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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano · স্নাতক দ্বিতীয় বর্ষ
30Geologia da energia
O petróleo é o resto de organismos microscópicos, soterrados com lama e cozidos durante milhões de anos a cerca de ; a energia geotérmica é esse mesmo calor da Terra, captado diretamente. Ambos são regidos pela temperatura e pelo tempo: o primeiro pela velocidade de uma reação química à medida que as rochas soterradas se aquecem lentamente, o segundo pela quantidade de calor que um volume de rocha armazena e pela rapidez com que a água consegue levá-lo a um poço. Este capítulo quantifica o sistema petrolífero, passa aos recursos aos quais falta um de seus elementos, ao calor geotérmico e ao urânio, e termina com a operação inversa: devolver o dióxido de carbono ao subsolo.
O que você já sabe
Dos volumes escolares: rocha geradora, querogênio, maturação, janela do petróleo, migração, rocha reservatório, rocha selante, armadilha, sobrecarga, sistema petrolífero; o carvão e seu grau de carbonificação; a energia geotérmica. Do volume do primeiro ano: o fluxo de calor e o geotermo; a porosidade e a permeabilidade; a pressão de fluido nos poros, a tensão efetiva e o critério de Coulomb; a perfilagem de poço; a bacia sedimentar e a subsidência. Dos livros de química: a lei de Arrhenius, a energia de ativação, a reação de primeira ordem. Dos livros de física: o decaimento radioativo, a constante de decaimento, a meia-vida; o ponto crítico de um fluido. Do Capítulo 16: a curva de subsidência. Do Capítulo 29: o tipo de jazida, a tonelagem.
30.1 O sistema petrolífero quantificado
Um sistema petrolífero precisa de uma rocha geradora rica em querogênio, de um reservatório, de uma rocha selante, de uma armadilha e de sobrecarga suficiente para aquecer a rocha geradora, e seus eventos devem ocorrer na ordem certa: a armadilha deve existir quando o petróleo migra. Quantificá-lo significa responder a três perguntas: que tipo de querogênio a rocha geradora contém, até que ponto ele foi convertido, e quanto do produto está na armadilha.
Definição 30.1 (Tipo de querogênio, diagrama de van Krevelen)
Os querogênios dividem-se em três tipos de querogênio segundo sua composição elementar: o tipo I, sapropélico, o mais rico em hidrogênio, que gera sobretudo óleo; o tipo III, húmico ou carbonoso, pobre em hidrogênio, que gera sobretudo metano; e o tipo II, intermediário, fonte de óleo e de gás. O diagrama de van Krevelen representa a razão atômica H/C de um querogênio em função de sua razão atômica O/C; os tipos ocupam regiões diferentes dele, e a maturação desloca um querogênio para H/C baixa e O/C baixa.
Sete querogênios imaturos de tipo conhecido, analisados num mesmo estudo de laboratório, têm H/C atômica de 1.51 e 1.61 (tipo I, entre eles o folhelho betuminoso de Green River, em Utah, depositado em lagos e rico em restos de algas), 1.22 a 1.28 (tipo II, entre eles a Kimmeridge Clay do mar do Norte), 1.13 (um tipo misto II/III) e 0.99 (tipo III, o carvão de Cameo, no Colorado). O querogênio de Green River, com de carbono em massa, tem em média a fórmula CHNOS: H/C 1.50 e O/C 0.08. Aquecido em laboratório a por minuto, deixa um resíduo cuja H/C cai para 1.20 a e para 0.54 a , enquanto sua O/C cai de 0.08 para cerca de 0.01: o caminho traçado à esquerda da figura abaixo.
A conversão do querogênio em petróleo é um conjunto de reações de primeira ordem, cada uma obedecendo à lei de Arrhenius. Numa bacia em subsidência a temperatura de uma rocha geradora sobe de modo lento e quase constante, o que faz do resultado a seguir o núcleo dos modelos de maturação.
Proposição 30.2 (Reação de primeira ordem a taxa de aquecimento constante)
Seja uma reação de primeira ordem de constante de velocidade num material aquecido à taxa constante a partir de uma temperatura na qual é desprezível. A fração não convertida à temperatura é
valendo a aproximação quando ; a taxa de transformação é .
Demonstração. Ser de primeira ordem significa que . Com , , e integrar a partir de em dá a primeira forma. Quanto à integral, , de modo que a integral vale a menos de uma correção relativa da ordem de , sem contribuição do limite inferior, pois . ∎
Seguem-se duas consequências. A conversão ocorre numa faixa estreita de temperatura, porque varia muito depressa (exercício 30.11). E um aquecimento mais lento converte a uma temperatura mais baixa: fazendo , uma taxa de aquecimento dez vezes maior eleva a temperatura de meia conversão em cerca de . A cinética do querogênio de Green River, ajustada à pirólise de laboratório, é e (); com essa energia única, a meia conversão ocorre a para e a para , um deslocamento de contra previstos. Aquecido a por minuto, o mesmo querogênio converte-se perto de (exercício 30.6): o tempo substitui a temperatura, e é por isso que a cinética é medida por pirólise a cerca de 250 a , e que extrapolá-la ao longo de doze ordens de grandeza em taxa de aquecimento deixa incerta a profundidade prevista da janela do petróleo.
Um querogênio real contém ligações de muitas energias, de modo que sua cinética é uma distribuição de energias de ativação, cada fração obedecendo à proposição; para o querogênio de Green River a distribuição é normal, com desvio-padrão . A distribuição alarga a conversão, como mostra a direita da figura: a o querogênio aquecido a está convertido, o aquecido dez vezes mais depressa .
Definição 30.3 (Refletância da vitrinita, índice tempo–temperatura)
A refletância da vitrinita, , é a porcentagem da luz incidente refletida por grãos polidos de vitrinita, um componente orgânico do carvão e do querogênio, medida ao microscópio; ela cresce irreversivelmente com o aquecimento e registra a maior maturidade térmica que uma rocha atingiu. O índice tempo–temperatura (TTI) de Lopatin é a soma sobre os intervalos de que uma rocha atravessou, sendo o tempo em milhões de anos passado no intervalo de número , com para 100 a , para 110 a , para 90 a , e assim por diante.
Na escala de refletância, a geração de óleo pelos querogênios de tipos I e II começa perto de ; acima de 1.20 a o óleo é instável e decompõe-se em metano; o tipo III começa a produzir metano perto de , e a geração de gás prossegue até cerca de . Os modelos calculam como um querogênio: o modelo Easy%Ro trata a vitrinita como vinte reações paralelas de primeira ordem com e energias de 34 a (142 a ), e converte sua fração convertida , no máximo 0.85, em , que vai de 0.20 a .
A refletância é calculada da mesma maneira ao longo de cada horizonte de uma bacia. Na bacia inventada da figura abaixo, os sedimentos acumularam-se a por milhão de anos de 100 a , depois a por milhão de anos, sob uma superfície a e com um gradiente constante de . Seu horizonte mais antigo atingiu a , a e , e a , a e ; hoje ele está a e , com . Como o geotermo é estacionário, as frentes de refletância seguem quase as isotermas, e o início da geração de óleo fica perto de , dentro dos 60 a dos volumes escolares.
O TTI é mais antigo e mais grosseiro. Ele supõe que a maturação dobra de velocidade a cada , como faz uma lei de Arrhenius com perto de (exercício 30.5); em sua escala, Waples situou o início da geração de óleo num TTI de 15, seu pico em 75 e seu fim em 160.
Método 30.4 (Calcular um índice tempo–temperatura)
Os dados são a história de soterramento da rocha geradora e o geotermo, suposto estacionário.
- Caminho de temperatura. Converta a profundidade em temperatura a cada instante: temperatura da superfície mais gradiente vezes profundidade.
- Tempos nos intervalos. Encontre o tempo passado em cada intervalo de ; onde a taxa de aquecimento é constante, .
- Soma. Some os produtos em ordem cronológica; o início, o pico e o fim da geração de óleo são atingidos quando a soma acumulada passa de 15, 75 e 160.
Os modelos de bacia exprimem a conversão como uma taxa de transformação: a fração do potencial de hidrocarbonetos original de uma rocha geradora já convertida. Num modelo de uma bacia californiana, supôs-se que a expulsão da rocha geradora começava a uma taxa de , atingia o pico a e terminava a . O óleo expulso, mais leve que a água, migra para cima até rochas reservatório permeáveis, e fica retido onde uma rocha selante fecha uma armadilha.
Proposição 30.5 (Óleo in situ)
Sejam uma armadilha de área e um reservatório de espessura útil , porosidade e saturação em água , e seja o fator volume-formação de seu óleo, a razão entre o volume que uma quantidade de óleo ocupa no reservatório e seu volume na superfície. O volume de óleo inicialmente in situ em condições de tanque, o volume de óleo medido na superfície, é
Demonstração. O volume total do reservatório é e seu volume poroso ; uma fração dos poros contém óleo, de modo que o óleo ocupa no reservatório, e vezes isso na superfície. ∎
Definição 30.6 (Fator de recuperação)
O fator de recuperação de um reservatório é a fração do óleo (ou do gás) inicialmente in situ que é produzida ao longo de sua vida.
A produção primária e a recuperação secundária por injeção de água recuperam juntas, tipicamente, de 30 a do óleo in situ; a injeção de dióxido de carbono recupera de 10 a a mais. Uma armadilha de com de espessura útil de reservatório, porosidade 0.20, saturação em óleo 0.70 e contém de óleo em condições de tanque, dos quais de 1.05 a seriam produzidos.
30.2 Recursos não convencionais
Definição 30.7 (Reservatório não convencional)
Um reservatório não convencional é uma rocha de permeabilidade tão baixa que o óleo ou o gás contido em seus poros microscópicos não consegue fluir até um poço a uma vazão econômica sem estimulação artificial; ele é produzido por poços perfurados horizontalmente ao longo dele e fraturados hidraulicamente. O óleo e o gás de folhelho estão contidos na própria rocha geradora, o gás tight em arenitos e carbonatos de baixa permeabilidade.
Uma acumulação não convencional é portanto uma rocha geradora, ou uma rocha ao lado dela, que reteve parte do que gerou. O produto que ela contém decorre de sua maturidade: um folhelho na janela do petróleo contém óleo, um que passou de , gás. A produção de gás de folhelho em grande escala começou por volta de 2000 no Barnett Shale, no Texas, e a maior parte do crescimento da produção de gás dos Estados Unidos desde 2005 veio da perfuração horizontal e do fraturamento hidráulico em folhelhos, arenitos, carbonatos e outras formações de baixa permeabilidade; também se produz gás de camadas de carvão.
30.3 A energia geotérmica
Definição 30.8 (Sistema geotérmico, calor in situ, classes de entalpia, EGS)
Um sistema geotérmico é um volume da crosta onde calor, permeabilidade e água se reúnem de modo que água quente ou vapor possam ser produzidos por poços. O calor in situ de um reservatório é o calor que ele cederia ao se resfriar de sua temperatura até uma temperatura de referência. Um recurso de alta entalpia é um sistema geotérmico acima de cerca de ; um recurso de baixa entalpia, um sistema abaixo de cerca de ; entre os dois o recurso é chamado de média entalpia. As três classes servem ao uso direto do calor, mas em geral só as classes média e alta podem gerar eletricidade. Um sistema geotérmico estimulado (EGS) é um corpo de rocha quente de baixa permeabilidade natural no qual a permeabilidade é criada por engenharia, de modo que a água possa circular através dele e seu calor seja recuperado.
Proposição 30.9 (Calor in situ e potência recuperável)
Um reservatório de volume , temperatura média e capacidade térmica volumétrica (rocha e fluido dos poros juntos) contém, acima da temperatura de referência , o calor
Se uma fração dele chega às cabeças de poço ao longo de um tempo de produção , a potência térmica média produzida é .
Demonstração. Um volume à temperatura libera ao se resfriar até ; somando sobre o reservatório com uniforme obtém-se , sendo a temperatura média. A potência é o calor recuperado dividido pelo tempo. ∎
As avaliações de recursos usam esse método volumétrico com uma referência de . O fator de recuperação é a parte incerta: as primeiras avaliações adotavam 0.25, entre 0 e 0.5; a produção de reservatórios fraturados aponta para cerca de 0.1, entre 0.05 e 0.2. Com (as matrizes rochosas contêm de 2 a ), um reservatório de a contém ; com ao longo de 30 anos ele fornece uma potência térmica média de . Os campos convencionais geram de 10 a de eletricidade por quilômetro quadrado de campo.
Os sistemas geotérmicos naturais precisam tanto de permeabilidade quanto de calor. A maioria dos grandes fica perto das bordas das placas tectônicas, entre vulcões, fumarolas, fontes termais e gêiseres, e sua permeabilidade é tipicamente a de fraturas abertas por falhas ativas: a água subterrânea aquecida em profundidade sobe por elas, e os poços captam o reservatório fraturado, como no corte abaixo. Um EGS não precisa de reservatório natural: seus poços, perfurados até cerca de , atingem rocha quente cuja permeabilidade é criada por engenharia, e uma avaliação dos Estados Unidos de 2008 estimou seu potencial provisório em de eletricidade, contra dos sistemas convencionais identificados.

Definição 30.10 (Sismicidade induzida)
A sismicidade induzida é a atividade sísmica causada por operações humanas que mudam a tensão ou a pressão de fluido nos poros da crosta, na maioria das vezes a injeção de fluido no subsolo.
O mecanismo é o critério de Coulomb com pressão de fluido nos poros: uma falha desliza quando a tensão cisalhante atinge , de modo que elevar leva à ruptura uma falha já tensionada sem nenhuma mudança da carga tectônica. Nos anos 1960, fluidos residuais injetados no embasamento pré-cambriano fraturado sob o Rocky Mountain Arsenal, perto de Denver, a profundidades de 3.7 a , desencadearam sismos; eles ficaram confinados à parte do reservatório onde a pressão havia subido mais de (). O forte aumento dos sismos de Oklahoma foi atribuído ao descarte de águas residuais: quatro poços de alto volume poderiam explicar um quinto da sismicidade do centro dos Estados Unidos, desencadeando sismos a mais de de distância. A estimulação de um reservatório EGS eleva a pressão nos poros da mesma maneira, de propósito.
30.4 O urânio
Dois tipos de jazida ilustram como o urânio se concentra: um numa discordância antiga, o outro em arenito.
Definição 30.11 (Jazidas de urânio associadas a discordância e de tipo roll-front)
Uma jazida de urânio associada a discordância é um corpo de pechblenda e uraninita que preenche fraturas e brechas em pelitos carbonosos metamorfizados e nos quartzo-arenitos sobrejacentes, abaixo, acima ou através de uma discordância entre rochas do Proterozoico Inferior e Médio numa bacia intracratônica. Uma jazida de urânio de tipo roll-front é um corpo em forma de crescente de minerais de urânio que corta o acamamento de um arenito feldspático ou tufáceo no limite entre terreno oxidado e terreno reduzido, onde o urânio foi depositado num ambiente localmente redutor, em meio à pirita.
As jazidas de discordância estão hospedadas em rochas de 1800 a , os pelitos metamorfizados abaixo da discordância e os arenitos não metamorfizados acima dela; suas rochas encaixantes são cloritizadas, e os xistos grafitosos que acompanham muitas delas são fortes condutores elétricos, um alvo para os levantamentos eletromagnéticos. Key Lake, Cluff Lake e Rabbit Lake, em Saskatchewan, e Jabiluka e Ranger, no norte da Austrália, são exemplos. As frentes de oxirredução (roll fronts) são mais jovens, na maioria terciárias: em arenitos alimentados por cinza vulcânica félsica ou por granito, os minerais de ferro oxidados ficam a montante do mergulho em relação à frente e os reduzidos a jusante, como nas bacias de Wyoming e da Costa do Golfo do Texas.
Proposição 30.12 (O urânio-235 no passado)
Sejam a razão atômica atual U/U e , as constantes de decaimento dos dois isótopos. Há um tempo , a razão era
e o U constituía uma fração dos átomos de urânio, desprezando o traço de U.
Demonstração. Cada um dos isótopos decai de modo exponencial: e . Dividindo, . ∎
Com , e as abundâncias atuais e , ; há , e o urânio natural continha de U, cinco vezes a proporção atual.
História — Um reator de dois bilhões de anos
Em 1972, cientistas franceses que mediam minério de urânio encontraram déficits pequenos mas significativos de U, que atribuíram à mina de Oklo, no Gabão. Ali, bolsões de rocha continham até de urânio com apenas metade da proporção normal de U, e neodímio empobrecido em seu isótopo primordial Nd mas enriquecido nos isótopos 143 a 150 que a fissão produz: reações em cadeia haviam ocorrido no minério há cerca de dois bilhões de anos, a cerca de e 400 a . Conhecem-se dezesseis desses reatores naturais em Oklo e na vizinha Bangombé, as duas únicas jazidas do mundo onde foram encontrados; a matéria orgânica havia ajudado a concentrar o urânio, e o óxido de urânio reteve no lugar a maior parte dos actinídeos e dos produtos de fissão não voláteis desde então.
30.5 O armazenamento geológico do dióxido de carbono
Definição 30.13 (Armazenamento geológico de , mecanismos de aprisionamento, fator de eficiência de armazenamento)
O armazenamento geológico de é a injeção de dióxido de carbono em formações rochosas porosas profundas, reservatórios de óleo e gás depletados, formações salinas profundas ou camadas de carvão, para retenção por longos períodos. Os mecanismos de aprisionamento de que o retêm são o aprisionamento estrutural (e estratigráfico) sob uma rocha selante; o aprisionamento residual, como fase imóvel retida nos poros por forças capilares; o aprisionamento por solubilidade, por dissolução na água de formação; o aprisionamento mineral, por reação com minerais formando carbonatos; e, no carvão e no folhelho, a adsorção na matéria orgânica. O fator de eficiência de armazenamento de uma formação é a fração de seu volume poroso que se espera que o injetado preencha.
O dióxido de carbono é um gás na superfície, mas seu ponto crítico fica a e . Ao longo de um geotermo de a partir de sob pressão hidrostática, a temperatura passa o valor crítico a e a pressão a ; a densidade do puro salta de a para a , e depois se estabiliza perto de 670 a abaixo de . Uma tonelada ocupa na superfície e a , 330 vezes menos; é por isso que as avaliações de armazenamento só consideram formações mais profundas que .
Proposição 30.14 (Capacidade de armazenamento de uma formação)
Uma formação de área , espessura e porosidade , na qual o tem densidade e o fator de eficiência de armazenamento é , pode armazenar a massa
Para um campo de petróleo depletado que produziu um volume em condições de tanque , substituir o óleo produzido volume por volume dá .
Demonstração. O volume poroso é , do qual o preenche uma fração , à densidade . No campo de petróleo, o óleo produzido ocupava no reservatório, o volume que o passa a ocupar. ∎
Para as formações salinas profundas, as simulações dão entre 1 e do volume poroso numa faixa de confiança de 15 a 85 por cento, com mediana perto de : a maior parte do espaço poroso nunca é atingida, ou conserva sua água. Uma formação de , com de espessura e porosidade 0.20 a () armazena com .
Uma vez injetado, o sobe sob a rocha selante e se espalha. Atrás da pluma em migração, as forças capilares retêm saturações residuais que podem chegar a 15 a do espaço poroso; a dissolução absorve de 20 a de por metro cúbico de água de formação, e em formações de fluxo lento até do injetado se dissolve em algumas dezenas de anos. O aprisionamento por solubilidade domina ao longo de dezenas a centenas de anos, as formas iônicas ao longo de centenas a milhares, o aprisionamento mineral ao longo de milhares a milhões: as reações com minerais carbonáticos levam dias, com silicatos centenas a milhares de anos. O armazenamento torna-se mais seguro com o tempo, e em locais bem escolhidos e bem geridos a retenção de ou mais do ao longo de 1000 anos foi julgada provável.
Dados de 2005
Em Sleipner, no mar do Norte, a cerca de da costa da Noruega, o separado do gás natural do campo, cerca de dele, é injetado desde outubro de 1996 na formação Utsira, um arenito salino inconsolidado de 800 a abaixo do fundo do mar, a cerca de por ano. No início de 2005 mais de haviam sido armazenadas, dos previstos para a vida do projeto. Levantamentos sísmicos repetidos imageiam a pluma, cuja área era então de cerca de , e mostram que a rocha capeadora acima dela a veda.
No campo — Ler um poço enquanto ele é perfurado
Quando um trecho de um poço é concluído, os geofísicos descem ferramentas num cabo e registram em função da profundidade as propriedades das rochas em volta do furo. Uma registra sua radioatividade natural, baixa no arenito e mais alta no folhelho; outra sua densidade total, da qual a porosidade decorre como (densidade dos grãos densidade total)/(densidade dos grãos densidade do fluido), com para grãos de quartzo e cerca de para a água. Lidos em conjunto, esses perfis de poço dão a espessura útil do reservatório e a porosidade que entram nas fórmulas volumétricas deste capítulo.
Exercícios
Dados para os exercícios, salvo indicação em contrário: ; um milhão de anos vale ; querogênio de Green River , ; massas atômicas C 12.011, H 1.008, O 15.999; densidade do ao longo do perfil da figura: na superfície, 583 a , 621 a , 686 a . Arredonde a três algarismos significativos.
Exercício 30.1 ★
(a) Quatro querogênios imaturos têm H/C atômica de 1.58, 0.95, 1.24 e 1.12. Atribua um tipo a cada um e diga qual produziria sobretudo gás. (b) Verifique as razões H/C e O/C da fórmula CHNOS. (c) Encontre-as a partir da composição em massa C , H , O .
Solução
Solução de Exercício 30.1.
(a) 1.58: tipo I; 0.95: tipo III; 1.24: tipo II; 1.12: tipo misto II/III. O querogênio de tipo III, com 0.95, produz sobretudo gás. (b) H/C , O/C . (c) Por : de C, de H, de O; H/C e O/C , de acordo com a fórmula.
Exercício 30.2 ★
(a) Cinco amostras de uma rocha geradora de tipo II têm = 0.45, 0.68, 1.1, 1.6 e . Descreva o estado de cada uma em relação ao óleo e ao gás. (b) Um querogênio de tipo III com está gerando metano? (c) Que fração convertida do Easy%Ro corresponde a e a ?
Solução
Solução de Exercício 30.2.
(a) 0.45: imaturo, abaixo do início em ; 0.68: gerando óleo; 1.1: ainda na janela do petróleo, perto de seu fim; 1.6: além de 1.20–, de modo que o óleo se decompõe em metano e a rocha produz gás; 2.5: só gás, com a geração prosseguindo até cerca de . (b) Não: a geração de metano pelo tipo III começa perto de . (c) : e .
Exercício 30.3 ★
Uma armadilha cobre ; seu reservatório tem de espessura útil, porosidade 0.18 e saturação em água 0.30, e . (a) Encontre o volume de óleo no reservatório e o STOIIP. (b) Encontre o volume produzido para fatores de recuperação de 0.30 e 0.40.
Solução
Solução de Exercício 30.3.
(a) No reservatório, ; . (b) e .
Exercício 30.4 ★
Um aquífero arenítico de de espessura sob está a . (a) Encontre seu calor in situ acima de , com . (b) A que classe de entalpia ele pertence? (c) Encontre a potência térmica média ao longo de 30 anos para .
Solução
Solução de Exercício 30.4.
(a) e . (b) Abaixo de : um recurso de baixa entalpia, para uso direto do calor. (c) de calor.
Exercício 30.5 ★★
(a) Encontre a energia de ativação para a qual uma velocidade de Arrhenius dobra entre 100 e . (b) Por que fator cresce a velocidade da reação de Green River no mesmo intervalo? (c) Qual das duas regras dá mais peso ao tempo que uma rocha passou a baixa temperatura, e o que isso implica para um TTI calculado para uma rocha geradora de tipo I?
Solução
Solução de Exercício 30.5.
(a) com dá . (b) . (c) A regra da duplicação, cuja energia efetiva é mais baixa, dá relativamente mais peso aos longos tempos passados a baixa temperatura; para um querogênio de tipo I de alta energia de ativação, o TTI anuncia a geração cedo demais.
Exercício 30.6 ★★
(a) Mostre a partir de (30.1) que a temperatura de meia conversão obedece a , e resolva-a por iteração para o querogênio de Green River aquecido a e a por minuto. (b) Compare a diferença com a estimativa tomada à temperatura mais baixa, e explique a discrepância.
Solução
Solução de Exercício 30.6.
(a) na aproximação dá ; tomando logaritmos, , donde a forma enunciada. Partindo de qualquer estimativa perto de e iterando com em kelvins por segundo: a (), , ; a por minuto (, vezes mais rápido), , . (b) A diferença é de ; a estimativa é pequena demais, porque o próprio cresce com (até a ): o deslocamento linear só vale para pequenas variações de taxa.
Exercício 30.7 ★★
Usando (30.4) e os dados do texto: (a) encontre a proporção de U no urânio natural há e há ; (b) quando ela era de ? (c) O minério de Oklo contém apenas metade da proporção normal atual de U. Ignorando o U consumido, que fração do U presente na época das reações sofreu fissão, e por que o decaimento posterior não muda a resposta?
Solução
Solução de Exercício 30.7.
e . (a) Há , , proporção ; há , , proporção . (b) e . (c) O minério empobrecido e o urânio normal decaíram desde então pelos mesmos fatores, de modo que a razão entre suas proporções de U é hoje a mesma que logo após as reações: o minério tinha então metade da proporção normal, de modo que cerca de metade de seu U havia sofrido fissão.
Exercício 30.8 ★★
(a) Encontre o volume de de na superfície, a e a . (b) Em Sleipner mais de haviam sido injetadas até 2005, a cerca de , numa pluma de área . Tomando uma porosidade de 0.35 e uma saturação em de 0.30 na pluma, encontre o volume de rocha que ela ocupa e sua espessura média.
Solução
Solução de Exercício 30.8.
(a) ; ; . (b) de , que preenchem do volume de rocha: de rocha, uma espessura média de .
Exercício 30.9 ★★
Um reservatório de alta entalpia mede a , com . (a) Encontre seu calor in situ acima de . (b) Encontre a potência térmica média ao longo de 30 anos para e . (c) Seu campo cobre ; a 10 a de eletricidade por quilômetro quadrado, que fração da potência térmica com se torna eletricidade?
Solução
Solução de Exercício 30.9.
(a) e . (b) Em : dá e dá de calor. (c) a de eletricidade, a da potência térmica: a maior parte do calor é rejeitada, como em qualquer usina que trabalha com uma diferença de temperatura modesta.
Exercício 30.10 ★★★
Uma falha a cerca de suporta uma tensão normal de e uma tensão cisalhante de ; seu coeficiente de atrito é 0.6 e a pressão nos poros é hidrostática, . (a) A falha é estável? Encontre o aumento de pressão nos poros que a leva à ruptura, em megapascals e em bars, e compare com o limiar de Denver. (b) O mesmo se a tensão cisalhante for de . (c) Explique por que sismos podem ser desencadeados a quilômetros de um poço de injeção, e anos depois do início da injeção.
Solução
Solução de Exercício 30.10.
(a) A resistência é : estável. A ruptura exige , , da mesma ordem que os que delimitaram os sismos de Denver. (b) : uma falha já perto da ruptura precisa só de um pequeno aumento. (c) O fluido injetado eleva a pressão numa zona que se propaga por difusão através da rocha permeável e das zonas de falha, a quilômetros de distância ao longo de anos; onde quer que encontre uma falha já perto da ruptura, um aumento modesto basta.
Exercício 30.11 ★★★
(a) A partir da aproximação em (30.1), mostre que, a uma taxa de aquecimento constante, a taxa de transformação sobe de a num intervalo de temperatura . (b) Calcule-o para o querogênio de Green River a . (c) Compare com a curva contínua da figura e explique a diferença.
Solução
Solução de Exercício 30.11.
(a) Escreva com . Uma taxa de transformação de significa , ; significa . Como , , o que dá a fórmula, com . (b) Com , e ; a curva exata de energia única dá , de 125.3 a . (c) A curva contínua sobe de perto de a perto de , ao longo de cerca de : a dispersão das energias de ativação alarga o intervalo de conversão.
Exercício 30.12 ★★★
Sleipner deve armazenar de . (a) Encontre o volume de água de formação necessário para dissolvê-lo todo, a 20 e a . (b) Encontre seu volume como fase livre a . (c) Com , encontre o volume poroso de formação necessário, e a área de uma formação de de espessura e porosidade 0.30.
Solução
Solução de Exercício 30.12.
(a) () e . (b) . (c) de poros, o que, com de espaço poroso por metro quadrado, exige , cerca de .
Problema 30.1
Problema de fim de semana — uma bacia, dois usos
Numa bacia inventada, uma rocha geradora de tipo I foi depositada a na superfície. Os sedimentos acumularam-se depois a por milhão de anos até , e a por milhão de anos desde então. A superfície está a e o geotermo é estacionário, de . O querogênio tem a cinética de Green River do texto (energia única). Sua cozinha de geração, a parte matura da rocha geradora, cobre , tem de espessura e densidade , e pode produzir de óleo por tonelada de rocha com conversão completa; o óleo tem densidade na superfície de . O óleo preenche uma armadilha de cujo reservatório, centrado a , tem espessura útil de , porosidade 0.22 e saturação em água 0.25, com . Use os dados dos exercícios; arredonde a três algarismos significativos.
Parte I — Soterramento e índice tempo–temperatura.
- Encontre a profundidade e a temperatura da rocha geradora a e hoje.
- Encontre sua taxa de aquecimento em cada fase.
- Encontre o tempo que ela passou em cada intervalo de , de até sua temperatura atual.
- Calcule seu TTI hoje (método do texto).
- Quando, a que temperatura e a que profundidade ela passou um TTI de 15?
- O mesmo para 75 e 160.
- Pelo TTI, a rocha geradora ainda está gerando óleo?
Parte II — A conversão pela cinética.
- Encontre a constante de velocidade a e mostre que menos de do querogênio pode ter sido convertido antes de .
- Usando (30.1) com a taxa de aquecimento da segunda fase, encontre a fração não convertida e a taxa de transformação hoje.
- Encontre a temperatura de meia conversão a essa taxa de aquecimento (exercício 30.6).
- Quando ela foi atingida?
- Compare com a época do pico de geração dada pelo TTI, e explique a diferença.
- Um querogênio de tipo II com energia de ativação média mais baixa teria se convertido mais cedo ou mais tarde?
Parte III — Óleo gerado, in situ e recuperável.
- Tomando uma taxa de transformação de 0.92, encontre a massa de óleo gerada na cozinha de geração.
- Encontre seu volume na superfície.
- Encontre o STOIIP da armadilha.
- Que fração do óleo gerado a armadilha contém? Mantenha para (15).
- Encontre o óleo produzido para um fator de recuperação de 0.35.
- Por que o fator de recuperação é muito menor que um, e o que mudaria a injeção de ?
Parte IV — O campo depletado como reservatório de .
- Encontre a temperatura e a pressão hidrostática do reservatório. O injetado está supercrítico ali? Leia sua densidade na figura.
- Mantendo , encontre o volume de reservatório liberado pela produção.
- Exprima-o como um fator de eficiência de armazenamento do volume poroso da armadilha, e compare com as formações salinas.
- Uma formação salina sob o campo cobre , tem de espessura, porosidade 0.20, com a . Encontre sua capacidade com .
- Quantos anos de injeção ao ritmo de Sleipner a preencheriam?
- Com e o volume liberado arredondado para , encontre a capacidade de armazenamento de do reservatório depletado, em megatoneladas.
Solução
Solução de Problema 30.1.
Parte I. 1. A : , . Hoje: , . 2. , depois . 3. 15–: ; cada intervalo de 20 a : ; cada um de 90 a : ; 140–: . 4. Valores por intervalo , com as somas acumuladas: 15–20 () 0.0065; 20–30 0.026 (0.033); 30–40 0.052 (0.085); 40–50 0.104 (0.189); 50–60 0.208 (0.397); 60–70 0.417 (0.814); 70–80 0.833 (1.65); 80–90 1.67 (3.31); 90–100 6.67 (9.98); 100–110 13.3 (23.3); 110–120 26.7 (50.0); 120–130 53.3 (103); 130–140 107 (210); 140–142.5 () 53.3: TTI atual 263. 5. O valor 15 é ultrapassado no intervalo 100–, a , atingidos depois de : a e a . 6. 75: , , . 160: , , . 7. Não: com 263 ela já passou do fim da geração de óleo (160), desde cerca de .
Parte II. 8. . A rocha esteve abaixo de durante os anteriores a , de modo que a fração convertida é menor que . 9. , : e , logo , e a taxa de transformação é 0.917. 10. . 11. . 12. O TTI situa o pico de geração a , a cinética mais tarde, porque a regra da duplicação corresponde a e pondera demais as baixas temperaturas para um querogênio de (exercício 30.5). 13. Mais cedo: uma energia mais baixa abaixa a temperatura de meia conversão.
Parte III. 14. Rocha: ; potencial ; gerado . 15. . 16. . 17. , : a maior parte do óleo gerado fica na rocha geradora, perde-se ao longo dos caminhos de migração ou escapa para a superfície. 18. . 19. Cerca de dois terços do óleo ficam no reservatório após a recuperação primária e a secundária; a injeção de poderia recuperar mais 10 a do óleo in situ.
Parte IV. 20. e : ambos acima do ponto crítico (, ), de modo que o é supercrítico, a cerca de . 21. . 22. Volume poroso , e , muito acima dos 1 a das formações salinas: o óleo produzido esvaziou um espaço conhecido e vedado. 23. , . 24. A por ano, cerca de 133 anos. 25. : o reservatório depletado pode armazenar de .
এই অধ্যায়ে সংজ্ঞায়িত পরিভাষা-শব্দ
- Armazenamento geológico de COX2, mecanismos de aprisionamento, fator de eficiência de armazenamento
- Sistema geotérmico, calor in situ, classes de entalpia, EGS
- Sismicidade induzida
- Tipo de querogênio, diagrama de van Krevelen
- Fator de recuperação
- Jazidas de urânio associadas a discordância e de tipo roll-front
- Reservatório não convencional
- Refletância da vitrinita, índice tempo–temperatura