e rochas ricas em piroxênio, representa de todas as quedas. Sua fonte foi identificada, por seu espectro e sua órbita, como o asteroide Vesta, com cerca de de diâmetro, e a sonda Dawn, que chegou a Vesta em 2011, confirmou isso: a química e a mineralogia da superfície de Vesta correspondem às dos meteoritos HED, uma bacia de de largura perto de seu polo sul mostra de onde os fragmentos foram arrancados, e seu campo de gravidade indica um núcleo de ferro de cerca de de diâmetro. Vesta fundiu, quase ou totalmente, no início de sua história. Outros acondritos vêm da Lua e de Marte. Os meteoritos das coleções parecem vir de cerca de cem corpos parentais diferentes.
Os meteoritos ferrosos guardam o registro de como seus núcleos esfriaram. Uma face cortada e atacada por ácido mostra um entrecruzado de placas (figura abaixo): a alta temperatura, o metal é uma única liga de ferro e níquel; com o resfriamento lento, uma liga pobre em níquel cresce em placas ao longo dos planos do cristal original, e quanto mais lento o resfriamento, mais largas as placas. Medidas em muitos meteoritos ferrosos, as larguras das placas dão as taxas de resfriamento dos núcleos de onde eles vieram.

2.5 Datando o Sistema Solar
A idade do Sistema Solar é a idade de seus sólidos mais antigos. As isócronas urânio–chumbo das CAIs, construídas como no volume do primeiro ano, dão ; as CAIs se formaram com no máximo cerca de de diferença entre si, um tempo curto o bastante para que sua idade seja tomada como o nascimento do Sol. Os acontecimentos dos poucos milhões de anos seguintes, a formação dos côndrulos e a agregação e a fusão dos primeiros corpos, são mais bem datados em relação às CAIs, com relógios que corriam depressa e pararam cedo.
Definição 2.12 (Radionuclídeo de vida curta)
Um radionuclídeo de vida curta é um nuclídeo radioativo com meia-vida de aproximadamente a , presente quando o Sistema Solar se formou e hoje extinto, cuja presença passada é revelada por um excesso de seu filho em minerais que eram ricos em seu elemento.
O mais conhecido é o alumínio-26, que decai em magnésio-26 com meia-vida de (vida média de ). Quando as CAIs se formaram, um átomo de alumínio em cerca de era alumínio-26: a razão era , o valor canônico. Outros nuclídeos de vida curta cobrem intervalos mais longos (tabela abaixo).
| nuclídeo | filho | referência | meia-vida (Myr) | razão inicial |
|---|---|---|---|---|
| 0.717 | ||||
| 2.62 | ||||
| 3.74 | ||||
| 6.5 | ||||
| 8.90 | ||||
| 15.7 |
Proposição 2.13 (Idade relativa a partir de um nuclídeo extinto)
Se a razão entre um nuclídeo de vida curta e seu isótopo de referência era em toda parte quando as CAIs se formaram, e se constata que ela era em um objeto quando ele se formou, o objeto se formou
depois das CAIs, em que é a vida média do nuclídeo. Um erro em dá o erro em .
Demonstração. O isótopo de referência é estável, de modo que a razão decai como o próprio nuclídeo radioativo: . Tomando logaritmos, . Diferenciando, . ∎
Um erro relativo de na razão custa, assim, com o alumínio-26, mas com o manganês-53 e com o háfnio-182: cada relógio só é preciso ao longo de algumas de suas próprias vidas médias, e o relógio certo depende do acontecimento. A razão em um objeto é lida em seus minerais.
Proposição 2.14 (Isócrona alumínio–magnésio)
Sejam vários minerais de um mesmo objeto formados juntos no instante com a mesma composição isotópica do magnésio, , mas razões diferentes, e fechados desde então. Hoje eles ficam sobre a reta
cuja inclinação é a razão do objeto quando ele se formou.
Demonstração. Todo átomo de alumínio-26 presente na formação tornou-se desde então um átomo de magnésio-26, de modo que um mineral ganhou átomos de magnésio-26, sendo o alumínio-27 estável. Dividir pelo número de átomos de magnésio-24, que não muda, dá a reta. ∎
Os minerais ricos em alumínio e pobres em magnésio, como o plagioclásio, mostram grandes excessos de magnésio-26; a olivina, quase sem alumínio, não mostra nenhum. Foi assim que se construiu a sequência temporal do Sistema Solar primitivo: primeiro as CAIs; os côndrulos ao longo dos poucos milhões de anos seguintes, com os indícios dos côndrulos fixando a duração de vida do disco de gás em menos de cinco milhões de anos; os corpos parentais dos condritos agregados depois de seus côndrulos mais jovens. Os diogenitos, rochas do manto de Vesta, começaram a cristalizar cerca de um milhão de anos depois das CAIs, e o núcleo de Vesta se formou entre o primeiro e o quarto milhão de anos: os meteoritos ferrosos e os acondritos são mais velhos que muitos condritos.
2.6 O calor do alumínio-26 e as primeiras fusões
De onde veio o calor que fundiu Vesta e metamorfizou os condritos ordinários? Modelos e meteoritos concordam que, nos corpos mais antigos, a fonte dominante foi o decaimento do alumínio-26. Em uma rocha de composição condrítica, ele trazia, no início, por quilograma prontos para serem liberados em poucos milhões de anos: o suficiente para aquecer a rocha em milhares de kelvins, se o calor não pudesse escapar.
Proposição 2.15 (Aquecimento de um planetesimal pelo alumínio-26)
Uma rocha que recebe a potência radioativa por quilograma, que tem a capacidade térmica específica e não perde calor, aquece-se depois de sua acreção no instante segundo
e tende para a temperatura máxima . Uma temperatura crítica só é atingida se o corpo se agregou antes de
Demonstração. Sem perdas, . Integrar a partir de , em que , dá , que tende para quando . Fazer e resolver para dá ; para uma acreção mais precoce, o máximo é mais alto. ∎
Um modelo do corpo parental dos condritos ordinários usa , e . Então vale cerca de . Três temperaturas importam: perto de , a rocha porosa começa a sinterizar e se torna compacta; perto de , o metal e o sulfeto de ferro começam a fundir juntos; perto de , os últimos silicatos fundem. Um corpo que se agregou antes de fundiu inteiramente; antes de , seu metal e seu sulfeto fundiram e puderam afundar formando um núcleo; até cerca de , ele foi pelo menos sinterizado e metamorfizado; os corpos posteriores permaneceram frios (figura abaixo).
A proposição ignora a perda de calor, o que só é válido no interior profundo de um corpo grande. O calor se difunde na distância no tempo , em que é a difusividade térmica da rocha: com os valores do modelo, cerca de em uma vida média do alumínio-26 (Exercício 2.12). Os corpos muito menores que isso perdem seu calor tão depressa quanto o produzem; modelos detalhados mostram que corpos de mais de de diâmetro podiam fundir.
Definição 2.16 (Diferenciação planetária)
A diferenciação planetária é a separação de um corpo, depois de fundido total ou parcialmente, em camadas de composição e densidade diferentes: um núcleo metálico, um manto silicático e uma crosta feita dos últimos fundidos.
Os meteoritos registram, assim, dois tipos de corpos primitivos. Os que se formaram nos primeiros dois milhões de anos, aproximadamente, tinham alumínio-26 suficiente para fundir e se diferenciar: seus núcleos são os meteoritos ferrosos, suas crostas e mantos, os acondritos, e Vesta é o sobrevivente. Os que se formaram mais tarde permaneceram condritos, aquecidos por dentro em um grau fixado por sua data de nascimento e pela profundidade de cada fragmento: os mais profundos tornaram-se tipo 6, os mais rasos permaneceram tipo 3. A própria Terra, construída a partir de embriões e planetesimais dos dois tipos e atingida por impactos gigantes, diferenciou-se em núcleo, manto e crosta.
2.7 Exercícios
Exercício 2.1 ★
Na nebulosa solar de massa mínima, calcule a densidade superficial do gás a e a , e a densidade superficial dos sólidos a (só rocha, ) e a (todos os gelos condensados, ). Quantas vezes mais pesado que os sólidos é o gás a ?
Solução
Solução de Exercício 2.1.
Gás: a ; a , . Sólidos: a ; a . A , o gás é vezes mais pesado que os sólidos.
Exercício 2.2 ★
Usando a figura das temperaturas de condensação, ordene o alumínio, o sódio, o magnésio, o ferro, o enxofre e o oxigênio (como gelo de água) do primeiro a se condensar ao último, e dê o grupo de volatilidade de cada um. Quais deles você esperaria encontrar enriquecidos nas CAIs, e quais empobrecidos na Terra em comparação com o Sol?
Solução
Solução de Exercício 2.2.
Alumínio (, ultrarrefratário), magnésio (, comum), ferro (, comum), sódio (, moderadamente volátil), enxofre (, volátil), oxigênio como gelo de água (, altamente volátil). As CAIs, os primeiros condensados, são enriquecidas em alumínio (e em cálcio e titânio); a Terra é empobrecida nos voláteis, sódio, enxofre e água, em relação ao magnésio e ao alumínio.
Exercício 2.3 ★
O catálogo lista quedas, das quais 856 são condritos ordinários e 49 ferrosos, e achados, dos quais são condritos ordinários, ferrosos e vêm do sul de S. Calcule a parcela de condritos ordinários e de ferrosos entre as quedas e entre os achados, e a parcela de achados antárticos. Que amostra você usaria para estimar as proporções em que as classes chegam à Terra, e por quê?
Solução
Solução de Exercício 2.3.
Quedas: condritos ordinários , ferrosos . Achados: e . Achados antárticos: . As quedas: toda queda observada é coletada, qualquer que seja sua classe, ao passo que um achado depende de quão bem o meteorito sobrevive no solo, de sua aparência e de onde as pessoas procuram, e metade dos achados vem de um único tipo de lugar.
Exercício 2.4 ★
Os minerais de um objeto dão a razão inicial . Quanto tempo depois das CAIs ele se formou? Tome e uma vida média de .
Solução
Solução de Exercício 2.4.
depois das CAIs.
Exercício 2.5 ★★
Usando a Proposição 2.2 com a ( , ), calcule a massa da nebulosa de massa mínima dentro de e dentro de , em massas solares. Compare com os discos observados, massa solar.
Solução
Solução de Exercício 2.5.
. Dentro de : , portanto massa solar; dentro de : , massa solar. Ambas ficam dentro da faixa observada, mais perto de seu limite superior: a nebulosa era um disco comum.
Exercício 2.6 ★★
No disco passivo , determine onde o gelo de água () e o gelo de metano () se tornam estáveis. Um grão iluminado diretamente pelo Sol atinge a . Por que as duas estimativas da linha de neve diferem, e qual delas se aplica aos corpos que construíram os planetas?
Solução
Solução de Exercício 2.6.
au: para a água, ; para o metano, . O grão iluminado diretamente pelo Sol é a camada superficial do disco; o plano médio, protegido pela poeira acima dele, é mais frio, de modo que o gelo sobrevive mais perto. Os planetesimais se formaram no plano médio, portanto vale a estimativa do plano médio, desde que o disco seja passivo; o aquecimento por acreção desloca a linha de neve para fora.
Exercício 2.7 ★★
Calcule a massa de isolamento, com , de um embrião a na nebulosa de massa mínima (), e a , além da linha de neve (), em massas terrestres (, ). Em quanto ela se transforma a em um disco com vezes mais sólidos?
Solução
Solução de Exercício 2.7.
A : , , portanto ; , dividido por : massa terrestre. A : , , , massa terrestre. Com vezes mais sólidos, cresce como : 5.5 massas terrestres.
Exercício 2.8 ★★
Uma rocha de composição CI continha átomos de alumínio-26 por grama quando as CAIs se formaram, e cada decaimento deixa de calor. Calcule o calor liberado por quilograma ao longo de todo o decaimento, e o aumento de temperatura que ele daria com e sem perdas. Quantas vezes maior ele é que o calor necessário para aquecer a rocha de a ?
Solução
Solução de Exercício 2.8.
Por quilograma, átomos, portanto . O aumento de temperatura seria . Aquecer de a exige : o alumínio-26 fornecia cerca de quatro vezes isso.
Exercício 2.9 ★★
Ao longo de todo o seu decaimento, o alumínio-26 libera por grama de rocha CI, e o ferro-60, por grama. Calcule a razão entre as duas energias. A meia-vida do ferro-60 é : calcule sua vida média e a razão entre as duas potências de aquecimento iniciais, energia dividida pela vida média.
Solução
Solução de Exercício 2.9.
. A vida média do ferro-60 é . Potências iniciais por grama: e erg por grama por milhão de anos, uma razão de cerca de : o alumínio-26 dominava de longe.
Exercício 2.10 ★★★
Com os resultados do Exercício 2.9, determine o instante a partir do qual o ferro-60 aquece a rocha mais depressa que o alumínio-26. O ferro-60 poderia ter fundido um corpo agregado tão tarde? (Compare a energia que ele ainda tem a liberar nesse momento com os necessários para aquecer a rocha de a .)
Solução
Solução de Exercício 2.10.
As potências são iguais quando , isto é, ; com por milhão de anos, . Nesse momento, o ferro-60 tem ainda a liberar, isto é, : milhares de vezes menos do que o necessário para fundir qualquer coisa.
Exercício 2.11 ★★★
Com , , e (um ano de ), calcule os instantes de acreção mais tardios para os quais o centro de um corpo grande atinge e . Algumas medidas sugerem que o alumínio-26 inicial era só metade do valor canônico em partes do disco: de quanto se deslocariam os dois instantes? Mostre que o deslocamento não depende da temperatura crítica.
Solução
Solução de Exercício 2.11.
e . Para : ; para : . Reduzir à metade subtrai dos dois, pois e só o primeiro termo muda: o deslocamento é uma meia-vida, qualquer que seja a temperatura crítica.
Exercício 2.12 ★★★
Uma rocha de condutividade , densidade e capacidade térmica específica tem a difusividade térmica . Calcule-a, e a distância na qual o calor se difunde em uma vida média do alumínio-26. Explique por que a proposição do aquecimento se aplica ao centro de um corpo de de diâmetro, mas não a um corpo de de diâmetro, e compare com os menores corpos que podiam fundir, de de diâmetro.
Solução
Solução de Exercício 2.12.
e , cerca de . O centro de um corpo de de diâmetro está a de profundidade, dez vezes essa distância: seu calor não consegue escapar enquanto o alumínio-26 decai, e a proposição se aplica. Um corpo de de diâmetro perde seu calor tão depressa quanto o produz. A fusão exige um raio de algumas vezes , isto é, um diâmetro de uns ou mais, como encontram os modelos.
2.8 Problema: a pedra que caiu no lago gelado
Problema 2.1
Problema de fim de semana — classificar uma pedra recém-caída, datar seus côndrulos com o alumínio-26 e descobrir quão quente seu corpo parental ficou
Em uma noite de inverno, uma bola de fogo cruza o céu acima de um lago setentrional inventado, e ouve-se um estrondo. Na manhã seguinte, uma pedra de crosta negra de é recolhida no gelo, no meio de uma cratera recente na neve. A pedra cortada mostra côndrulos que ocupam de seu volume, de de diâmetro em média, com bordas esmaecidas; o metal ocupa de seu volume, e sua olivina contém 18 por cento molares de faialita. Um laboratório analisa um côndrulo (tabela abaixo). Use as tabelas do capítulo, , , um ano de , , , , uma condutividade de , uma densidade de , , e .
| mineral | ||
|---|---|---|
| olivina | 0.05 | |
| vidro | 3.00 | |
| plagioclásio | 15.0 |
Parte I — A pedra.
- A pedra é uma queda ou um achado? Por que isso a torna valiosa?
- Das quedas do catálogo, 856 são condritos ordinários. Qual é a probabilidade de que uma queda, tomada ao acaso, seja um deles?
- Usando a tabela dos grupos de condritos, diga a que grupo a pedra pertence.
- Seus côndrulos têm bordas esmaecidas e seus minerais são de composição uniforme. Que tipos petrológicos isso sugere, e qual é a temperatura máxima que seu grupo atingiu, em kelvins e em graus Celsius?
- Por que você esperaria poucas CAIs nela, e por que a pedra é, ainda assim, mais jovem que qualquer CAI?
Parte II — Quando o côndrulo se formou?
- Explique por que a razão aumenta com de um mineral para outro.
- A partir da olivina e do plagioclásio, calcule a inclinação da isócrona. O que ela mede?
- Verifique que o vidro fica sobre a mesma reta.
- Quanto tempo depois das CAIs o côndrulo se formou?
- Tomando para as CAIs a idade de , dê a idade do côndrulo.
- Qual teria sido a razão em um mineral formado depois das CAIs? Que nuclídeo da tabela dataria melhor um tal acontecimento?
Parte III — O aquecimento do corpo parental. O corpo parental da pedra, de de raio, agregou-se depois das CAIs, pouco depois de seus côndrulos.
- Calcule a difusividade térmica da rocha e o tempo que o calor leva para escapar do centro, em milhões de anos. Pode-se considerar que o centro não perde calor?
- Calcule a potência de aquecimento do alumínio-26 por quilograma de rocha no instante da agregação.
- Calcule o calor ainda por liberar por quilograma depois da agregação.
- Calcule o aumento de temperatura e a temperatura máxima no centro.
- Compare com as três temperaturas críticas do capítulo. O centro fundiu? Isso é coerente com a pergunta 4?
- Qual é o instante de agregação mais tardio para o qual o metal e o sulfeto do centro teriam começado a fundir?
- Quanto tempo depois da agregação se atinge do aumento de temperatura? Dê a data em relação às CAIs.
Parte IV — Os vizinhos.
- Um acondrito vem de um corpo que se agregou depois das CAIs. Calcule a temperatura máxima que a proposição daria, e diga o que realmente aconteceu com o corpo.
- Quantas vezes mais alumínio-26 por quilograma esse corpo tinha em sua agregação do que o corpo parental da pedra?
- A pedra é mais pobre que o Sol em zinco e chumbo, mas não em magnésio nem em alumínio. Use as temperaturas de condensação para explicar por quê.
- Na nebulosa de massa mínima, calcule a densidade superficial da rocha () a , onde o corpo parental orbitava.
- Calcule a massa de isolamento a , com , em quilogramas e em massas terrestres, e compare-a com a massa do corpo parental.
- Indique a temperatura máxima do centro do corpo parental, o número-chave deste problema, em graus Celsius.
Solução
Solução de Problema 2.1.
1. Uma queda: sua chegada foi vista e ela foi recolhida na manhã seguinte. Ela não está alterada pelo intemperismo e se soma à amostra não enviesada do que chega à Terra.
2. : cerca de três chances em quatro.
3. Côndrulos de de diâmetro, de metal e olivina com de faialita: um condrito H ( de metal, Fa 16–20).
4. Côndrulos esmaecidos e minerais uniformes indicam metamorfismo térmico: tipos 5 a 6. Os condritos ordinários atingiram no máximo cerca de , isto é, .
5. Os condritos ordinários contêm apenas de CAIs em volume. A pedra é feita de côndrulos e matriz agregados depois das CAIs, que são os sólidos mais antigos: toda rocha que os contém é mais jovem.
6. Cada mineral recebeu na formação o mesmo magnésio mais alumínio-26 em proporção ao seu alumínio; desde então, o alumínio-26 transformou-se em magnésio-26, de modo que, quanto mais alumínio por magnésio um mineral tinha, mais magnésio-26 ele ganhou.
7. : a razão do côndrulo quando ele se formou.
8. : sobre a reta.
9. .
10. .
11. , magnésio-26 pouco demais para ser medido. O háfnio-182 (meia-vida de ) ou o manganês-53 () convêm a acontecimentos ocorridos uns dez milhões de anos depois das CAIs.
12. ; , dezesseis vezes a vida média do alumínio-26: o centro conserva seu calor.
13. .
14. .
15. ; máximo de .
16. Acima de , portanto a rocha sinterizou e foi metamorfizada; abaixo de , portanto nem o metal nem o sulfeto fundiram. A pedra é um condrito aquecido, de tipo petrológico alto, abaixo dos da pergunta 4: coerente.
17. : cerca de antes.
18. O aumento é ; exigem , , isto é, depois das CAIs.
19. , máximo de , muito acima dos em que os silicatos estão fundidos. O corpo fundiu (o calor de fusão manteve sua temperatura mais baixa) e diferenciou-se em um núcleo metálico e um manto e uma crosta silicáticos.
20. vezes mais.
21. O zinco e o chumbo se condensam perto de , moderadamente voláteis; o magnésio () e o alumínio () se condensam muito antes. Os sólidos da região da pedra se reuniram antes que o gás tivesse esfriado o bastante para que todo o zinco e todo o chumbo se condensassem.
22. , .
23. ; ; , massa terrestre. O corpo parental, , é cinco milhões de vezes mais leve: um planetesimal, não um embrião.
24. O centro do corpo parental atingiu um máximo de cerca de (): quente o bastante para recristalizar o condrito, frio demais para fundir seu metal.
本章定义的术语
- Acondrito, meteorito ferroso, meteorito metalo-rochoso
- Condrito, condrito carbonáceo, côndrulo, CAI
- Temperatura de condensação, sequência de condensação
- Meteorito, queda, achado
- Tipo petrológico
- Diferenciação planetária
- Planetesimal, embrião planetário
- Radionuclídeo de vida curta
- Linha de neve
- Nebulosa solar